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Morissete, Florianópolis e as lágrimas do céu

Noite, chuva e expectativas. Um show que poderia ser só mais um, mas havia a vontade de esperar mais de uma mulher que se sente “ so unsexy for someone so beautiful”, mas que se pergunta “Are you thinking of me when you fuck her?”. Bem, a fila não era tão grande quanto eu esperava – para aquela hora-, mas na verdade eu acho que cheguei um pouco antes. Era 21h, achei que a apresentação começaria entre 23h30 e meia noite. Ledo engano.

Um momento que o tom de como foi tudo

Um momento que dá o tom de como foi tudo

 

 

O lugar estava um pouco escuro, nada diferente na decoração dos ambientes, já que fiquei sabendo um pouco antes de chegar ao local, enquanto estava no ônibus, que haveria uma balada depois – ou antes – do show. A tensão era grande e a vontade de ouvir ao vivo músicas que marcaram várias passagens da minha vida também.

Foram longas horas de espera. De repente veio uma chuva fraca, isso já passava das onze da noite, nada da principal pessoa aparecer. A galera começava a se exaltar, gritar que o show só iria começar junto com a chuva, ainda mais forte. Antes fosse assim.

Nem as piores previsões poderiam ser tão otimistas. Em 20 minutos o céu desabou, choveu pra caramba, alguns documentos e dinheiro foram enrolados em uma sacolinha plástica, e a música rolando no som, enquanto aguardávamos pelo show, se repetia pela terceira vez. Até a uma da manhã choveu muito, constatei que os documentos, o celular – importante para a ocasião – e o dinheiro estavam molhados. BEM MOLHADOS. Momentos de desespero depois, o lugar guardado por algumas horas perdido, enfim começa o show. Uma da manhã, todas as pessoas que ficaram à frente do palco encharcadas. Entra a moça com seu cabelo comprido, e seu estilo claustrofóbico de “dançar” que vem desde as suas primeiras apresentações. Alanis Morissette adentra ao palco.  Com uma iluminação muito boa. Parecia um clarão da quase tempestade que caia sobre a cabeça do público.

Na verdade, nesse momento, eu não estava concentrado na apresentação ainda. Estava tentando sentir o que se passava interna e externamente, já que coisas importantes haviam molhado, mas quanto a isso eu não poderia fazer nada. A vontade de sentir o show era grande também, porém faltava-me concentração. Se não me falhe a memória ela abriu o show com uma pequena introdução e na sequencia emendou Uninvited. Interessante. A expectativa enfim alcançava o ápice, eu podia ouvi-la cantar ali, próximo a mim.

A chuva não tinha parado, mas quem ta na chuva é pra se molhar, certo? Então lá pela terceira música meu cérebro começou a sentir o que era realmente estar em um show no qual as músicas fizeram parte da minha vida. Já fui a alguns shows antes – legais eu confesso -, mas esse era especial, pois me fazia relembrar cada momento importante que tive ao lado da pessoa que amo até hoje.

Em certas músicas, como Flinch, Hand in my Pocket e Unsexy as lágrimas corriam pelo meu rosto de tal forma que eu não sabia se ainda continuava a chover. Dessa vez eu entendi por que as pessoas choram em shows. Solucei de tanta emoção ao identificar aqueles acordes e as notas vocálicas que ainda têm tanta expressão em minha vida. Se não estivesse chovendo, com certeza, mais pessoas iriam perceber a minha emoção frente a frente com um pedaço da minha história.

O som era limpo, cristalino; quase perfeito. Os músicos sabiam o que faziam no palco. Em certos momentos Alanis se sacudia incessantemente por cada espaço cênico, enquanto seus roadies secavam o piso. Em outros, ela dançava com as mãos ou tentava tocar uma guitarra ou violão. Era um momento único que mesmo com todas as distrações se tornou impermeável ali na minha frente. Além de tudo isso, ainda marcou sete anos que conheço alguém especial, que com certeza é o maior motivo das marcações que a música de Morissette tem em minha vida.

