No dia seguinte a definição das doze cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo do Brasil em 2014, um dos assuntos mais comentados nos jornais da capital catarinense foi a não seleção de Florianópolis para este momento célebre na história do esporte nacional.

Eu acredito que essa tenha sido uma das decisões mais acertadas referente a esse evento para a região sul do Brasil, as outras duas capitais da região já demonstram um poder organizacional bem maior e mais consolidado que Florianópolis. O mais engraçado, após a divulgação das selecionadas, foi ver pessoas dizendo coisas sem pensar, principalmente os ditos “jornalistas” e “formadores de opinião”, digo isso, pois no calor do dia seguinte ao anúncio assisti e ouvi um jornalista afirmar que “guardada as devidas proporções” o trânsito de Florianópolis é melhor que o de São Paulo e a cidade é mais segura que o Rio de Janeiro. Pura inflamação bairrista, que sabemos existir muito por aqui. No entanto, qualquer pessoa com um pouco de senso nota que Florianópolis não tem a menor infra-estrutura para receber um evento dessa magnitude. Pra mim a cidade não tem estrutura nem mesmo para comportar a final de um brasileirão.

O mais chato de ouvir essas afirmações esdrúxulas é ver a população caindo de gaiato, acreditando nas besteiras que foram ditas. Não é necessário muito tempo de morada na ilha para perceber a inépcia política que é praticada da mesma forma que na maioria dos estados brasileiros. As obras correm a passos largos antes das eleições, após esse período tudo fica estagnado e vai sendo realizado em doses homeopáticas, as principais obras de expansão de trafego, transporte público e saneamento – por exemplo – estão à mercê e a espera de algo que eu desconheço.

Um exemplo disso pode ser presenciado durante toda temporada de verão. Quem mora nesse imenso espaço de terra tem de passar por vários quilômetros de engarrafamento. Isso que o fluxo de turistas costuma não ser muito diferente quantitativamente de uma temporada para outra. Existe deficiência na estrutura de saneamento básico e no fornecimento de água. Não é difícil presenciar localidades da capital sem água durante algumas horas no alto verão. Quanto as filas de carro, até mesmo fora de temporada, nos principais horários do dia, temos engarrafamento, principalmente para a região sul de Florianópolis. Existem várias obras necessárias para dar uma fluidez um pouco melhor para o trânsito, algo que – pelo que ouvi falar recentemente – está na prancheta a mais de cinco anos.

É incrível que as pessoas ainda queiram comparar o tráfico daqui com o de São Paulo. A capital paulista tem, realmente, um trânsito difícil, mas as soluções são pensadas quase que diariamente. E um detalhe importante, os motoristas podem escolher vias alternativas para “driblar” as filas, por isso os carros conseguem manter um trafego considerável mesmo com veículos em todos os lugares, o tempo todo, todos os dias. Aqui existem poucas rotas para ir de um lugar a outro e essas vias congestionam-se simultaneamente. Ainda é importante colocarmos no papel que São Paulo e Rio têm infra-estrutura preparada para grandes eventos devido o acontecimento desses constantemente e os grandes eventos que ali são realizados ganham uma relevância global muito maior.  Florianópolis está somente engatinhando no quesito grandes eventos e quanto ao olhar mundial…

É claro que não posso deixar de mencionar que a realização de um acontecimento como esse em qualquer parte do Brasil irá gerar uma entrada de recursos inimaginável para simples mortais como nós. Esse capital poderá ser investido na infra-estrutura dessas cidades e também na construção de facilitadores de locomoção, maior oferta de hospedagem entre outras coisas. No entanto, quando existe a procura por locais para sediar eventos espera-se que, ao menos, o básico já esteja pronto para que o tempo seja otimizado. Isso mostra que mesmo Florianópolis sendo uma cidade de alta rotatividade turística ainda não cumpriu com seu papel de disponibilizar as condições mínimas de facilidades para turistas e moradores. Isso deixa explicita a inépcia política que não expande suas ações de maneira a abarcar as necessidades básicas da população. Então, se até hoje foi sempre a mesma lenga lenga; por que dessa vez seria diferente? Simplesmente para transformar essa ilha em vitrine turística sem ser?

