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Urgência de quê?

Hoje o dia foi tão bom… Eu não sei se existe relação entre se sentir feliz e logo após, essa euforia toda, a tristeza bater como um soco do Hulk. Parece que a minha cabeça resolve pensar em muitas coisas que mudam meu emocional logo depois de um dia ensolarado e risonho.

Parece auto-sabotagem. Mas não sei… Nesses momentos pareço mais preparado para encontrar a realidade que permanece somente no meu âmago, como o sabor da fruta madura que ainda está verde. Não sei se isso acontece com todo mundo. Realmente não sei.

Quando me olho sinto-me tão diferente de tudo e de todos, às vezes isso acontece em meu habitat, sabe-se lá por quê? Será que existem mais pessoas que se sentem como eu? Perdidos quando parecem encontrados.

Tudo parece estar em ebulição, mas não está. Tudo parece estar se movendo, mas não está. Talvez a mente das pessoas faça isso pra que elas não vivam um mundo de fantasia interno, para que elas não percam o contato com a realidade. Mas tudo é transitório, tudo.

Querer ser livre para se aprisionar não parece uma boa ideia, mas quem se importa com isso quando, dentro de você existe uma pintura tão perfeita que não importa se é original ou uma cópia barata da vida de alguém?

As certezas somem como areia entre os dedos, os cabelos caem como se você sempre tivesse sido careca, o tempo – que parece fazer tão bem para o discernimento e para a aprendizagem do comodismo – só trás sinais de decadência. Decadência.

Esses dias eu estava pensando:

- Há dez anos atrás, o que eu achava que estaria fazendo hoje?

Com certeza não imaginava nada disso. É engraçado como planejamos coisas tão interessantes para as nossas vidas no momento qual tudo é um turbilhão de acontecimentos – 15 anos – sobre os quais não temos controle algum. A juventude.

Por que ninguém conta isso pra gente? Bem, na verdade acho que até tentaram, mas eu nunca acreditei. Agora aqui estou eu tentando colocar prumo nas coisas escolhendo sempre o mais difícil. Sempre! Não que isso seja uma coisa ruim, pois eu sempre fiz essas escolhas, mesmo que poucas vezes, de maneira consciente e quando optei pelo mais fácil nunca foi a melhor coisa a fazer.

Bem, depois de fazer uma analise sobre tudo que aconteceu até hoje eu fiquei me questionando o que poderá acontecer em minha vida nos próximos dez anos? Será que eu me sentirei realmente feliz passeando no shopping com os meus filhos e minha mulher? Vendo essa cena todos os dias que estou trabalhando me bateu uma deprê… As pessoas são realmente felizes fazendo só isso? Gastando o que eles ganham durante as várias horas que passam no trabalho. Será que só isso vai me fazer feliz.

Esse é o momento, que eu acredito, definirá o futuro de tudo. Eu sei que podemos ter vários re-começos, não importa a idade, às vezes melhores do que as primeiras tentativas. Mas eu ainda sinto a urgência jovem pulsando em mim e eu não quero deixar isso morrer. Eu quero e quero agora, só tenho que viabilizar esses acontecimentos. Inquietação é a palavra de ordem.

E vocês, o que me dizem dos seus últimos dez anos de vida, foi o que esperavam? Querem mais?

A irrelevância da vida

O que você busca fazer? Refleti a respeito das coisas ultimamente e enquanto conversava com um colega sobre nossas idades percebi como a vida das pessoas pode ser irrelevante. Talvez seja irrelevante para o mundo todo, mas ainda mais para essa mesma pessoa.

Enquanto conversávamos no calor de um carro fechado que nos protegia do gelado final de tarde catarinense percebi como as coisas funcionam:

Uma dezena de pessoas passando para ambos os lados da rua para cumprir sua singela rotina adquirida há muito tempo ou agora há pouco. Não importa.

As pessoas às vezes desperdiçam bons papos pela pressa de fazer nada. Então vendo tudo isso eu pensei; no por que da minha vida ser ou estar sendo irrelevante pra mim mesmo?

Vi no passar das luzes de freio dos acelerados carros, como os anos passam e os sonhos se tornam lembranças do que nunca tivemos.

Esse foi mais um sinal de que devemos seguir o que nos faz bem. E isso deixa ainda mais latente que tudo o que o homem não almeja é a irrelevância, mesmo com algumas pessoas dizendo, como no livro “On the Road” de Jack Koruac, que seu único sonho é servir bem os clientes.

Todos temos sonhos, desde os mais elaborados aos mais simples e o fato de alcançá-los já não nos condena a irrelevância de uma vida comum, perante a nossa existência.

Na verdade, eu descobri que eu tenho medo da irrelevância da minha vida, pois ultimamente o que não falta são pessoas reclamando do que não fizeram e mesmo assim andam jocosamente pelos dois lados da rua com a sua irrelevante arrogância.

Tudo é assimilado com tanta rapidez que nos faz esquecer do principal objetivo da nossa história que é viver bem. Cercados de pessoas inteligentes e que possam nos estimular diariamente a pensar de maneira diferente ou a ter certeza do que realmente achamos sobre algo.

Porém, a irrelevância de sermos nós mesmos nos afeta nos piores momentos, quando estamos sem os pilares da auto-confiança e sem “exemplos” para nos apropriar.  É como se fossemos abraçados pela solidão psico-mental e isso traz a mais a sensação de irrelevância em relação ao que já fizemos e a respeito do que iremos fazer.