Nós estávamos juntos nesse momento único qual o som trouxe de volta as imagens da minha vida. O choro e o fim da chuva com o fim do show. Três ou quatro músicas tocadas em versão acústica. Um bis de mais três ou quatro músicas. Na verdade eu queria que as duas horas de show durassem por mais tempo. Still time. Mas isso ainda não é possível. Ao final da apresentação a emoção transbordava em minhas veias, um te amo enquanto a música que ela mais gosta tocava, para marcar a noite. Depois de tudo isso, ainda fui pegar uma balada – que aconteceu depois – completamente encharcado enquanto esperava o ônibus que me levaria de volta para casa. Estava de volta ao mundo real, mas com um pedaço a mais de mágica em minha vida. A minha história passou em frente ao meu rosto e eu estava lá pra ver.

Enfim, percebi que envelheci, mas estou aproveitando as experiências que ganho com as oportunidades que me são dadas todos os dias.

 A música que mais me emociona Flinch.  Só um pouquinho do que rolou no show com a galera cantando junto. Enjoy.

 

Dia intenso, trabalho e correria.

Enfim, acredito que esse é o meu último dia dessa temporada em Camboriú. Depois de pegar o mercado mais difícil para vender, agora é hora de aliviar a tensão e encontrar pessoas mais interessadas em comprar. Assim espero.

Em um resumo da minha estadia aqui posso dizer que: nem tudo é o que parece.

Vim pra cá antes do carnaval, esperando vender bastante, mas não fácil. Porém o que me disseram é que isso faz parte do aprendizado. E é melhor trabalhar em lugares mais difíceis, pois nos locais mais receptivos fica mais fácil.

Camboriú é uma cidade com vida própria! O carnaval passou, a temporada acabou, mas as coisas continuam bombando. Tem argentino de rodo, chileno, uruaguaio e tals. Uma cidade diferente. Gostei desse lugar, estava até me adaptando. Mas Florianópolis me espera. Melhor não?

Duas coisas que eu queria contar faz um puta tempo e ainda não falei. Como os argentinos fumam. Na verdade todos os sul-americanos fumam muito. É muito difícil não ver um argentino fumando.

Detalhe que eles têm um costume muito louco. As meninas da Argentina e do Chile quando completam 15 anos ganham uma viagem. E vocês não sabem como é engraçado ver 100 meninas de 15 anos se achando o máximo. Com um cigarrinho na mãe e cantando de gatona. É no mínimo engraçado. Ainda bem que aqui no Brasil não existe esse costume, pois as minas iriam acabar com o qualquer país que fossem. Imagina só, um monte de meninas de 15 anos, brasileiras, sem os pais por aí. Seria uma loucura para o mundo. É demais para todos, hauha.

 Hoje eu to cansado, mais a noite – antes do Oscar -  eu escrevo mais alguma coisa. Fui.

Floripa 11 graus, quase sete da noite. Se você pensou que a ilha era só sol, praia e tranquilidade. Errou.
Escrevo isso por que eu tava pensando assim
Se ontem eu já vi o caos, hoje eu pude ter noção do que é morar em uma capítal.

Passei por várias ruas alagadas, muita treta, teve deslizamento de barrancos. Coisa que só acontece em lugares
grandes. Mas também, com a super chuva que cai aqui desde ontem, qualquer cidade se encheria de água. Sabe àquela chuva que dura somente
cinco minutos, pois é muito forte? Então, estamos passando por uma dessas há dois dias com pequenos intervalos de
uma chuva de menor intensidade. Acreditam? O bom de passar por tudo isso é experimentar as muitas sensações de um lugar diferente,
cheio de turistas, com suas caracteristicas paradisiacas e também caóticas. Quem tava certo eram os cariocas, eles foram embora semana passada
dizendo o tempo não iria melhorar. E acertaram.

Hoje fiz mais duas vendas e de grão em grão a galinha enche o papo. Assim espero. Hoje, quando vi quantos graus faziam
aqui em Floripa, estava me dirigindo ao Floripa Shopping. Um shopping que eu ainda não conhecia. Queria assistir o filme
“A lenda de Bewoulf” em uma das únicas três salas 3-D do Brasil que estão passando esse filme. Quase deu certo.
Cheguei lá e a sala está com problemas. Acreditam?

