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No dia seguinte a definição das doze cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo do Brasil em 2014, um dos assuntos mais comentados nos jornais da capital catarinense foi a não seleção de Florianópolis para este momento célebre na história do esporte nacional.

Eu acredito que essa tenha sido uma das decisões mais acertadas referente a esse evento para a região sul do Brasil, as outras duas capitais da região já demonstram um poder organizacional bem maior e mais consolidado que Florianópolis. O mais engraçado, após a divulgação das selecionadas, foi ver pessoas dizendo coisas sem pensar, principalmente os ditos “jornalistas” e “formadores de opinião”, digo isso, pois no calor do dia seguinte ao anúncio assisti e ouvi um jornalista afirmar que “guardada as devidas proporções” o trânsito de Florianópolis é melhor que o de São Paulo e a cidade é mais segura que o Rio de Janeiro. Pura inflamação bairrista, que sabemos existir muito por aqui. No entanto, qualquer pessoa com um pouco de senso nota que Florianópolis não tem a menor infra-estrutura para receber um evento dessa magnitude. Pra mim a cidade não tem estrutura nem mesmo para comportar a final de um brasileirão.

O mais chato de ouvir essas afirmações esdrúxulas é ver a população caindo de gaiato, acreditando nas besteiras que foram ditas. Não é necessário muito tempo de morada na ilha para perceber a inépcia política que é praticada da mesma forma que na maioria dos estados brasileiros. As obras correm a passos largos antes das eleições, após esse período tudo fica estagnado e vai sendo realizado em doses homeopáticas, as principais obras de expansão de trafego, transporte público e saneamento – por exemplo – estão à mercê e a espera de algo que eu desconheço.

Um exemplo disso pode ser presenciado durante toda temporada de verão. Quem mora nesse imenso espaço de terra tem de passar por vários quilômetros de engarrafamento. Isso que o fluxo de turistas costuma não ser muito diferente quantitativamente de uma temporada para outra. Existe deficiência na estrutura de saneamento básico e no fornecimento de água. Não é difícil presenciar localidades da capital sem água durante algumas horas no alto verão. Quanto as filas de carro, até mesmo fora de temporada, nos principais horários do dia, temos engarrafamento, principalmente para a região sul de Florianópolis. Existem várias obras necessárias para dar uma fluidez um pouco melhor para o trânsito, algo que – pelo que ouvi falar recentemente – está na prancheta a mais de cinco anos.

É incrível que as pessoas ainda queiram comparar o tráfico daqui com o de São Paulo. A capital paulista tem, realmente, um trânsito difícil, mas as soluções são pensadas quase que diariamente. E um detalhe importante, os motoristas podem escolher vias alternativas para “driblar” as filas, por isso os carros conseguem manter um trafego considerável mesmo com veículos em todos os lugares, o tempo todo, todos os dias. Aqui existem poucas rotas para ir de um lugar a outro e essas vias congestionam-se simultaneamente. Ainda é importante colocarmos no papel que São Paulo e Rio têm infra-estrutura preparada para grandes eventos devido o acontecimento desses constantemente e os grandes eventos que ali são realizados ganham uma relevância global muito maior.  Florianópolis está somente engatinhando no quesito grandes eventos e quanto ao olhar mundial…

É claro que não posso deixar de mencionar que a realização de um acontecimento como esse em qualquer parte do Brasil irá gerar uma entrada de recursos inimaginável para simples mortais como nós. Esse capital poderá ser investido na infra-estrutura dessas cidades e também na construção de facilitadores de locomoção, maior oferta de hospedagem entre outras coisas. No entanto, quando existe a procura por locais para sediar eventos espera-se que, ao menos, o básico já esteja pronto para que o tempo seja otimizado. Isso mostra que mesmo Florianópolis sendo uma cidade de alta rotatividade turística ainda não cumpriu com seu papel de disponibilizar as condições mínimas de facilidades para turistas e moradores. Isso deixa explicita a inépcia política que não expande suas ações de maneira a abarcar as necessidades básicas da população. Então, se até hoje foi sempre a mesma lenga lenga; por que dessa vez seria diferente? Simplesmente para transformar essa ilha em vitrine turística sem ser?

