Arquivo de etiquetas: casamento


Casamento… convenção ou necessidade

Desde moleque eu me questiono se o casamento é uma coisa boa ou só algo que colocaram na nossa cabeça.

Se a função do casamento era fazer com que o homem e a mulher se unissem para perpetuar a espécie, hoje já não é.  Atualmente para ter um filho não existe a necessidade de se casar -  na verdade nunca houve essa necessidade, mas hoje muito menos -, nem juntar – como diz o popular –. Muitas pessoas têm condições de sustentar filhos por conta própria sem a necessidade de uma “instituição familiar” convencional. O que torna a vida bem mais simples e interessante.

Não quero generalizar, mas nos últimos tempos tenho ficado abismado com os modelos de relacionamento que me aparecem. O meu namoro parece mais com um casamento do que os que eu presencio por aqui. Falta respeito entre homem e mulher, intransigência, ordens, falta de preocupação com o sentimento do outro. Isso assusta.

Parece que o fator morar junto acaba com tudo de bom que um relacionamento constrói para duas pessoas. É praticamente impossível entender algumas atitudes esdrúxulas e imbecis em relação a um dos “membros” do relacionamento. As pessoas deixam de cuidar delas e querem que o outro assuma tudo, isso sem manifestar nenhum sinal de gratidão. Com certeza, sintomas como esses no início de um namoro são inadmissíveis. Então, por que não manter o relacionamento como um eterno namoro? Não me parece tão difícil.

E pensando nisso, acho que esses são alguns dos motivos que fazem algumas famílias nascerem prontas para acabar. As pessoas tendem a insistir no erro. Não deixam de lado e partem para algo novo que possa dar uma nova cara para ambos. É incrível que em alguns casos a história de que o filho irá revitalizar o casamento parece ainda resistir. E isso é colocar a ponta do pé no buraco, pois os dois serão unidos para sempre por alguém que nem tem noção do está realmente acontecendo.

Eu nem sei por que estou escrevendo sobre isso hoje, mas é que olhar a relação de outras pessoas tem me incomodado de uma maneira sobre-humana. Todos acreditam que um relacionamento deve consistir de entender, fazer concessões, conversar. Mas eu só vejo ordens e coisas do gênero. O carinho sendo retribuído com brados de arrogância e soberba, o sentimento sendo substituído pelo exagero das sensações da carne. Até pareço alguém religioso falando assim.

Queria só fazer com que os outros enxergassem pelos meus olhos.

Massa esse título, não? O pior que sempre que eu começo um texto com um título polêmico eu explico na entrada. Bom, hoje vocês poderão entender o que quiser.

É louco como as mulheres muitas vezes enxergam coisas que não existem. Esses dias enquanto conversava com uma colega de trabalho perguntei o porquê dela não deixar o maridão dela ver a Playboy.

Depois de alguns minutos enrolando ela me disse que não gosta que ele veja, pois ela se sente usada. Sem contar que ele pode ficar comparando ela com a “outra”.

- É quase uma traição.

Aí eu com todo o meu lado advogado dos homens intercedi pelo pobre rapaz. Perguntei o que o marido dela poderia fazer com uma mulher de papel? Qual seria a chance dele encontrar essa mulher e traí-la? No início ela concordou. Eu emendei, você deve se preocupar com as que estão perto, pois mesmo você não deixando ele olhar a Playboy, você acha que ele faz o que quando vai a praia? Ele fecha os olhos sob os óculos escuros? Enquanto você não está olhando; ele está.

Ela sorriu e mais uma vez concordou comigo, mas no final não mudou nada, ela continua pensando que se o marido dela vê a Playboy, no momento do “amor” ele vai pensar na menina da revista. Então eu entrei em ação mais uma vez, expliquei que nesse momento a única coisa que o cara pensa é na pessoa que está com ele, é claro que existem exceções, mas se o homem está com uma mulher – na maioria das vezes – não é só pelo corpo, mas sim pelo papo, pela inteligência, pois do que adianta uma mulher linda, mas idiota? Só os playboys gostam de mulheres gostosas e burras.

Não que todas as gostosas sejam burras. Mas como eu e um amigo conversamos na faculdade, é praticamente impossível encontrar as duas qualidades em uma mesma pessoa. Perdoem as ofendidas. A mulher pode ser bonita e inteligente, mas dificilmente será gostosa. Os homens que lerem esse texto irão entender o que eu estou falando. Eu até acredito que o fator que gera esse antagonismo entre beleza e inteligência vem da nossa sociedade machista, hehe.

As moças gostosas jogam o charme para encantar os homens babacas mais velhos, enquanto as bonitinhas têm que suar muito pra provar que podem mais. Sempre mais.

Voltando ao tema que inspirou esse texto, existe mais um outro caso que eu descobri de ciúmes mortal por ver/ler a Playboy. Abraham é casado com Stone. Os dois tem uma vida boa se dão muito bem, mas falou em Playboy o problema rola. No começo eu achava meio exagerado – como toda mulher que belisca o marido em frente ao stand de assinatura quando ele aponta a Playboy -, mas fui dar uma pesquisada para entender o assunto.