Mas o passeio foi bom. Encontrei o novo CD duplo do Justino em uma loja e fiquei super-loco. O carinha disse que “o produto chegou hoje de manhã”.
Mas como sabem a grana tá curta. Ainda na volta conversei com uma paranaense de Pato Branco, nossa que loucura não?
O nome dela é Cris, super simpática. Trabalha uma média de 12 a 14 horas por dia na Eurobooks. Um papo super bom, ficamos conversando enquanto
a chuva nos fazia compania durante o longo trajeto até o terminal onde pego, enfim, o ônibus para ir para casa.

Falando em casa, ontem era para ter feito o meu Miojo Especial, mas o Rods – Diego – fez uma pseudo muqueca. Muito saborosa por sinal
e me fez perceber que eu estou vivendo em uma república. Caras que massa, achei que iria passar por todo o perído universitário
sem experimentar a sensação. Muito louco realizar a divisão das tarefas, os altos papos pela madrugada e claro a super dose
de bom humor. Que é o melhor.

Pra fechar, hoje eu fiz uma cagadinha. Uma puta chuva e eu desci no ponto errado. Tive que andar umas quatro quadras e alaguei o meu moletom.
É a vida, tudo é detalhe.Outra coisa, como é estranho ver a desigualdade tão latente em um lugar. É muita gente com muitra grana e muita gente
sem muita grana. A galera comprando apartamento de três milhões e outros trabalhando feito loucos para conseguir o prato de comida.
Coisas estranhas acontecem onde as pessoas têm muito dinheiro.

P.S. Hoje um dos moradores da casa, o Walter, me apresentou o seu blog – http://www.inutilidadedemente.blogspot.com/ – o cara escreve legal. Colocou um conto que eu realmente gostei de ler. Abraço a todos.

Buenas moçada, Jacidio no talk. Então, hoje as coisas foram boas, duas vendas e tal. Tudo nos conforme.
Lembram que ontem eu disse que havia encontrado a primeira pessoa de Cascavel? Hoje eu encontrei mais dois. O Tommy da Tatoo
e o ex-dono da Wall Street importados – é que eu não lembro o nome dele -. Acho que me encontraram por aqui, hauhua.

Nossa, galera o carnaval já tá chegando e cada dia fica mais próximo o dia para eu decidir se vou
ou não para a colação de grau. Estou na espreita pra ver como as vendas estarão nessa semana
para tomar essa decisão depois. Vai ser engraçado faltar na própria colação de grau.

Está chovendo onde vocês estão? Aqui choveu o dia todo hoje, uma loucura. Já experimentei esperar o
ônibus no ponto, horários demorados e aquela coisa toda, mas é a vida de um trabalhador em uma cidade
desconhecida. Apesar que eu já estou me sentindo de casa. Ando por alguns quarteirões e até dou direções para
turistas. Isso é uma coisa engraçada.

Li o comentário da ju hoje. Muito massa relembrar as histórias cariocas. Cada dia que passa eu
penso mais em ir para o Rio de Janeiro, tenho sentido que está lá o que eu quero ser. Agora
eu só tenho que definir: morar em praias tranquilas com argentinos ou morar em praias super cheias
de estrelas com turistas americanos. Tenho que pesar essa decisão.

Detalhe, também estou com uma super saudade de ver a galera reunida, conversar sobre cinema, falar sobre
os lançamentos da música. Saber o que cada um tem baixado no mp3. Logo estarei ´por aí para colocar
a conversa em dia. Seja permanente ou provisóriamente.

Vou ver se até amanhã eu lembro de mais coisas para escrever aqui. Eu preciso parar aqui um dia
só para escrever sobre as vendas. Passo por situações muito engraçadas, huahua. Mas isso vai ficar para outro dia.

Desculpem se o meu texto está meio “tópicado” é que tudo tem sido escrito com pressa para não atrapalhar
o andamento da casa onde estou agora. Grande abraço a todos e continuem acompanhando. Saudades de todos.

De novo eu tinha tanta coisa pra falar, mas acabei esquecendo.