Floripa tem somente praias bonitas, o que para alguns já basta. O transporte público é uma piada, já que essa é a única cidade que possui um terminal de integração desintegrado. Cada empresa é responsável por áreas de transporte especificas da cidade e dessa forma o terminal foi separado com catracas independentes para cada empresa. Assim, caso o passageiro entre no lugar errado terá que sair e pagar outra passagem para adentrar ao espaço da empresa certa. Isso é quase tão estúpido quanto colocar esteiras rolantes nas praias.

Os investimentos em trânsito que a população vê são irrisórios. Não digo que os políticos não conseguiriam consertar tudo que precisam para a Copa, em tempo recorde e afirmar que tudo isso foi possível graças aos esforços da população e aquela ladainha toda. Mas, no entanto, o fato de reformas estruturais importantes não terem sido feitas até hoje mostra a má vontade de transformar algo que naturalmente é encantador em um lugar ainda mais especial para quem mora e para quem vem visitar.

Sendo assim, olhando pelo lado bom, Florianópolis não ter sido escolhida deve, de certa forma, ser bom para acordar os políticos de seu sono restaurador e colocá-los para pensar na importância de olhar para obras que beneficiam o coletivo, pois o importante é ter uma infra-estrutura constantemente em evolução para que nos momentos certos poucos ajustes tenham que ser realizados e os investimentos possam ser feitos somente em “produtos” que agreguem mais valor e beleza a capital catarinense.

Morissete, Florianópolis e as lágrimas do céu

Noite, chuva e expectativas. Um show que poderia ser só mais um, mas havia a vontade de esperar mais de uma mulher que se sente “ so unsexy for someone so beautiful”, mas que se pergunta “Are you thinking of me when you fuck her?”. Bem, a fila não era tão grande quanto eu esperava – para aquela hora-, mas na verdade eu acho que cheguei um pouco antes. Era 21h, achei que a apresentação começaria entre 23h30 e meia noite. Ledo engano.

Um momento que o tom de como foi tudo

Um momento que dá o tom de como foi tudo

 

 

O lugar estava um pouco escuro, nada diferente na decoração dos ambientes, já que fiquei sabendo um pouco antes de chegar ao local, enquanto estava no ônibus, que haveria uma balada depois – ou antes – do show. A tensão era grande e a vontade de ouvir ao vivo músicas que marcaram várias passagens da minha vida também.

Foram longas horas de espera. De repente veio uma chuva fraca, isso já passava das onze da noite, nada da principal pessoa aparecer. A galera começava a se exaltar, gritar que o show só iria começar junto com a chuva, ainda mais forte. Antes fosse assim.

Nem as piores previsões poderiam ser tão otimistas. Em 20 minutos o céu desabou, choveu pra caramba, alguns documentos e dinheiro foram enrolados em uma sacolinha plástica, e a música rolando no som, enquanto aguardávamos pelo show, se repetia pela terceira vez. Até a uma da manhã choveu muito, constatei que os documentos, o celular – importante para a ocasião – e o dinheiro estavam molhados. BEM MOLHADOS. Momentos de desespero depois, o lugar guardado por algumas horas perdido, enfim começa o show. Uma da manhã, todas as pessoas que ficaram à frente do palco encharcadas. Entra a moça com seu cabelo comprido, e seu estilo claustrofóbico de “dançar” que vem desde as suas primeiras apresentações. Alanis Morissette adentra ao palco.  Com uma iluminação muito boa. Parecia um clarão da quase tempestade que caia sobre a cabeça do público.

Na verdade, nesse momento, eu não estava concentrado na apresentação ainda. Estava tentando sentir o que se passava interna e externamente, já que coisas importantes haviam molhado, mas quanto a isso eu não poderia fazer nada. A vontade de sentir o show era grande também, porém faltava-me concentração. Se não me falhe a memória ela abriu o show com uma pequena introdução e na sequencia emendou Uninvited. Interessante. A expectativa enfim alcançava o ápice, eu podia ouvi-la cantar ali, próximo a mim.

