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O deslizar do tempo

Faz tanto tempo que não escrevo que esse texto, realmente, poderia ser sobre isso. Mas não é. Escrevi essa s linha já faz algum tempo. E como eu estou realmente com vontade de voltar a escrever nesse espaço resolvi começar aos poucos. Mesmo com ideias novas eu preferi esperar para iniciar a nova temporada.

Espero que gostem e se puderem comentem. Um abraço a todos.

Enquanto o vento gelado atacava meu rosto como o tapa de uma mulher brava após uma passada de mão…

Engraçada essa analogia pra começar um texto sobre o tempo…

Como é louca essa coisa que de repente acomete a gente e nem percebemos de onde vem. Enquanto eu andava descompromissado com a vida algumas lembranças de coisas boas surgiram em minha mente. Relembrei os bons momentos, como quando eu e meu pai assistíamos futebol pela TV – e olha que eu não gosto de futebol -. Das conversas caseiras que tínhamos, enquanto estávamos sob o mesmo teto. A intenção que ele sempre deixava clara que era – e continua sendo – a de que acima de tudo queria ser meu amigo. E com certeza conseguiu.

Ainda os dias que passei conversando com meu irmão sobre praticamente tudo. As noites que se alongavam, mesmo quando eu chegava cansado da escola e tinha que trabalhar no outro dia cedo – que ficávamos comentando sobre como foram as nossas últimas horas.

A presença importantíssima da minha mãe no meu desenvolvimento pessoal e acadêmico. E a crença de todos que eu poderia e posso ser o que eu quiser. O insano disso tudo é pensar que essas memórias e sentimentos estavam perdidos no fundo da minha cabeça, e de repente uma brisa gelada na barba sobre o meu rosto desperta tudo com tanta intensidade que me emociona.

Nesse caso parece que o tempo foi um fator fortificante de tudo isso que está em minha memória. O bom é saber que esses sentimentos não serão apagados do meu ser e eu ainda posso dizer a esses importantes personagens da minha vida o quanto tudo que fizeram por mim foi e é importante.

Que o tempo afague minha face com as marcas e expressões que só a vida pode dar, mas deixe os flashes do meu passado cada vez mais nítidos, para que eu possa continuar construindo meu presente e meu futuro cada vez mais feliz e estéticamente imagético para mim e quem eu amo. Que sejamos todos felizes!

Hoje eu tô feliz. Como é bom a família ajudar as nossas loucuras. A coisa tava ficando braba mais uma vez e eis que surgiu uma luz. Meu irmão, meu pai e minha mãe. Mandaram uma grana pra eu me virar essa semana. Ainda bem, pois hoje eu arrumei um emprego. Acredito que o melhor de todos que poderiam aparecer na ilha em temporada. Depois que eu trabalhar o meu primeiro dia eu conto pra vocês como foi.

Vamos ao resto do dia de ontem que eu não contei. Depois que eu sai da lan fui pra casa, encontrei a galera e fiquei trocando uma idéia. Os meus amigos cariocas anunciaram que vão embora hoje, pois o tempo – nos últimos dois dias – tava meio feio. Mas hoje já ta fazendo um senhor sol, hehe. Ainda ontem à noite foi até o albergue um casal de amigos dos brothers de Mandaguari, e eu troquei uma idéia com o carinha, acho que o apelido dele é Gu. Também muito gente fina.

Contou que quando veio pra cá, também não tinha contatos – mas tinha um lugar pra ficar – os primeiros dias foram fodas, mas depois que as coisas acertaram ,ele conseguiu se estabilizar e agora não pensa mais em voltar. Legal, isso me animou um pouco mais. E hoje de manhã eu consegui o tão sonhado emprego na Ilha. Agora vai. Ainda ontem à noite a minha amiga Anita me ligou pra saber como estavam as coisas. Conversamos um pouco, foi realmente muito bom. Também serviu para dar uma animada no dia. E ela disse ainda que deve dar uma vinda aqui pra Floripa pra conhecer os lugares. Sempre uma ótima compania. Agora é só mãos a obra e dinheiro no bolso.

Outro detalhe, o albergue que eu estou é esse. Quando vierem pra cá liguem pro Marcelo e falem que souberam dele no meu blog. Abraço.

Galera e segue a dica; sempre acreditem no que você quer, pois por mais impossível que pareça ele pode acontecer. A hora que tudo der certo eu conto pra vocês como isso funciona.

Adendo sobre Florianópolis

Seguinte, se você quer vir pra cá procurar trampo, a primeira coisa, a saber, é que você tem que tirar o cartão para andar de ônibus. Só nessa brincadeira você vai economizar 0,50 cents por viagem. O que é muito, pois aqui tudo é muito longe. Outro detalhe; eu acho que aqui se vende o pão mais caro do Brasil – quase cinco reais o kilo -, sem contar que o iogurte custa mais de R$3,50. É um absurdo. Mas é a vida. Fica a dica pra galera que tá afim de vir pra cá procurar trampo no carnaval.

Outro detalhe venha preparado, pois mesmo com uma puta demanda de mão de obra os caras ainda querem experiência. Isso realmente arrebenta qualquer um. Bem, depois de ter escrito que ainda não havia entrado no mar, hoje é o dia de brincar um pouco na água e estudar para o trampo de amanhã. Então vou indo e se Deus quiser amanhã eu escrevo como foi tudo no meu primeiro dia ganhando dinheiro aqui na ilha. Abraço

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