P.S. Vou fazer o meu prato predileto MIOJO. Em breve eu passo a receita pra vocês. Agora eu sou um cara prendado; lavo até ro

Mais um dia se foi. Dia 27, dia do aniversário da minha mãe. Parabéns mãe.  O pior que mais uma vez eu estou fora de casa. Ano passado eu estava no Rio, acho que isso vai virar tradição.

Agora vamos a como foi meu dia.
Hoje foi tranquilo, duas vendas. Não abordei nem cinquenta pessoas, foi meio fraco.
Mas a grana já tá salva. Amanhã vou falar como chefe e provavelmente eu receba meu primeiro
salário. Maravilha!

Foi meu último dia nos Ingleses, agora nem sei quando vou ver praia de novo.
Acho que hoje, segunda-feira, eu começo no shopping da lagoa. Disseram que lá que é mais fácil
de vender, assim espero.
Não andei muito por aqui ainda, mas tenho conhecido vários lugares. Hoje apareceu um dos seguranças
do shopping onde eu estava perguntando se eu queria alugar um lugar ´perto da praia. Pra ficar fora de temporada
com tudo mobiliado. Um bom preço. Mas eu acho que não vou ficar por aqui, hehe. Meus objetivos eu já estou alcançando

Na verdade eu não tenho muita coisa para contar. Tenho que agradecer os comentários da galera.
O Mauricio deu uma idéia interessante de ver quanto custa o alvará para trabalhar na praia, mas
como eu vou ir pra Camburiú essa semana, acho que não vai dar. Vamos ver quando eu voltar.
O mais louco é que na semana que vem tem show do Fat Boy Slim e do Tiesto, eu realmente gostaria
de ir. Mas o trabalho me chama.

Um outro detalhe que eu ainda não comentei; como aqui tem paulista, hehe.
Até agora, de todas as pessoas que eu conheci, 80% é de São Paulo.
Meus chefes, o dono do albergue, o Diego, os caras que trabalham comigo. É uma loucura.
Acho que tô pegando até um pouco do sotaque. Sintam a mistura, paulista com manezinho e um pouquinho de Carioca.
Pura mistura brasileira. Proporcionada pela ilha. HEH.

Ainda estou esperando a resposta do Samuel para ver o que ele tem reservado para a minha pessoa.
Acho que deve ser algo legal. Acho que por enquanto é isso. Obrigado a todos que acompanham essas histórias
todos os dias e postam, me mandam energia positiva e tudo de bom.
Amanhã a noite conto as novidades, pra onde eu vou e como foram as coisas. Fui.

Ontem foi um dia daqueles. Depois que eu postei o texto no blog fui trabalhar acreditando que o meu amigo de trabalho também iria, pois seria ele quem salvaria o meu dia. Ledo engano.

Ele não foi trabalhar ontem. Uma amiga passou mal. Fiquei a tarde toda na pira de saber onde eu iria dormir. No fim da noite tentei algo inusitado, pedi para um dos seguranças se eu poderia dormir no estacionamento do shopping. Era um bom lugar para dormir e ainda não iria gastar nada. Mas o rapaz voltou com uma resposta negativa da administradora, que falou o seguinte:

- Aqui é um shopping e não um hotel.

Esse é o problema de pedir favores a quem não conhece a nossa realidade. Faltava outra alternativa, ligar para o Marcelo – proprietário da pousada que eu estava antes – e pedir se ele não me disponibilizava um espaço para eu montar a barraca, somente para passar a noite. Liguei e conversei com a esposa dele. Ela disse que não poderia, pois as duas casas estavam cheias. Sentiram o drama? Nem ao menos para armar a barraca, mas tudo bem. Na seqüência perguntei se poderia voltar prá lá depois do carnaval, como havíamos conversado antes. Ela também disse que não.