A chuva não tinha parado, mas quem ta na chuva é pra se molhar, certo? Então lá pela terceira música meu cérebro começou a sentir o que era realmente estar em um show no qual as músicas fizeram parte da minha vida. Já fui a alguns shows antes – legais eu confesso -, mas esse era especial, pois me fazia relembrar cada momento importante que tive ao lado da pessoa que amo até hoje.

Em certas músicas, como Flinch, Hand in my Pocket e Unsexy as lágrimas corriam pelo meu rosto de tal forma que eu não sabia se ainda continuava a chover. Dessa vez eu entendi por que as pessoas choram em shows. Solucei de tanta emoção ao identificar aqueles acordes e as notas vocálicas que ainda têm tanta expressão em minha vida. Se não estivesse chovendo, com certeza, mais pessoas iriam perceber a minha emoção frente a frente com um pedaço da minha história.

O som era limpo, cristalino; quase perfeito. Os músicos sabiam o que faziam no palco. Em certos momentos Alanis se sacudia incessantemente por cada espaço cênico, enquanto seus roadies secavam o piso. Em outros, ela dançava com as mãos ou tentava tocar uma guitarra ou violão. Era um momento único que mesmo com todas as distrações se tornou impermeável ali na minha frente. Além de tudo isso, ainda marcou sete anos que conheço alguém especial, que com certeza é o maior motivo das marcações que a música de Morissette tem em minha vida.

Nós estávamos juntos nesse momento único qual o som trouxe de volta as imagens da minha vida. O choro e o fim da chuva com o fim do show. Três ou quatro músicas tocadas em versão acústica. Um bis de mais três ou quatro músicas. Na verdade eu queria que as duas horas de show durassem por mais tempo. Still time. Mas isso ainda não é possível. Ao final da apresentação a emoção transbordava em minhas veias, um te amo enquanto a música que ela mais gosta tocava, para marcar a noite. Depois de tudo isso, ainda fui pegar uma balada – que aconteceu depois – completamente encharcado enquanto esperava o ônibus que me levaria de volta para casa. Estava de volta ao mundo real, mas com um pedaço a mais de mágica em minha vida. A minha história passou em frente ao meu rosto e eu estava lá pra ver.

Enfim, percebi que envelheci, mas estou aproveitando as experiências que ganho com as oportunidades que me são dadas todos os dias.

 A música que mais me emociona Flinch.  Só um pouquinho do que rolou no show com a galera cantando junto. Enjoy.

 

Foto de Vicentte de QuadrosA divulgação foi precária, grande parte das pessoas presentes ficaram sabendo do show um ou dois dias antes da apresentação.  Houveram vários problemas até que o local onde seria o show fosse decidido para que, somente, após isso o local onde poderiam ser comprado os ingressos fosse divulgado para o grande público.

O ambiente foi dividido em três setores. No primeiro setor havia alguns super fãs, os ricos que nem sabiam o porquê de estar ali e alguns outros blasés. Parecia aquele esquema de estar em um lugar só para aparecer, mas o Cacau não estava lá. Piada só para os moradores de Floripa.

Faltando 55 minutos para o início do show o ambiente montado para a apresentação não estava cheio. Existiam mais pessoas no setor A e quase ninguém no B e mais uma galera no C. Importante destacar que os ingressos não estavam tão caros, pelo quilate de quem iria se apresentar – mínimo de trinta reais para estudante e máximo de R$140 inteira.

A galera próxima e eu comentávamos sobre o não comparecimento do público local, o que no final do show, surpreendentemente, me fez morder a língua. Já que o auditório ficou quase lotado.

O show começou com meia hora de atraso, mas nada demais. O som estava ótimo e mesmo com uma iluminação simples o ambiente lembrava aqueles lugares perfeitos para pocket shows. Fiquei empolgado em perceber como coisas simples podem ficar tão boas.

Damien é um cara muito interessante. Acredito que muita gente devia imaginá-lo como uma pessoa triste, de repente autodestrutivo. Mas não, surpreendentemente é alguém alegre com muitas boas histórias para narrar, sem contar que em certos momentos do show parecíamos que estávamos em uma apresentação de stand up comedy. Tudo transcorreu perfeitamente, Rice tocou alguns clássicos, algumas músicas que eu ainda não conhecia e conversou com a galera como se estivesse em algum pequeno bar na Irlanda, sua terra natal. O som era perfeito lembrava muito o que ouvimos em seus CD´s.  A falta da voz feminina de sua companheira quase não foi notada, por mim. O show foi ótimo. Seu Jorge entrou para dar o ar da graça, com certeza, muita graça. Seu Jorge adentrou ao palco conversou com a galera e tocou alguns sons conhecidos. Quando Damien voltou cada um tocou a sua “versão” de Blower´s Daughter. Enquanto um tocava o outro acompanhava atentamente. Foi um momento hipnótico.