Floripa tem somente praias bonitas, o que para alguns já basta. O transporte público é uma piada, já que essa é a única cidade que possui um terminal de integração desintegrado. Cada empresa é responsável por áreas de transporte especificas da cidade e dessa forma o terminal foi separado com catracas independentes para cada empresa. Assim, caso o passageiro entre no lugar errado terá que sair e pagar outra passagem para adentrar ao espaço da empresa certa. Isso é quase tão estúpido quanto colocar esteiras rolantes nas praias.

Os investimentos em trânsito que a população vê são irrisórios. Não digo que os políticos não conseguiriam consertar tudo que precisam para a Copa, em tempo recorde e afirmar que tudo isso foi possível graças aos esforços da população e aquela ladainha toda. Mas, no entanto, o fato de reformas estruturais importantes não terem sido feitas até hoje mostra a má vontade de transformar algo que naturalmente é encantador em um lugar ainda mais especial para quem mora e para quem vem visitar.

Sendo assim, olhando pelo lado bom, Florianópolis não ter sido escolhida deve, de certa forma, ser bom para acordar os políticos de seu sono restaurador e colocá-los para pensar na importância de olhar para obras que beneficiam o coletivo, pois o importante é ter uma infra-estrutura constantemente em evolução para que nos momentos certos poucos ajustes tenham que ser realizados e os investimentos possam ser feitos somente em “produtos” que agreguem mais valor e beleza a capital catarinense.

Massa esse título, não? O pior que sempre que eu começo um texto com um título polêmico eu explico na entrada. Bom, hoje vocês poderão entender o que quiser.

É louco como as mulheres muitas vezes enxergam coisas que não existem. Esses dias enquanto conversava com uma colega de trabalho perguntei o porquê dela não deixar o maridão dela ver a Playboy.

Depois de alguns minutos enrolando ela me disse que não gosta que ele veja, pois ela se sente usada. Sem contar que ele pode ficar comparando ela com a “outra”.

- É quase uma traição.

Aí eu com todo o meu lado advogado dos homens intercedi pelo pobre rapaz. Perguntei o que o marido dela poderia fazer com uma mulher de papel? Qual seria a chance dele encontrar essa mulher e traí-la? No início ela concordou. Eu emendei, você deve se preocupar com as que estão perto, pois mesmo você não deixando ele olhar a Playboy, você acha que ele faz o que quando vai a praia? Ele fecha os olhos sob os óculos escuros? Enquanto você não está olhando; ele está.

Ela sorriu e mais uma vez concordou comigo, mas no final não mudou nada, ela continua pensando que se o marido dela vê a Playboy, no momento do “amor” ele vai pensar na menina da revista. Então eu entrei em ação mais uma vez, expliquei que nesse momento a única coisa que o cara pensa é na pessoa que está com ele, é claro que existem exceções, mas se o homem está com uma mulher – na maioria das vezes – não é só pelo corpo, mas sim pelo papo, pela inteligência, pois do que adianta uma mulher linda, mas idiota? Só os playboys gostam de mulheres gostosas e burras.

Não que todas as gostosas sejam burras. Mas como eu e um amigo conversamos na faculdade, é praticamente impossível encontrar as duas qualidades em uma mesma pessoa. Perdoem as ofendidas. A mulher pode ser bonita e inteligente, mas dificilmente será gostosa. Os homens que lerem esse texto irão entender o que eu estou falando. Eu até acredito que o fator que gera esse antagonismo entre beleza e inteligência vem da nossa sociedade machista, hehe.

As moças gostosas jogam o charme para encantar os homens babacas mais velhos, enquanto as bonitinhas têm que suar muito pra provar que podem mais. Sempre mais.

Voltando ao tema que inspirou esse texto, existe mais um outro caso que eu descobri de ciúmes mortal por ver/ler a Playboy. Abraham é casado com Stone. Os dois tem uma vida boa se dão muito bem, mas falou em Playboy o problema rola. No começo eu achava meio exagerado – como toda mulher que belisca o marido em frente ao stand de assinatura quando ele aponta a Playboy -, mas fui dar uma pesquisada para entender o assunto.