Acho que fui enxotado de lá, heheh. Mas continuo gostando deles. Não devemos julgar uma pessoa por uma ação isolada. É a vida. Confesso pra vocês que nessa hora bateu o desespero. Eu não tinha mais pra quem apelar. Tinha 10 reais na carteira e 15 no banco. Um senhor que vende livros no shopping sugeriu que eu fosse até a pousada do Leão – uma super pousada aqui perto -, pois, segundo ele, o dono é muito gente boa e iria me arrumar um quarto. No entanto, todos os quartos estavam lotados. Faltam poucos dias para o carnaval e não adianta chorar, hehhe. A rodoviária ficava cada vez mais próxima. Se fosse necessário, prá lá eu iria de novo.

De repente o vento mudou. Passei em frente a uma área de camping. Meus amigos, que alivio. Perguntei quanto era o dia, R$12,00 por pessoa. Um bom preço. Preenchi um cadastro, mas como só tinha 10zão na carteira tive que caminhar uns mil metros até o caixa da CAIXA mais próximo. Já eram 23h30, cheguei no caixa puxei um saldo – em relação ao dia anterior faltavam R$4,00 -, fiquei  fodido. Mas precisava de grana para completar a diária. O caixa parou de funcionar, enquanto eu tentava sacar. Ontem não foi fácil. Depois de mais uma pernada consegui dois reais emprestado do senhor do livro. Meu cartão não funcionou no mercado e então eu comi umas bolachas doces que a Ana me deu quando eu sai da casa dela. Obrigado Ana.

 O resto eu conto daqui a pouco…

Fudeu de novo! Não, não é nada com o trampo. Ontem eu fiz duas vendas. O meu companheiro de trabalho mudou e já me deu várias dicas legais de venda. Hoje, com certeza, vou ganhar mais grana que ontem.

Sem contar que o ambiente do shopping é bem legal, os caras tocam Alanis Morissette, Coldplay entre várias outras bandas que eu gosto.

A treta é que hoje de manhã o meu brother da pousada me avisou que eu tinha que sair do quarto que eu estava até hoje – é hoje mesmo – à tarde. Então, agora eu estou sem casa de novo. Mas como tudo na vida acontece com um objetivo sintam só o que aconteceu ontem.

Esse camarada novo de trabalho é muito brother, cursa filosofia na Federal de Santa Catarina. Ontem estava conversando com ele e contando a minha loucura pra vir pra cá e ele disse:

- Se precisar de um lugar pra ficar, por uns 10 dias, você pode ficar lá em casa. Não vai precisar pagar nada só colaborar uma vez ou outra com a comida.

Bem, ontem eu disse que iria precisar dessa força no carnaval, data que estava prevista a minha saída, mas hoje tudo mudou. Eu tinha acabado de acordar quando recebi a notícia. Agora estou com a minha mochila, super-pesada, nas costas a caminho do meu trampo e vou ter que pedir na maior cara de pau se eu posso me instalar lá até depois do carnaval.

Vou ligar para o Marcelo hoje pra saber se eu posso voltar pra lá depois do carnaval, acredito que vai rolar.

Bem, vamos ao meu segundo dia de trabalho. Ontem, como já contei, fiz duas vendas. Eu ainda me enrolo um pouco com a técnica, mas foi legal. Acredito que hoje vou vender ainda mais. Com certeza. Esse meu colega de trabalho me deu uma força para completar uma venda e acredito que isso foi crucial para que eu tenha conseguido convencer a moça.

A hora de dizer tchau

Foi foda dizer tchau pra galera. Já estava acostumado com eles, conversar e dar risada no fim de noite. Hoje também vai acontecer o primeiro churrasco da casa. Mas é a vida. Como eu escrevi ontem; estou vivendo meu próprio Big Brother. E hoje foi o dia da eliminação surpresa, heheh.

Mais uma vez conheci pessoas muito agradáveis – Marcelo, Melanny, André e Josi – e interessantes que fizeram meus dias aqui valer a pena, mais do que eu esperava. Um abraço especial para todos os que ficam.

Pérola da conversa

Ontem eu estava pensando e me lembrei de uma conversa entre o André e o Walter e a Ellen.

Estávamos na sala e de repente, depois de uma propaganda do Cidade de Deus – eu acho -  o André vulgo Japoneis pergunta para o Walter – carioca -.

- Nossa deve ser muito louco ver o BOP em ação lá no Rio. Vocês já viram?