A participação do público foi algo marcante já que em certo momento ele convidou quem gostava de cantar para que o acompanhasse no palco na interpretação de Volcano. Foi mágico ele tentando reger o coro de vozes no palco e também na platéia. Ele soube usar seu carisma para que todos aproveitassem o momento que ele concedeu para os mortais de participar de algo especial para cada um que ali estava presente.

Uma pena foi a não realização do meu devaneio de que antes do fim do show todos os setores iriam se misturar e cantar alguma música juntos em frente ao palco. Isso não aconteceu, mas quem sabe na próxima. Um detalhe importante, é que mesmo Florianópolis não sendo uma capital com tradição de grandes eventos artísticos houve um comparecimento massivo do público. Com certeza, motivo de orgulho para todos ou ainda poderia ser que o apelo da presença de Seu Jorge pode ter funcionado.

Damien estava muito solto, parecia muito feliz em se apresentar na cidade e shows assim são sempre muito bons. Em certa parte da apresentação Rice explicou o que o trouxe ao Brasil; um convite de Seu Jorge que ficou soando em sua cabeça por um bom tempo. Ele ainda cantou Canon Ball sem amplificação, foi excepcional ouvir a voz da galera junto com a de Damien.

Ao final da apresentação Rice convidou uma amiga para o palco mais o seu Jorge, colocou ali uma mesa duas garrafas de vinho e três taças. Contou uma história e encenou Cheer´s Darling. Pra mim uma surpresa muito bem arranjada. O show foi cheio de momentos agradáveis e memoráveis.

Antes de chegar ao evento eu me cerquei de expectativas, mas quando eu soube que iria assisti-lo sozinho sem uma banda acompanhando poderia ser um pouco chato, mas ele conseguiu manter a peteca no ar e encantou a todos que ali estavam para vê-lo. Seu Jorge com certeza foi algo a mais na apresentação, sua presença deu um brilho ainda maior ao evento. Mas, no entanto eu acreditei que poderia ser apenas uma estratégia de marketing para chamar mais pessoas, de repente até pode ter sido, mas o público parecia muito interessado em sentir a música dos dois.

Com certeza valeu a pena cada minuto. Ao final de tudo, para os sortudos que puderam esperar, Damien e Seu Jorge apareceram no estacionamento e conversaram com os fãs e Rice tocou ainda mais um som para matar a vontade que nunca passa de ouvir música boa ao vivo. Experiência de show pequeno em cidade grande, mais uma surpresa que Florianópolis resguardou para essa temporada.

Impressões sobre Florianópolis

Não existem manés na ilha. Depois de todo esse tempo – até parece muito, dois meses – só encontrei dois. Mas o mais engraçado são os comentários feitos pelos imigrantes de que em várias matérias ou panfletos informativos consta a informação:

“Os nativos da ilha são chamados carinhosamente de manés”.

Corre a boca pequena que só eles pra gostarem de ser chamados de mané. A respeito disso eu não irei me pronunciar com veemência. Somente uma frase dita pelo grande pensador Bezerra da Silva: 

- Malandro é malandro e mané é mane. 

Bem, nesse período perdido pelo Estado das praias eu ainda pude comprovar uma teoria sobre os gaúchos. Eles realmente acreditam que o Rio Grande do Sul é o melhor estado do Brasil e ponto final. Tá certo é sempre bom acreditar no lugar onde você nasceu e foi criado, mas a ponto de ser chato, aí não dá. A maioria fala como se mais nenhum lugar fosse bom. Existe um pouco de fascismo provindo deles e é pura verdade. Nem todos são assim, mas pela experiência que eu pude ter grande parte tem a mente “dominada” pelo seu rincão querido.  

