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Morissete, Florianópolis e as lágrimas do céu

Noite, chuva e expectativas. Um show que poderia ser só mais um, mas havia a vontade de esperar mais de uma mulher que se sente “ so unsexy for someone so beautiful”, mas que se pergunta “Are you thinking of me when you fuck her?”. Bem, a fila não era tão grande quanto eu esperava – para aquela hora-, mas na verdade eu acho que cheguei um pouco antes. Era 21h, achei que a apresentação começaria entre 23h30 e meia noite. Ledo engano.

Um momento que o tom de como foi tudo

Um momento que dá o tom de como foi tudo

 

 

O lugar estava um pouco escuro, nada diferente na decoração dos ambientes, já que fiquei sabendo um pouco antes de chegar ao local, enquanto estava no ônibus, que haveria uma balada depois – ou antes – do show. A tensão era grande e a vontade de ouvir ao vivo músicas que marcaram várias passagens da minha vida também.

Foram longas horas de espera. De repente veio uma chuva fraca, isso já passava das onze da noite, nada da principal pessoa aparecer. A galera começava a se exaltar, gritar que o show só iria começar junto com a chuva, ainda mais forte. Antes fosse assim.

Nem as piores previsões poderiam ser tão otimistas. Em 20 minutos o céu desabou, choveu pra caramba, alguns documentos e dinheiro foram enrolados em uma sacolinha plástica, e a música rolando no som, enquanto aguardávamos pelo show, se repetia pela terceira vez. Até a uma da manhã choveu muito, constatei que os documentos, o celular – importante para a ocasião – e o dinheiro estavam molhados. BEM MOLHADOS. Momentos de desespero depois, o lugar guardado por algumas horas perdido, enfim começa o show. Uma da manhã, todas as pessoas que ficaram à frente do palco encharcadas. Entra a moça com seu cabelo comprido, e seu estilo claustrofóbico de “dançar” que vem desde as suas primeiras apresentações. Alanis Morissette adentra ao palco.  Com uma iluminação muito boa. Parecia um clarão da quase tempestade que caia sobre a cabeça do público.

Na verdade, nesse momento, eu não estava concentrado na apresentação ainda. Estava tentando sentir o que se passava interna e externamente, já que coisas importantes haviam molhado, mas quanto a isso eu não poderia fazer nada. A vontade de sentir o show era grande também, porém faltava-me concentração. Se não me falhe a memória ela abriu o show com uma pequena introdução e na sequencia emendou Uninvited. Interessante. A expectativa enfim alcançava o ápice, eu podia ouvi-la cantar ali, próximo a mim.

A chuva não tinha parado, mas quem ta na chuva é pra se molhar, certo? Então lá pela terceira música meu cérebro começou a sentir o que era realmente estar em um show no qual as músicas fizeram parte da minha vida. Já fui a alguns shows antes – legais eu confesso -, mas esse era especial, pois me fazia relembrar cada momento importante que tive ao lado da pessoa que amo até hoje.

Em certas músicas, como Flinch, Hand in my Pocket e Unsexy as lágrimas corriam pelo meu rosto de tal forma que eu não sabia se ainda continuava a chover. Dessa vez eu entendi por que as pessoas choram em shows. Solucei de tanta emoção ao identificar aqueles acordes e as notas vocálicas que ainda têm tanta expressão em minha vida. Se não estivesse chovendo, com certeza, mais pessoas iriam perceber a minha emoção frente a frente com um pedaço da minha história.

O som era limpo, cristalino; quase perfeito. Os músicos sabiam o que faziam no palco. Em certos momentos Alanis se sacudia incessantemente por cada espaço cênico, enquanto seus roadies secavam o piso. Em outros, ela dançava com as mãos ou tentava tocar uma guitarra ou violão. Era um momento único que mesmo com todas as distrações se tornou impermeável ali na minha frente. Além de tudo isso, ainda marcou sete anos que conheço alguém especial, que com certeza é o maior motivo das marcações que a música de Morissette tem em minha vida.