Da mesma forma que eu conversei com a minha colega de trabalho eu também conversei com a Stone, e então ela justificou o seu ódio mortal pelo marido olhar a Playboy.

Os dois têm um acordo. Incrível não? Ela me contou que uma vez ela elogiou um ator da TV e o carinha ficou super bicudo – atitude meio infantil, mas é a vida – percebendo isso, e ela sabendo que também não curtia que ele visse a danada da Playboy resolveu selar um acordo de “fidelidade”. Forçando um homem médio a não ver a Playboy… Impossível.

E isso se comprova diariamente, pois deu brecha a Playboy está na mão da galera. O que mais eu posso dizer. Enquanto a mulher se esforça para levar o relacionamento adiante, o homem com seu comportamento possessivo infantilóide infringe uma regra que ele mesmo criou com o seu ato mediante a um simples comentário de:

- Nossa, como esse cara está bonito.

Relacionamento difícil esse, eu acho. Ser possessivo demais acarreta em puladas de cerca, essa é a minha opinião. Ainda sobre isso, não é louco o que homem e mulher conversam separados?

Enquanto a mulher fala estritamente de assuntos profissionais, melhorar o salário, conquistar mais coisas. O homem só fala; que menina bonita, se desse mole já era. Conversas sem pé nem cabeça. Isso torna os relacionamentos algo tão complicado e mostra por que temos tantas lésbicas no mercado. Ao menos, eu acho, elas podem confiar umas nas outras.

As coisas com confiança fluem de maneira tão mais branda e normal, pois qualquer um sabe que o homem tem uma tendência muito forte a assistir filmes pornô, ver/ler revista de mulher pelada. Enquanto as mulheres praticamente não pendem – tanto – para esse lado. E por isso quando se faz um acordo desse jeito quem perde é a mulher. Mas mais uma vez; é a vida.

Por isso use a sua mulher com moderação, pois uma hora ou outra cair do cavalo é a coisa mais leve que pode acontecer com você. 

Não existem manés na ilha. Depois de todo esse tempo – até parece muito, dois meses – só encontrei dois. Mas o mais engraçado são os comentários feitos pelos imigrantes de que em várias matérias ou panfletos informativos consta a informação:

“Os nativos da ilha são chamados carinhosamente de manés”.

Corre a boca pequena que só eles pra gostarem de ser chamados de mané. A respeito disso eu não irei me pronunciar com veemência. Somente uma frase dita pelo grande pensador Bezerra da Silva: 

- Malandro é malandro e mané é mane. 

Bem, nesse período perdido pelo Estado das praias eu ainda pude comprovar uma teoria sobre os gaúchos. Eles realmente acreditam que o Rio Grande do Sul é o melhor estado do Brasil e ponto final. Tá certo é sempre bom acreditar no lugar onde você nasceu e foi criado, mas a ponto de ser chato, aí não dá. A maioria fala como se mais nenhum lugar fosse bom. Existe um pouco de fascismo provindo deles e é pura verdade. Nem todos são assim, mas pela experiência que eu pude ter grande parte tem a mente “dominada” pelo seu rincão querido.  

Um exemplo é a utilização do tal do cartão Banrisul. É muito interessante pensarmos que todos os juros que pagamos pela utilização de um cartão é revertido para o nosso estado, mas a ponto de dizer isso para um vendedor?! Quando você pergunta para um gaúcho se ele usa cartão de crédito ele olha com um olhar cínico e diz: 

- Eu só uso o Banricompras. Tenho que gerar lucro para o meu estado. 

Pelo amor de Deus, quem mais no mundo diria uma coisas dessas? 

A parte boa do convívio com a nação sulista é que eles têm significados diferentes para as comidas.

Guisado = Carne Moída. Azeite = Óleo de Cozinha  

Sem contar uma expressão que eles dizem que eu acho muito boa, “Ajorjado” que significa morgado, preguiçoso. 