Um exemplo é a utilização do tal do cartão Banrisul. É muito interessante pensarmos que todos os juros que pagamos pela utilização de um cartão é revertido para o nosso estado, mas a ponto de dizer isso para um vendedor?! Quando você pergunta para um gaúcho se ele usa cartão de crédito ele olha com um olhar cínico e diz: 

- Eu só uso o Banricompras. Tenho que gerar lucro para o meu estado. 

Pelo amor de Deus, quem mais no mundo diria uma coisas dessas? 

A parte boa do convívio com a nação sulista é que eles têm significados diferentes para as comidas.

Guisado = Carne Moída. Azeite = Óleo de Cozinha  

Sem contar uma expressão que eles dizem que eu acho muito boa, “Ajorjado” que significa morgado, preguiçoso. 

Um outro detalhe muito interessante é o naipe peculiar dos manés. Por que sempre me disseram que os caras não gostam de trabalhar e aquela coisa toda, mas eu não botava tanta fé. No entanto depois de conviver com alguns nativos pude verificar que é verdade. Não que 100% seja preguiçoso, mas o atendimento de um nativo – em alguns lugares – beira o francês. Não que isso seja bom. Pra quem não sabe, na França, mais precisamente em Paris, o vendedor tem sempre razão. Então sintam o drama da nossa França brasileira. Sem contar que os atendentes parecem estar fazendo um favor pra você. Bizarro. Não posso deixar de falar de como os nativos fazem dinheiro. Eles constroem suas casas “mané-style” – eu já explico o que é isso – e ganham uma boa grana na temporada alugando-as. Mas após a temporada o que eles fazem? Não trabalham. Ficam gastando o “lucro” da temporada. Isso não é estranho. Por isso, dizem os que moram ali há mais tempo, os caras não desenvolvem, pois pensam pequeno. Engraçado como a cultura de cada lugar é diferente e por isso as portas estão abertas para os paulistas e rio-grandenses que se candidatem a trabalhar por ali.

Agora vou explicar o  que é o “Mané-Style”, os caras são cheios de peculiaridades, não é engraçado? Como eu falei anteriormente, eles constroem as casas para tirar dali o sustento do ano todo, mas como eles parecem deixar tudo para a última hora foi desenvolvido uma nova engenharia para construção de casas.

Vou citar dois casos comprovados dessa nova vertente. 

O primeiro aconteceu na casa que eu morava anteriormente. A casa era até bem acabada, bem construída, mas não pôde ficar sem a marca da ilha. Na área de serviço existia uma torneira que ficava uns 70cm distante do tanque de lavar roupas, então o que nós tínhamos que fazer? Tínhamos que colocar uma mangueira para conseguir lavar roupa, só que a mangueira que existia na casa também era uma “beleza”. Então sentiram o drama. 

O segundo caso é muito melhor. Dois amigos moravam em uma casa na parte sul da ilha. Era tranqüilo, tirando que as fiações eram expostas, o banheiro não tinha porta e outras coisinhas mínimas. Mas um dia a coisa ficou feia. Choveu bastante na ilha e vários lugares ficaram alagados; inclusive a casa desses dois amigos.

Então eles resolveram reclamar com a proprietária e ela então disse para eles:

- Mas quase toda Florianópolis está alagada!

E os amigos humildemente responderam:

- Nós sabemos disso, mas é que a parte da casa que nós moramos fica no segundo andar. 

E mesmo assim a senhora tentou argumentar com eles. Então imagine vocês o que não foi feito para que existisse a possibilidade de alagar o segundo andar de uma casa. 

Pra fechar esse mega-post, uma estatística que minha namorada me passou esses dias.

Um professor dela afirmou que consta em pesquisas federais que o estado do Rio Grande do Sul é o maior consumidor de drogas – Maconha - do Brasil. E olha que eu estou quase endossando essa estatística, hehe. E pensem comigo que o famoso Rio Grande fica a frente de Rio e São Paulo. Mais um motivo de orgulho para os gaúchos. 

Nada pessoal. 

P.S. Todas as frases e opiniões escritas nesse blog não representam realmente os pensamentos de seu proprietário. Esta é uma obra de ficção e qualquer nome ou fato parecido com a sua realidade será mera coincidência. 

