Desde moleque eu me questiono se o casamento é uma coisa boa ou só algo que colocaram na nossa cabeça.
Se a função do casamento era fazer com que o homem e a mulher se unissem para perpetuar a espécie, hoje já não é. Atualmente para ter um filho não existe a necessidade de se casar - na verdade nunca houve essa necessidade, mas hoje muito menos -, nem juntar – como diz o popular –. Muitas pessoas têm condições de sustentar filhos por conta própria sem a necessidade de uma “instituição familiar” convencional. O que torna a vida bem mais simples e interessante.
Não quero generalizar, mas nos últimos tempos tenho ficado abismado com os modelos de relacionamento que me aparecem. O meu namoro parece mais com um casamento do que os que eu presencio por aqui. Falta respeito entre homem e mulher, intransigência, ordens, falta de preocupação com o sentimento do outro. Isso assusta.
Parece que o fator morar junto acaba com tudo de bom que um relacionamento constrói para duas pessoas. É praticamente impossível entender algumas atitudes esdrúxulas e imbecis em relação a um dos “membros” do relacionamento. As pessoas deixam de cuidar delas e querem que o outro assuma tudo, isso sem manifestar nenhum sinal de gratidão. Com certeza, sintomas como esses no início de um namoro são inadmissíveis. Então, por que não manter o relacionamento como um eterno namoro? Não me parece tão difícil.
E pensando nisso, acho que esses são alguns dos motivos que fazem algumas famílias nascerem prontas para acabar. As pessoas tendem a insistir no erro. Não deixam de lado e partem para algo novo que possa dar uma nova cara para ambos. É incrível que em alguns casos a história de que o filho irá revitalizar o casamento parece ainda resistir. E isso é colocar a ponta do pé no buraco, pois os dois serão unidos para sempre por alguém que nem tem noção do está realmente acontecendo.
Eu nem sei por que estou escrevendo sobre isso hoje, mas é que olhar a relação de outras pessoas tem me incomodado de uma maneira sobre-humana. Todos acreditam que um relacionamento deve consistir de entender, fazer concessões, conversar. Mas eu só vejo ordens e coisas do gênero. O carinho sendo retribuído com brados de arrogância e soberba, o sentimento sendo substituído pelo exagero das sensações da carne. Até pareço alguém religioso falando assim.
Queria só fazer com que os outros enxergassem pelos meus olhos.