Um outro detalhe muito interessante é o naipe peculiar dos manés. Por que sempre me disseram que os caras não gostam de trabalhar e aquela coisa toda, mas eu não botava tanta fé. No entanto depois de conviver com alguns nativos pude verificar que é verdade. Não que 100% seja preguiçoso, mas o atendimento de um nativo – em alguns lugares – beira o francês. Não que isso seja bom. Pra quem não sabe, na França, mais precisamente em Paris, o vendedor tem sempre razão. Então sintam o drama da nossa França brasileira. Sem contar que os atendentes parecem estar fazendo um favor pra você. Bizarro. Não posso deixar de falar de como os nativos fazem dinheiro. Eles constroem suas casas “mané-style” – eu já explico o que é isso – e ganham uma boa grana na temporada alugando-as. Mas após a temporada o que eles fazem? Não trabalham. Ficam gastando o “lucro” da temporada. Isso não é estranho. Por isso, dizem os que moram ali há mais tempo, os caras não desenvolvem, pois pensam pequeno. Engraçado como a cultura de cada lugar é diferente e por isso as portas estão abertas para os paulistas e rio-grandenses que se candidatem a trabalhar por ali.

Agora vou explicar o  que é o “Mané-Style”, os caras são cheios de peculiaridades, não é engraçado? Como eu falei anteriormente, eles constroem as casas para tirar dali o sustento do ano todo, mas como eles parecem deixar tudo para a última hora foi desenvolvido uma nova engenharia para construção de casas.

Vou citar dois casos comprovados dessa nova vertente. 

O primeiro aconteceu na casa que eu morava anteriormente. A casa era até bem acabada, bem construída, mas não pôde ficar sem a marca da ilha. Na área de serviço existia uma torneira que ficava uns 70cm distante do tanque de lavar roupas, então o que nós tínhamos que fazer? Tínhamos que colocar uma mangueira para conseguir lavar roupa, só que a mangueira que existia na casa também era uma “beleza”. Então sentiram o drama. 

O segundo caso é muito melhor. Dois amigos moravam em uma casa na parte sul da ilha. Era tranqüilo, tirando que as fiações eram expostas, o banheiro não tinha porta e outras coisinhas mínimas. Mas um dia a coisa ficou feia. Choveu bastante na ilha e vários lugares ficaram alagados; inclusive a casa desses dois amigos.

Então eles resolveram reclamar com a proprietária e ela então disse para eles:

- Mas quase toda Florianópolis está alagada!

E os amigos humildemente responderam:

- Nós sabemos disso, mas é que a parte da casa que nós moramos fica no segundo andar. 

E mesmo assim a senhora tentou argumentar com eles. Então imagine vocês o que não foi feito para que existisse a possibilidade de alagar o segundo andar de uma casa. 

Pra fechar esse mega-post, uma estatística que minha namorada me passou esses dias.

Um professor dela afirmou que consta em pesquisas federais que o estado do Rio Grande do Sul é o maior consumidor de drogas – Maconha - do Brasil. E olha que eu estou quase endossando essa estatística, hehe. E pensem comigo que o famoso Rio Grande fica a frente de Rio e São Paulo. Mais um motivo de orgulho para os gaúchos. 

Nada pessoal. 

P.S. Todas as frases e opiniões escritas nesse blog não representam realmente os pensamentos de seu proprietário. Esta é uma obra de ficção e qualquer nome ou fato parecido com a sua realidade será mera coincidência. 

 Eu sou um desses caras legais perdidos em um lugar que todos conhecem. Menos eu.

Estou perdido de mim mesmo, quase deixando meus objetivos escorrerem pelos dedos por causa da facilidade de sair de um caminho pré-determinado e só deixar que as coisas aconteçam.

Essa semana foi diferente, senti uma puta vontade de abraçar as pessoas. Estranho né? Isso que eu estou no Brasil ainda. Imaginem quando estiver morando fora daqui?

Sei lá, é como se eu precisasse de contato real e incondicional com as pessoas. Só isso. Eu acho? De repente me vi perdido em um emaranhado de sentimentos que me deixam sem norte e soterram minhas metas distantes.