Galera, hoje o dia foi muito louco. Não vendi nada. Então não ganhei dinheiro, mas ganhei experiências novas. Foi tão louco que até ajudei na limpeza da casa. Eu estou ficando surpreso comigo. Pedi carona, deu tudo certo. Um casal do Acre nos levou até a porta de casa. Muito massa essa cultura de carona aqui da ilha. O pior que ontem eu já havia tentado, mas foi frustrante. Ninguém parou.

Acabei de fazer uma fornada de pão de queijo, muito massa. Nunca tinha colocado a mão na massa. O Diegão comprou os preparativos e eu ajudei a fazer. Agora eu tenho que esperar pra ver como vai ficar.

Sobre o meu novo amigo de trabalho, ele parece muito com o professor Márcio Fernandes. Muito engraçado, achei até que fossem parentes. O naipe de aregalar os olhos enquanto fala com as pessoas. O mesmo estilo.

Hoje encontrei a primeira cascavelense na ilha. Na verdade ela me encontrou. Me viu no shopping e perguntou se eu era de Cascavel, pois ela me conhecia da loja de Cd´s e tal. Foi legal, enfim, encontrar alguém da terrinha. Nossa, eu sempre fico pensando em um monte de coisas para contar, mas quando sento em frente ao computador esqueço geral, hehe.

Semana que vem têm as baladas do Fat Boy Slim e do Tiesto. Tô muito afim de ir, mas a grana ainda não dá. Vai ficar para a minha temporada fora do Brasil, com certeza.

Mais uma vez eu tenho que agradecer a todos que postam aqui e lêem o meu blog, me mandam energia positiva. Muito obrigado é sempre bom saber que temos amigos preocupados com a gente. Galera por hoje é só. Vou assistir o 24horas, comer pão de queijo e qualquer novidade eu volto. Fiquem com Deus.

P.S. Aqui tá todo mundo viciado no second life. É muito massa ver todo mundo empolgado com as novidades tecnológicas.

Hoje deu quase tudo certo. Só fiz uma venda, mas é a vida. Obrigado a todos que escreveram.

Acredito que antes de ir trabalhar escrevo com mais detalhes o que rolou aqui e as novas possibilidades que podem acontecer.

Já estou na casa do meu amigo Diego, por isso o post tão tarde. Abraço a todos e continuem na torcida. Agora estou melhor, hauhua.

P.S. Depois eu conto a história do nome de Floripa.

Galera, fudeu!!! Calculei mal minha grana e agora foi tudo pro saco. Tenho grana para pagar a estadia amanhã e para ir verificar a proposta de trabalho mais completa de todas – até agora  - . Por isso eu criei o www.esmoladigital.wordpress.com. Se estiverem na pira de ajudar um louco em sua mais louca viagem, essa é a sua chance.

Bem, mas vamos às histórias do dia. Ontem foi um dia bem interessante. Pra não gastar muito passei o dia inteiro no meu local de descanso. Eu consegui falar com o meu amigo lá no Pirata´s Bar e marquei de vê-lo hoje – domingo -, então para evitar gastos desnecessários eu marquei touca na minha morada.

Na sexta-feira eu fui curtir uma praia. Não porque eu já estava tranqüilo, mas por que eu não conseguia contato com o Alex do Pirata´s Bar e, mais uma vez, para evitar gastar grana a toa fui pra praia do Santinho que fica perto de onde eu estou. Sai com a galera de Mandaguari. Foi bem divertido. Agora eu já tenho fotos para mostrar como ficou a minha cara depois do temido corte de cabelo e de barba. Um detalhe, depois que eu chegue em Floripa ainda não entrei na água. Bota fé?

Depois de aproveitar bem essa sexta veio o sábado, um dia carrancudo, foi aí que eu fiquei em casa o tempo todo e então encontrei o casal carioca, que eu ainda não tinha tido tempo de conversar legal com eles. Foi bem proveitoso e mais uma vez os cariocas mostraram que são gente fina. Conversamos por bastante tempo, assistimos MTV. Foi um sábado legal. A galera de Mandaguari tinha saído e só voltaram depois das 22h. Quando chegaram foi o momento integração. Eu, os cariocas e os paranaenses conversando até uma e pouco da manhã.  Informação importante:

Todos já assinaram a revista. Cara, muito massa ler o que os outros escrevem pra você. Só mensagens boas. Isso dá mais vontade de continuar. No próximo post quero ver se eu coloco o nome de todos é que são muitas pessoas e é meio difícil decorar, heheh.