A Ellen responde:

- Não. Até porque, não sobra ninguém.

Risos da galera.

O Walter aproveita a deixa e diz:

- Aqui também tem BOP. Eu vi um carro hoje.

Todo mundo exclama com admiração, heheh.

- Mas o carro não era todo preto não. Era malhado. Pareia um dálmata.

Depois dessa, todo mundo caiu na risada.

Com essa eu me despeço de todos por hoje. Espero ter boas notícias para amanhã. E agora eu vou ganhar mais dinheiro, pois afinal; ninguém é de ferro. Abraço. Hoje sem imagens, heheh.

Começo hoje falando de ontem. Os meus mais novos amigos do Rio foram embora. Sete e pouco d tarde. Cheguei um pouco antes, trocamos uma idéia e os dois foram embora. Foi triste – heheh – como eu já sabia os cariocas são pessoas legais pra caramba pra conversar. Mas foi ótimo tê-los conhecido. E como eu prometi o nome dos meus novos amigos são Walter e Ellen. O Walter está para terminar a faculdade de rádio e TV e a Ellen cursa engenharia civil. Coisa de primeira.  Fica um abraço pro dois e até breve. Detalhe eles me deram um cartão para andar de busão já que eu ainda não havia feito o meu. Uma mão na roda para o meu primeiro dia de trabalho que eu já vou contar como foi.

Outra coisa, no dia que uns amigos vão embora eu recebi outra noticia boa. Os outros dois casais que iriam embora essa semana vão ficar na casa mais uma semana. Massa! Ontem ficamos conversando até duas da manhã e depois eu assisti meu 24 horas. Foi um ótimo dia para dar início a seqüência de trabalho. Detalhe; ontem eu entrei no mar pela primeira vez, pra comemorar o meu novo trampo. Já conto como foram as coisas.

Hoje eu tô feliz. Como é bom a família ajudar as nossas loucuras. A coisa tava ficando braba mais uma vez e eis que surgiu uma luz. Meu irmão, meu pai e minha mãe. Mandaram uma grana pra eu me virar essa semana. Ainda bem, pois hoje eu arrumei um emprego. Acredito que o melhor de todos que poderiam aparecer na ilha em temporada. Depois que eu trabalhar o meu primeiro dia eu conto pra vocês como foi.

Vamos ao resto do dia de ontem que eu não contei. Depois que eu sai da lan fui pra casa, encontrei a galera e fiquei trocando uma idéia. Os meus amigos cariocas anunciaram que vão embora hoje, pois o tempo – nos últimos dois dias – tava meio feio. Mas hoje já ta fazendo um senhor sol, hehe. Ainda ontem à noite foi até o albergue um casal de amigos dos brothers de Mandaguari, e eu troquei uma idéia com o carinha, acho que o apelido dele é Gu. Também muito gente fina.

Contou que quando veio pra cá, também não tinha contatos – mas tinha um lugar pra ficar – os primeiros dias foram fodas, mas depois que as coisas acertaram ,ele conseguiu se estabilizar e agora não pensa mais em voltar. Legal, isso me animou um pouco mais. E hoje de manhã eu consegui o tão sonhado emprego na Ilha. Agora vai. Ainda ontem à noite a minha amiga Anita me ligou pra saber como estavam as coisas. Conversamos um pouco, foi realmente muito bom. Também serviu para dar uma animada no dia. E ela disse ainda que deve dar uma vinda aqui pra Floripa pra conhecer os lugares. Sempre uma ótima compania. Agora é só mãos a obra e dinheiro no bolso.

Outro detalhe, o albergue que eu estou é esse. Quando vierem pra cá liguem pro Marcelo e falem que souberam dele no meu blog. Abraço.

Galera e segue a dica; sempre acreditem no que você quer, pois por mais impossível que pareça ele pode acontecer. A hora que tudo der certo eu conto pra vocês como isso funciona.