Nós estávamos juntos nesse momento único qual o som trouxe de volta as imagens da minha vida. O choro e o fim da chuva com o fim do show. Três ou quatro músicas tocadas em versão acústica. Um bis de mais três ou quatro músicas. Na verdade eu queria que as duas horas de show durassem por mais tempo. Still time. Mas isso ainda não é possível. Ao final da apresentação a emoção transbordava em minhas veias, um te amo enquanto a música que ela mais gosta tocava, para marcar a noite. Depois de tudo isso, ainda fui pegar uma balada – que aconteceu depois – completamente encharcado enquanto esperava o ônibus que me levaria de volta para casa. Estava de volta ao mundo real, mas com um pedaço a mais de mágica em minha vida. A minha história passou em frente ao meu rosto e eu estava lá pra ver.

Enfim, percebi que envelheci, mas estou aproveitando as experiências que ganho com as oportunidades que me são dadas todos os dias.

 A música que mais me emociona Flinch.  Só um pouquinho do que rolou no show com a galera cantando junto. Enjoy.

 

Coisas e coisas para contar. Depois de uma semana meio parada essa começou fervendo.

Hoje pela manhã fui vender em frente a um banco. Loucura total. Falei tanto que já estou com medo até de perder a voz, mas são ossos do oficio.

Detalhe que ontem chegou um novo parceiro de trabalho. A primeira pessoa que trabalhou comigo na editora. Gente fina, idéia franca. Ás vezes exagera no querer, mas ta de boa.

O trabalho ta cada dia mais interessante, conhecendo mais pessoas e melhorando cada vez mais o sistema de vendas. Espero só melhorar minha renda agora né?

Nossa, o pior de tudo é que depois que o Mateus foi embora eu tive que me virar realmente para comer. O Rafinha – novo companheiro de trampo – só quer comer fora e se eu seguir o estilo dele fico sem grana em dois dias, hehe. Mas é a vida.

Ontem a chuva foi intermitente, choveu um pouco à tarde, dois poucos à noite, mas foi legal. Tive que fazer a barba de novo e ainda estou aguardando resposta da Gillette sobre as minhas camisetas. Tenho que esperar né, fazer o que?

Semana que vem já é dia de colação né. Muito difícil eu estar lá no dia 22. Então só vou aguardar para ouvir os comentários depois, hauhau.

Uma  coisa que eu sempre esqueço de falar, a galera diz sempre que eu pareço do Renato Russo graças a esse novo corte de cabelo. Que porcaria, comparaçãozinha “xinela”. Igual dizer que eu parecia o Bob Marley só por causa do cabelo.

É a vida.

Eu sempre tenho muitas novidades para contar, mas não me lembro quando sento em frente ao PC. Preciso começar a anotar para não esquecer. Agradeço todas as noites por ter amigos como vocês que lêem o meu blog e passam muita energia positiva para encarar os dias não tão fáceis que tenho tido. Mas isso eu já sabia quando resolvi sair em aventura. Assim que souber o que vai acontecer da minha vida informarei vocês. Abraço a todos e nos falamos. Fui.

Floripa 11 graus, quase sete da noite. Se você pensou que a ilha era só sol, praia e tranquilidade. Errou.
Escrevo isso por que eu tava pensando assim
Se ontem eu já vi o caos, hoje eu pude ter noção do que é morar em uma capítal.

Passei por várias ruas alagadas, muita treta, teve deslizamento de barrancos. Coisa que só acontece em lugares
grandes. Mas também, com a super chuva que cai aqui desde ontem, qualquer cidade se encheria de água. Sabe àquela chuva que dura somente
cinco minutos, pois é muito forte? Então, estamos passando por uma dessas há dois dias com pequenos intervalos de
uma chuva de menor intensidade. Acreditam? O bom de passar por tudo isso é experimentar as muitas sensações de um lugar diferente,
cheio de turistas, com suas caracteristicas paradisiacas e também caóticas. Quem tava certo eram os cariocas, eles foram embora semana passada
dizendo o tempo não iria melhorar. E acertaram.

Hoje fiz mais duas vendas e de grão em grão a galinha enche o papo. Assim espero. Hoje, quando vi quantos graus faziam
aqui em Floripa, estava me dirigindo ao Floripa Shopping. Um shopping que eu ainda não conhecia. Queria assistir o filme
“A lenda de Bewoulf” em uma das únicas três salas 3-D do Brasil que estão passando esse filme. Quase deu certo.
Cheguei lá e a sala está com problemas. Acreditam?