Então, consegui falar com o Alex e enfim fui para o Kioski do Pirata verificar quais seriam as minhas reais chances de conseguir um trampo em um restaurante. Cheguei lá na praia Brava e chamei o cara. Meu, pra minha surpresa, não era a pessoa que eu esperava que fosse. Por um acaso existe naquele bar uma pessoa de Cascavel. HEHE. Muita sorte. Falei com ele, me apresentei e ele disse que provavelmente para a semana que antecede o carnaval eu devo conseguir uma vaga lá. Assim eu espero. Só que nesse meio tempo eu tenho que me virar com a grana para comer e pagar o lugar onde eu to. Vou conversar com o Marcelo, proprietário do albergue pra ver se eu posso pagar a semana no fim de semana que é quando eu vou receber as paradas da revista.

Enquanto eu ia para a praia Brava eu pedi para uma moça se ela poderia pagar a minha passagem com o cartão – que aqui existem dois preços, um para quem tem um cartão e outro para quem vai pagar com dinheiro, por isso quando vier para Floripa faça seu cartão no terminal rodoviário como meus amigos cariocas e não perca dinheiro comeu perdi – eu pagaria dois reais pra ela, já que pra mim a passagem sairia por 2,50 – o preço aumentou hoje e ninguém tava sabendo – . Ela pagou. Fomos conversando até próximo ao meu ponto de desembarque. Uma moça muito simpática, assinou minha revista e disse que se arrumasse algum emprego pra mim me avisaria. Fiquei muito contente. Até agora tenho dado bastante sorte, todas as pessoas que conheci tem sido muito boas e recíprocas comigo, espero que continue assim.

Galera eu acho que é isso. Se me lembrar de algo escrevo. Mas acho que agora vou realmente demorar para escrever. A não ser que eu consiga uma grana boa amanhã. Do meu trabalho e das doações da net né?, hehhe. www.esmoladigital.wordpress.com

P.S. Uma dica, se você está lendo esse blog na intenção de saber onde procurar emprego aqui, quando chegar vá direto à praia de Canasvieiras é lá que mora o quente da coisa. O resto é só nome. Abraço.

Então, dormi no albergue. Menos vinte reais no bolso, mas enfim um banho e um colchão. No outro dia, um pouco antes do meio dia, eu estava me aprontando para ir embora e então apareceu um paulista e perguntou o que eu iria fazer em Floripa. Férias e tal. Aí eu falei que estava aqui para trabalhar. Então ele olhou pra mim e disse:

- Vender artesanato? E eu disse que não. Eu estava procurando algo como garçom e tal. Por aí vocês podem sentir como o meu visual estava inspirando as pessoas. Bem, enquanto esse mesmo paulista conversava com a galera n a cozinha eu ouvi ele dizer que tinha ido para um bar chamado “Pirata´s bar”. Aí eu fiquei eufórico. É lá que um amigo que eu encontrei em Cascavel há algum tempo trabalha. Agora eu estava mais motivado do que nunca para procurar trampo. Depois disso veio a novidade.

Todo mundo saiu, foi pra praia, e eu fiquei ali me preparando para ir embora. De repente chega o dono da pousada e começa a conversar comigo. Todo simples, gente boa.

- Queria te dar um toque. Tipo, pra você conseguir um emprego você vai ter que tirar a barba, cortar o cabelo. Sabe como é a sociedade. As pessoas querem primeiro a aparência e depois o conteúdo. 

Conversei com o Marcelo por um bom tempo e então lá vou eu para fazer a barba. Depois que tirei a barba ele disse que, se eu quisesse, ele pagaria para eu cortar o cabelo. “Isso iria facilitar a vida para arranjar um emprego”. 

Aceitei. O dinheiro tá curto e eu estou realmente precisando arrumar um trampo até hoje, pensei. Fiz isso. Então estou completamente diferente, nem eu estou acreditando em como estou. 