Nessas horas me questiono:

- Será melhor ter sonhos mais simples para me entreter com a minha demagogia intima? Será que mais pessoas se acham irrelevantes? Não sei…

Aniversário de novo

 

Mais uma vez meu aniversário, como eu tento fazer todos os anos, estou escrevendo um texto para marcar essa data tão “bacana” – heheheh- que é quando completamos um ciclo à mais de vida. Estava pensando sobre o que escrever em um momento tão interessante, pra mim, quanto esse e então resolvi fazer um resumo de como as coisas caminharam nesse último ano.

Muitas coisas que eu não esperava aconteceram, a maioria boas. Terminei a faculdade e embarquei em uma viagem que me deu muito conhecimento, acredito que, me fez amadurecer, percebi que meus sonhos são mais possíveis do que eu jamais imaginei e que para que eles aconteçam o importante é ter coragem e apoio das pessoas que você mais gosta, no meu caso, minha família, minha namorada e meus amigos. Tive algumas revelações que demoraram para aparecer na minha vida pregressa que é não confiar em todo mundo. E vou dizer a vocês levem essa premissa a sério principalmente com dinheiro. Nunca me estressei tanto com essa porcaria, mas é a vida.

Estou aprendendo a conviver com pessoas diferentes do que eu sempre convivi. Antes eu tinha por todos os lados pessoas que me estimulavam a pensar e a mostrar o meu melhor. Agora eu tenho alguns que são assim, mas a maioria é enrolão, preguiçoso e ainda quer tirar vantagem de tudo e de todos. Dá uma desanimada quando você constata que as coisas são assim. Mas temos que colocar na nossa cabeça que o que realmente importa somos nós e assim vai continuar.

Hoje refletindo sobre tudo que aconteceu nesses quase doze meses de viagem eu fiquei maravilhado em me surpreender com tantas novidades que pude vivenciar em tão pouco tempo, nunca imaginei que tantas coisas poderiam acontecer em apenas doze meses e agora me sinto preparado para dar o meu próximo passo em direção a algo ainda maior. Espero chegar lá o quanto antes e para isso vou lutar. Sei que esse texto não tem muito a ver com o que escrevo sempre. Mas hoje pode, hauahu. Já que nesse espaço já publiquei de tudo, hoje ele irá servir para eu marcar minhas mudanças.

Mais uma vez tenho que agradecer a todos que sempre estão comigo, dando força e me alimentando de bons pensamentos:

MãePai – Daniel, meu brother, – Lu, minha namorada e amiga, e meus amigos especiais que estão sempre comigo em pensamento Julliane, Anderson, Tigo, Rony, Bruna, Jeff, Andréia, Vânia, Anita… Os amigos das antigas. Pessoas maravilhosas que me fazem pensar na bondade e na inteligência – cada um a sua maneira – das pessoas. E ainda me fazem perceber que não importa o quão longe eu vá, com quem eu tenha que falar, os malandros e crianças que eu tenha que conviver; eles sempre estarão lá para me dar uma palavra de força. Acredito que as pessoas já perceberam que eu me expresso melhor quando escrevo, mas tentem me imaginar dizendo isso para vocês.

Amo todos vocês e vocês são e serão o presente dos meus aniversários. Saudades de todos que não estão próximos agora e feliz por passar esse momento especial com quem pode estar aqui comigo. Abraço a todos e no ano que vem, com certeza – se Deus quiser – eu irei escrever palavras ainda mais felizes que essas. Cansado, preparando meu próximo passo e com 24 anos -  que esse seja o momento tão esperado – .

Feliz com duas horas

Vendo meu pai feliz e cantando ontem à noite, eu pensei como gosto da minha vida!

Como eu tenho tantas pessoas boas ao meu redor, tantas coisas boas, tantas oportunidades boas. Adoro pensar assim e dormir com essa sensação. Abraçar o meu travesseiro como se fosse um amigo e pensar nas coisas que já fiz e nas atividades que as pessoas que estão perto de mim fazem para que as nossas vidas possam ser sempre algo interessante.

Mesmo com o reggae dominando vários lugares, as pessoas bebendo todas “por esporte” e vontade própria, degradando as suas vidas e suas saúdes por gosto. Eu sou feliz porque eu faço o que eu gosto. Estou trilhando novos caminhos e me sentindo à vontade com isso. Esse texto está com cara de confissão, mas é sempre bom exaltar as coisas boas que acontecem com a gente.

Sempre escrevo sobre o que me aflige, mas hoje senti uma brisa nova correndo sobre a minha vida, minha alma, e a vontade de espalhar esse sentimento tomou conta de mim. Mesmo quando olhei para o pôr do sol de uma segunda-feira, fiquei maravilhado, e andei de vagar como há tempo não fazia.

Após esse choque eu comecei a analisar a superficialidade dos seres que andavam nas ruas em busca dos presentes para uma data que contamina a nossa percepção. Incrível essas coisas. Mas depois disso fui pra casa e conversei com o meu irmão, com o meu pai e com a minha mãe.

Momentos como esse que tornam meus dias únicos e especiais, pela compreensão das palavras que falamos uns aos outros. Por isso eu acredito que a felicidade depende do que nós queremos pra nós, focar em nossas vontades desde que sejam boas. Sei lá. Esse texto não tem muito a ver com o que eu tenho escrito ultimamente. 

Porém ver o meu pai feliz me deu uma dose ainda maior de vontade de viver a minha vida sem as preocupações que afligem tanta gente. Quero crescer, mas fazendo as coisas de maneira que eu me sinta feliz e possa fazer as pessoas a minha volta mais felizes que eu.

 “Amar a vida com ela vem”.  Dona Tita – 100 anos, sobre o segredo da longevidade.

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