Eu sei que eu preciso ver o que eu quero todo dia, pois isso traz à tona a minha vida. Os meus sonhos que poucas pessoas conhecem. No final, eu acho que me senti perdido. Sozinho, mesmo convivendo com muita gente. Um aperto no peito com uma música bonita.  A vontade de conhecer outros lugares além desse.

Não importa o dinheiro e sim as experiências. Ainda bem que a caneta e o papel estavam próximos, pois assim me reencontrei e pude ler o que eu realmente quero.

Liberdade para desejar, conseguir e desejar de novo.

Saudades que movem o tempo, as montanhas e o espaço onde vivo.

P.S. Essa semana eu assist dois filmes interessantes. Juno e Rambo IV. À propósito eu já deixei minhas impressões sobre o último filme do Sly lá no meu blog de cinema. Dêem uma passadinha e confiram.

Ontem foi um dos dias mais difíceis da minha história. Tive que tomar uma decisão que sempre fujo. A de mudar de emprego. Como eu já havia contado antes, eu estava de mudança para outra editora, mas tinha que conversar com os meus amigos-chefes sobre essa saída. Já havia feito isso antes e pensado em desistir da idéia. Mas durante o fim de semana os meus instintos falaram alto e como eu já havia deixado eles pra trás umas duas vezes – e me ferrei – dessa vez eu decidi ouvir o que diziam.

Tinha que conversar, mas não sabia como. Era de manhã e não conseguiria falar com eles cara a cara como na quinta da outra semana. Então tive que ligar. Caras, imaginem alguém que tremia de tanta pressão. O coração palpitava como se estive controlando o corpo. Eu só não suei frio porque o calor era forte, mesmo às 10 da manhã. Isso tudo aconteceu comigo por que, – querendo ou não – foram os caras que me acolheram aqui em Florianópolis, me ensinaram tudo o que eu sei sobre abordagem, assinatura e trabalho. Os caras são, como eu falei por telefone, meus pais em Floripa.

Fiquei meio sentido em fazer isso, ainda mais por que quando eu pedi para sair as coisas não foram tão simples quanto eu imaginei que poderiam ser. Enquanto falávamos pelo telefone eles disseram que continuaríamos amigos, mas que caso eu quisesse voltar a trabalhar com eles as portas não estariam abertas. É a vida, às vezes temos que pagar um preço por seguir nossos instintos. Eu realmente espero que continuemos amigos, a única coisa que me importa realmente depois dessa decisão.

As coisas na verdade aconteceram de uma maneira muito rápida, fiz um teste na Abril, gostei do material e aquilo ficou me perseguindo. Dizendo:

- Cara, você tem que tentar essa, vai ser uma nova chance.Coisas novas para tentar.

Então, aqui estou eu com emprego novo e querendo muito que os meus amigos continuem meus amigos. Agora é esperar pra ver quando nos encontrarmos nas feiras por aí. E deixo aqui meus sinceros agradecimentos por tudo que me deram, oportunidade, conhecimento e novos amigos. Algo que ficará guardado para sempre.

Eu acho que só não chorei quando liguei para os caras, pra dizer que estava saindo, por que iria pegar mal. Mas eu realmente estava mal por deixar os amigos e trilhar um novo caminho. Claro que por outro lado eu estava feliz por, pela primeira vez, tomar uma decisão que me aflige toda vez que aparece; trocar ou não de emprego.

E muitas vezes por não seguir o meu instinto acabei perdendo boas oportunidades. Espero agora estar aprendendo a conviver em um mundo onde as oportunidades podem não estar só com os amigos antigos, mas sim com novos amigos.

Então, enfim vou contar como andam as coisas na minha nova casa e que eu tenho por aqui agora.

Eu esqueci de contar um detalhe muito importante no último post. A casa veio com um cachorro. Acreditam? Então o nome do cachorro é Zé Buceta, mas foi apelidado carinhosamente de Bubu pelo dono anterior da casa. É cada coisa que me acontece.

Outro detalhe é que essa casa é o local propicio para os nomes estranhos já que aqui moram, eu – Jacidio -, Gunter – se lê Guinter, é que eu não achei o trema -, e o Jucér Escobar – o sobrenome dele é esse mesmo -. Essa casa é uma surpresa nova a cada dia. No momento tudo está tranqüilo, as coisas estão organizadas, todos trabalham bastante. A maioria de segunda à segunda. É pra isso que viemos pra cá.