Diga-se que para cortar o cabelo o Marcelo – dono da pousada -  me deu cinco reais. Mas o lugar que ele me levou não abriu. Então eu tive que sair na procura de outro. Achei. Mas custava 15zão. Conversei com a moça e depois de contar o que eu estava fazendo aqui ela fez um desconto de dez pila e cortou meu cabelo. Fiquei feliz pra caramba.

Agora o rapaz da pousada arrumou um outro lugar pra eu ficar e ta cobrando 10,00 reais por dia. Já me ajudou um monte. Arrumei um trampo pra segunda-feira e agora estou indo ver outro. Tomara que dê certo. 

P.S. Conto com a colaboração dos net-leitores para que possa continuar escrevendo. www.esmolavirtual.wordpress.com

Para eu poder continuar escrevendo.

manda lá. Um, dois, três reais.

Agencia 1552 op 013 conta 61606-7 – Caixa –  Jacidio Junior

Uma grana para eu pagar a lan house que tá cara aqui. Aproveita e dá um toque no meu cel 0**48 8415 2534, pra eu ficar sabendo que tem alguma coisa lá.

Agora eu vou explicar. Seguinte, sempre procurei um jeito de ganhar uma grana pela net e agora que eu tô precisando guardar um dinheiro para pagar a estadia aqui, a Lan House ficou cara. Hhehe. Por isso montei o http://www.esmolavirtual.wordpress.com/, pra pedir para toda a comunidade da Net um reforço no meu inventário. Assim eu p0sso continuar escrevendo e mandando notícias para quem curte viagens interessantes. Abraço.

P.S. Ontem não deu para explicar justamente porque a hora na lan tava acabando, hauhau.

Vamos lá. Depois de voltar de Campeche fedendo um suor louco, com uma mala de seis quilos nas costas o desanimo bateu geral. Pensei várias vezes em voltar. A grana tá ficando curta e as coisas não são tão fáceis quanto parecem. Uma pena. Mas o melhor ainda estava por vir.

De manhã, antes de toda a correria do dia eu fui à lan house para ver se tinha alguma novidade a respeito de trampo, pois até então eu não tinha trocado o meu celular do Paraná por um da ilha. Acessando uns sites e procurando algum lugar para dormir, achei um albergue barato, vintão, mas não marquei o endereço. Então se a noite fosse pra lá precisaria pagar a lan de novo.

Bem, cheguei de Campeche e fui á um albergue que um guardinha me indicou na terça-feira. Cheguei lá e descobri que se tratava de um abrigo para moradores de rua. Será que eu tava tão ruim assim? Pensei então que não seria uma má idéia. Um lugar para dormir de graça, com comida e banho de graça. Sentei lá e fiquei esperando, devia ser 18h quando cheguei. Esperei pro um bom tempo e até que alguém chegou lá e me disse para esperar lá na frente, pois só abriria 19h30. Lá fui eu esperar. O mais louco de ficar em lugares assim são as pessoas que você conhece. Não demorou muito chegou um tiozão que contou uma história:

- Vim a pé do Rio Grande até Criciúma. Lá eu ganhei uma passagem pra cá. Tô procurando um amigo aqui para me dar um emprego.

Interessante. Conversamos por vários minutos até outro guri chegar e contar que tinha perdido a mochila, que estava com uma muda de roupa só, mas que iria só jantar ali e depois ia curtir o ensaio do bloco de carnaval. Bem, ele tinha dormido um dia antes em um hospital. Uma camaradagem que conseguiu com a galera.

A conversa tava boa. Fiquei conversando com os caras, aquele papo de sempre, eu vou procurar um trampo e talz. O moleque que perdeu a bolsa era muito papudo, mexia com todo mundo na rua e isso e incomodava. Mas eu tinha que esperar. Depois de um tempo, já eram 20h uma mulher nos avisou que o albergue não iria abrir aquela noite. Que merda. Perdi meu lugar para dormir e comer de graça. Agora teria que procurar outra coisa. Lembram da Lan house? Continua no próximo post…

P.S. Vocês não sabem o que eu vou fazer hoje. Será uma surpresa. Depois eu conto, agora eu tô sem tempo.

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