Da mesma forma que eu conversei com a minha colega de trabalho eu também conversei com a Stone, e então ela justificou o seu ódio mortal pelo marido olhar a Playboy.

Os dois têm um acordo. Incrível não? Ela me contou que uma vez ela elogiou um ator da TV e o carinha ficou super bicudo – atitude meio infantil, mas é a vida – percebendo isso, e ela sabendo que também não curtia que ele visse a danada da Playboy resolveu selar um acordo de “fidelidade”. Forçando um homem médio a não ver a Playboy… Impossível.

E isso se comprova diariamente, pois deu brecha a Playboy está na mão da galera. O que mais eu posso dizer. Enquanto a mulher se esforça para levar o relacionamento adiante, o homem com seu comportamento possessivo infantilóide infringe uma regra que ele mesmo criou com o seu ato mediante a um simples comentário de:

- Nossa, como esse cara está bonito.

Relacionamento difícil esse, eu acho. Ser possessivo demais acarreta em puladas de cerca, essa é a minha opinião. Ainda sobre isso, não é louco o que homem e mulher conversam separados?

Enquanto a mulher fala estritamente de assuntos profissionais, melhorar o salário, conquistar mais coisas. O homem só fala; que menina bonita, se desse mole já era. Conversas sem pé nem cabeça. Isso torna os relacionamentos algo tão complicado e mostra por que temos tantas lésbicas no mercado. Ao menos, eu acho, elas podem confiar umas nas outras.

As coisas com confiança fluem de maneira tão mais branda e normal, pois qualquer um sabe que o homem tem uma tendência muito forte a assistir filmes pornô, ver/ler revista de mulher pelada. Enquanto as mulheres praticamente não pendem – tanto – para esse lado. E por isso quando se faz um acordo desse jeito quem perde é a mulher. Mas mais uma vez; é a vida.

Por isso use a sua mulher com moderação, pois uma hora ou outra cair do cavalo é a coisa mais leve que pode acontecer com você. 

Enfim, estou de volta. Nossa, como os dias estão passando rápido né?

Ontem o dia foi interessante. Trabalhei feito um louco de novo, isso não é novidade. Mas fiz uma coisa nova e é sobre isso que eu vou falar.

Enfim, depois de algum tempo cozinhando e tal fui jantar em um restaurante, buffet livre, uma maravilha. Muita carne, maionese, massas. Uma algria. Tirei, literalmente, a barriga da miséria.

Mas o mais interessante é o decorrer dessa história. Enquanto eu me encaminhava para chegar ao restaurante passei em frente a um outro buffet e lá estavam comemorando um casamento. Pensei que seria legal se rolasse uma entrada de penetra. Comida de graça entre outras coisas. Mas eu ainda não desenvolvi cara de pau suficiente para realizar essa façanha que diga-se já está nos meus planos.

Beleza, fui ao restaurante, demorei aproximadamente uma hora para comer o máximo que eu pude. Foi tanta comida que, pela primeira vez na vida, comer de mais incomodou o meu sono. Beleza, na mesa ao lado da minha haviam uns cariocas. Deviam estar em seis pessoas, todos muito felizes e espontâneos. Assim como a grande parte do povo do Rio. Todos comeram, fizeram umas piadas com a tropa de elite – bem engraçadas por sinal -  e foram embora. Um pouco depois eu sai do restaurante e enquanto eu contava os passos para chegar em casa e tentar dormir com a barriga explodindo vejo uma galera em frente ao buffet do casamento.

Todo mundo gritando o nome do noivo e da noiva, buzinando, gritando “beija, beija, beija”. Uma super festa. Pensei que a coisa estava realmente animada. Alguns passos depois passa por mim o grupo de cariocas. Rindo pra caramba e dizendo:

- Essa vai entrar pra história.

Então eu percebi, eles estavam tocando o terror na saída do casal. Acreditam? Eu ri muito depois daquilo. Os caras animaram a festa, apareceram na gravação do casamento e de lambuja se divertiram.

E mais um detalhe, depois eles ainda passaram por mim e gritaram:

-Tu come bem pra caramba.

Aí eu percebi que eles também estavam fitando a minha mesa. Maravilha!

Isso meu animou a noite toda, mas foi uma pena que mais uma vez o horário de verão acabou e eu não pude pegar nenhuma balada. Todo ano eu prometo que quando o horário de verão acabar eu vou estar em algum lugar legal para curtir ainda mais. Mas isso nunca dá certo. Ano que vem eu tento de novo.

E depois de tudo isso, o pior foi chegar em casa e ficar sozinho até dar vontade de dormir. É muito estranho ficar em um lugar sozinho com você mesmo, sem TV, sem ninguém pra dar umas risadas. Vai ser difícil me adaptar com isso. Mas é a vida. Logo as coisas melhoram.

Como hoje eu tinha muita coisa pra falar o papo com o Mateus fica para o próximo post. E ninguém escolheu o tema da votação, tô esperando.

Abraço a todos e amanhã, se tudo der certo tem mais. Fui.

 

Blog no WordPress.com. | Tema: Motion até volcanic.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 280 other followers