Ainda os tem dois moradores da casa que trabalham de serventes de pedreiro durante a semana, meu os caras ralam muito. É loucura pura.

Hoje fui trampar na praia da Joaquina, um lugar legal. Foi uma das primeiras praias que eu havia procurado emprego quando cheguei à ilha. Agora, quase dois meses depois, volto pra lá com os amigos para encerrar um período muito bom. O trabalho na editora Peixes. Essa semana foi meio complicada por causa da decisão de trocar ou não de casa, mas no final o meu instinto falou mais alto para que eu escolhesse trocar de trampo. Vai ser complicado um pouco, pois já estou acostumado com a galera que eu trabalho todos os dias e a transição não foi aceita com facilidade pelos meu atuais amigos-chefes. Mas tinha que ser assim. Agora eu tenho que esperar para ver se a minha escolha foi a certa. E eu realmente acredito que sim.

Mas voltando a praia, hoje rolou a última etapa do Super Surf. O principal evento brasileiro do gênero. Gente pra caramba, mulher bonita de rodo e nós vendendo. Foi uma ótima manhã.

No final da tarde, depois do trabalho, eu e o Jucér fomos conhecer a praia do fundo de casa. Que coisa bonita tenho uma praia a uma quadra do meu quintal, heheh.

Uma praia maravilhosa, super limpa, com uma água muito clara, mas gelada. No entanto valeu a pena. Pratiquei Sand Board e troquei várias idéias foi um excelente fim de tarde já que faz muito tempo que eu não passo um final de tarde em casa e acordado, heheh.

Sei que estou devendo vários tópicos, mas essas semanas não têm sido das mais fáceis, estou trabalhando doze horas por dia e o bairro onde estou agora é um pouco longe. Sem contar que a lan house é um pouco cara. Mas é a vida. Lembrando a galera de Cascavel que um pouquinho depois da páscoa eu estarei por aí para contar o que não pode ser escrito, hehe.

Abraço a todos e me mandem pensamento positivo, pois vou precisar. Fui.

Galera, quanto tempo hein? Já estava com saudades de escrever, mas é que as coisas estão realmente corridas. Como havia contado para todos mudei de casa, mas uma segunda mudança que estava programada não rolou.

Vou por partes para contar as coisas direito para vocês.

Estou na nova casa desde terça-feira. Não era bem o que eu pensava. Queria um lugar que não fosse muito longe e que me desse algumas regalias; como TV a cabo, um ambiente tranqüilo para dormir e limpo. Bem, quando cheguei não foi bem isso que eu encontrei.

Meu amigo já havia se mudado pra lá na segunda e, junto com as pessoas que moravam ali antes, fez um churrasco. Nos falamos por telefone nesse dia e eu disse que iria somente na terça, pois tinha algumas roupas para secar na casa do Diego. Cheguei na terça e tomei um susto. A casa tinha quatro quartos, mas estava em uma situação – digamos – meio perdida. Bem suja, bem zoada. Confesso que fiquei com medo de me arrepender dessa mudança.

Tentei levar pelo lado bom, pois as pessoas que moram comigo são muito parceiras, assim como todos aqui na ilha, mas a sujeira e a bagunça muito me incomodam. Até porque eu quero receber meus amigos em casa e do jeito que estava seria impossível eu ficar bem quando alguém deles por aqui aparecer

Porém, hoje a tarde – depois de faltar ao trabalho por causa de um início de insolação – esperei a galera chegar e então começamos a limpar. Fiquei feliz feito criança no parque de diversões. Limpamos e organizamos tudo. O banheiro, que pra mim é o ponto critico de qualquer lugar, ficou em perfeita ordem. Toda a louça foi lavada por mim, diga-se que estou ficando um expert em lavar louça, arrumamos os cômodos e assim me sinto mais à vontade nessa nova moradia. Agora é só esperar pela visita dos amigos.