Mas o passeio foi bom. Encontrei o novo CD duplo do Justino em uma loja e fiquei super-loco. O carinha disse que “o produto chegou hoje de manhã”.
Mas como sabem a grana tá curta. Ainda na volta conversei com uma paranaense de Pato Branco, nossa que loucura não?
O nome dela é Cris, super simpática. Trabalha uma média de 12 a 14 horas por dia na Eurobooks. Um papo super bom, ficamos conversando enquanto
a chuva nos fazia compania durante o longo trajeto até o terminal onde pego, enfim, o ônibus para ir para casa.

Falando em casa, ontem era para ter feito o meu Miojo Especial, mas o Rods – Diego – fez uma pseudo muqueca. Muito saborosa por sinal
e me fez perceber que eu estou vivendo em uma república. Caras que massa, achei que iria passar por todo o perído universitário
sem experimentar a sensação. Muito louco realizar a divisão das tarefas, os altos papos pela madrugada e claro a super dose
de bom humor. Que é o melhor.

Pra fechar, hoje eu fiz uma cagadinha. Uma puta chuva e eu desci no ponto errado. Tive que andar umas quatro quadras e alaguei o meu moletom.
É a vida, tudo é detalhe.Outra coisa, como é estranho ver a desigualdade tão latente em um lugar. É muita gente com muitra grana e muita gente
sem muita grana. A galera comprando apartamento de três milhões e outros trabalhando feito loucos para conseguir o prato de comida.
Coisas estranhas acontecem onde as pessoas têm muito dinheiro.

P.S. Hoje um dos moradores da casa, o Walter, me apresentou o seu blog – http://www.inutilidadedemente.blogspot.com/ – o cara escreve legal. Colocou um conto que eu realmente gostei de ler. Abraço a todos.

Buenas moçada, Jacidio no talk. Então, hoje as coisas foram boas, duas vendas e tal. Tudo nos conforme.
Lembram que ontem eu disse que havia encontrado a primeira pessoa de Cascavel? Hoje eu encontrei mais dois. O Tommy da Tatoo
e o ex-dono da Wall Street importados – é que eu não lembro o nome dele -. Acho que me encontraram por aqui, hauhua.

Nossa, galera o carnaval já tá chegando e cada dia fica mais próximo o dia para eu decidir se vou
ou não para a colação de grau. Estou na espreita pra ver como as vendas estarão nessa semana
para tomar essa decisão depois. Vai ser engraçado faltar na própria colação de grau.

Está chovendo onde vocês estão? Aqui choveu o dia todo hoje, uma loucura. Já experimentei esperar o
ônibus no ponto, horários demorados e aquela coisa toda, mas é a vida de um trabalhador em uma cidade
desconhecida. Apesar que eu já estou me sentindo de casa. Ando por alguns quarteirões e até dou direções para
turistas. Isso é uma coisa engraçada.

Li o comentário da ju hoje. Muito massa relembrar as histórias cariocas. Cada dia que passa eu
penso mais em ir para o Rio de Janeiro, tenho sentido que está lá o que eu quero ser. Agora
eu só tenho que definir: morar em praias tranquilas com argentinos ou morar em praias super cheias
de estrelas com turistas americanos. Tenho que pesar essa decisão.

Detalhe, também estou com uma super saudade de ver a galera reunida, conversar sobre cinema, falar sobre
os lançamentos da música. Saber o que cada um tem baixado no mp3. Logo estarei ´por aí para colocar
a conversa em dia. Seja permanente ou provisóriamente.

Vou ver se até amanhã eu lembro de mais coisas para escrever aqui. Eu preciso parar aqui um dia
só para escrever sobre as vendas. Passo por situações muito engraçadas, huahua. Mas isso vai ficar para outro dia.

Desculpem se o meu texto está meio “tópicado” é que tudo tem sido escrito com pressa para não atrapalhar
o andamento da casa onde estou agora. Grande abraço a todos e continuem acompanhando. Saudades de todos.

De novo eu tinha tanta coisa pra falar, mas acabei esquecendo.

P.S. Vou fazer o meu prato predileto MIOJO. Em breve eu passo a receita pra vocês. Agora eu sou um cara prendado; lavo até ro

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