Adendo sobre Florianópolis

Seguinte, se você quer vir pra cá procurar trampo, a primeira coisa, a saber, é que você tem que tirar o cartão para andar de ônibus. Só nessa brincadeira você vai economizar 0,50 cents por viagem. O que é muito, pois aqui tudo é muito longe. Outro detalhe; eu acho que aqui se vende o pão mais caro do Brasil – quase cinco reais o kilo -, sem contar que o iogurte custa mais de R$3,50. É um absurdo. Mas é a vida. Fica a dica pra galera que tá afim de vir pra cá procurar trampo no carnaval.

Outro detalhe venha preparado, pois mesmo com uma puta demanda de mão de obra os caras ainda querem experiência. Isso realmente arrebenta qualquer um. Bem, depois de ter escrito que ainda não havia entrado no mar, hoje é o dia de brincar um pouco na água e estudar para o trampo de amanhã. Então vou indo e se Deus quiser amanhã eu escrevo como foi tudo no meu primeiro dia ganhando dinheiro aqui na ilha. Abraço

Nossa galera deixe-me contar alguns detalhes desses dias. Tô cuzidão, mas começando a me achar aqui. No novo lugar que estou dormindo estão hospedados três casais. Todos muito gente boa. Um casal é do Rio de Janeiro – o carinha faz rádio e TV lá -. Já troquei uma idéia com o cara, muito gente boa. Já é um contato no Rio e talz. Os outros dois casais são de Mandaguari, no Paraná mesmo.

Quatro pessoas ótimas.Já troquei uma idéia massa com todos desde o primeiro dia quando fui pedir um copo d´água – pois onde estou dormindo não tem geladeira – fui muito bem recebido.Eu ainda não gravei o nome de todos, mas com certeza irão assinar a minha revista, heheh. Pra quem chegou agora, ainda não deve tá ligado no que é essa revista, mas quando tiver mais tempo eu explico. 

Ontem, dia 18, eu fiquei aqui pelo Santinho mesmo, pois minha grana ta super curta e eu não tava podendo nem mesmo pegar um Ônibus, pra guardar uma grana para o outro dia. Então a galera me chamou pra dar um role pela praia que eu ainda não tinha conhecido. Foi ótimo. Bati até algumas fotos com a galera. Assim que me enviarem eu coloco uma no blog. Ainda ontem tentei também falar com um conhecido que trabalha no Kioske do Pirata, na Praia Brava, mas todas as minhas ligações foram em vão.

Liguei umas seis vezes e todas as vezes o Alex – nome do carinha -  não estava lá. A história de como eu conheci o cara é muito engraçada. Eu conhecia ele do tempo que eu estudava no Polivalente – um colégio de Cascavel – e há um ano atrás eu encontrei ele no terminal da cidade e fui trocar uma idéia, enquanto meu ônibus não vinha.Aí ele me contou que trampava em Floripa e que tava tudo massa. Eu disse que tava muito afim de conhecer o lugar e ele falou: - Quando for pra lá me dá um toque e aí eu vejo se consigo alguma coisa pra ti. Então, por isso estava na procura do cara.

Mas como não consegui falar com ele; o dia ontem foi só passeio. Hoje de manhã, depois de uma noite de muita chuva, eu acordei, conversei com a moçada e fui ligar para o Alex. Já liguei, já falei com ele e agora vou pra Praia Brava conversar com ele. Ele já me adiantou que pra essa semana não tem trabalho, mas que pra próxima deve ter. Então essa semana as coisas estão esquematizadas.

Trabalho na divulgação da revista essa semana e semana que vem Kioske do Pirata. Acho que vou conseguir me manter agora. Vamos ver. Tenho que reiterar aqui o meu pedido, ajudem um blogueiro a continuar escrevendo. Acessem o www.esmoladigital.wordpress.com e doem uma graninha pra gente.  

P.S. No dia em que eu fui cortar meu cabelo, minha namorada me ligou. Caras, essa ligação me deu um Up muito bom. O dia já tava bom ficou melhor. Minha namorada é muito importante pra mim. Falar com pessoas conhecidas é sempre muito bom. E outro detalhe, meu irmão me ajudou com uma graninha que tinha para receber. Agora tenho que ficar na espreita para pagar a semana de estadia. Continua amanhã.

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