A outra história é a seguinte, eu estava pronto para realizar uma troca interessante por esses dias, mas não rolou. Depois de uma conversa, que já deveria ter acontecido há algum tempo, percebi que as coisas não seriam tão simples quanto imaginava e então tenho que voltar atrás com uma decisão que já estava praticamente tomada. Fico pensando que por causa da minha índole dificilmente eu consiga fazer algo que precise de desagradar alguém. Ainda mais se for alguém que me deu uma super força. É a vida, difícil escolher, mas as minhas escolhas tem se mostrado sempre precisas. Espero que essa também seja mesmo não parecendo. Um dia eu conto em detalhes tudo e como rolou essa história completa.

Pra fechar, duas coisas: Acreditam que na editora o meu novo apelido é Jairzinho? Dizem que eu me pareço muito com o cara. Eu ainda não to botando fé, mas é a vida. Acho muito engraçado quando estamos fazendo alguma coisa e olham pra mim e falam:

-Vai Jair, agora é sua vez.

O fim da rosca.

Detalhe que eu nunca vi tanta gente fazendo tanta coisa “diferente” na minha vida. Essa é uma pista.

Sabem aqueles filmes americanos que em qualquer lugar é hora para um baseado?

Então, aquilo é a mais pura verdade. Só nós que vivemos em um mundo diferente. Eu jamais pensei que fosse ver tanta coisa de uma vez só. Mas essa vai ficar para o meu livro.

Agora deixa eu descansar por que amanhã eu vou trabalhar no Super Surf lá na praia da Joaquina. Hoje de manhã eu estive lá. Um super sol, muita gente bonita, mas a minha cabeça não agüentou tanto calor e aí de tarde eu fiquei morto na cama. Isso é detalhe. Já estou 100%. Abraço a todos e fui.

Escolha a vibe

Março 3, 2008

A vida e suas escolhas
Coisas estranhas
Que fogem das entranhas

Vivendo o futuro
Pensando no escuro
Tentando pular o muro

E do outro lado esconder o que podemos escolher

Seriamos nós seres cheios de medos?
Pensantes sem erros?

Acho que ser e decidir nos faz existir
Mesmo que o mais simples
Sempre pareça mais difícil

Quero tentar e descobrir
Redescobrir
E entender o que eu quero fazer

Um poeminha meio chulé, mas foi produzido enquanto eu trabalhava.

Detalhe que hoje a galera tem que dar os parabéns pra mim. Estou completando seis anos de namoro. Queria comemorar essa data com palavras mais expressivas, mas nada me vem a mente a não ser a pessoa maravilhosa que sempre esta comigo e aguenta as minhas loucuras a tanto tempo. Na verdade amaá-la me deixa sempre sem palavras e acho que isso transforma a nossa relação em algo único e que só nós podemos entender. Amar é ser feliz e ter a pessoa certa para amar é conquistar tudo que precisamos par seguir em frente.

Amo minha namorada! Que bom né. Fui.

No caminho das novidades

Março 3, 2008

Depois de dormir muito e prometer que hoje atualizaria de maneira jamais vista este espaço. Me desanimei.
Mudanças irão acontecer nessa semana e eu ainda não sei o que fazer, hehe.
Dormi até altas horas, pude descançar de verdade, mas amanhã a rotina de correria começa de novo. Mas acho que
estou preparado.

Nossa, eu tenho alguns comentários a fazer sobre os contrastes de Florianópolis que me deixaram pensativo.
Fazia tempo que eu queria conversar sobre, mas ainda não tinha tido tempo,nem me lembrado.
Essa semana fui vender em dois campus universitários aqui da cidade. Nenhum deles era da UFSC, pois as aulas da
Universidade Federal ainda não começaram.

Eram dois campus pequenos, um o nome é ASSESC – Associação de Ensino de Santa Catarina – e um campus da Univali
conhecido como Business School. Vocês não sabem o que é ver só a galera saindo de BMW, caminhote importada entre outras coisas.
É claro que têm os normais, com seus carros populares e tal. Mas a maioria mostra de onde vem pelas roupas, pelos cursos que fazem, pelo
estilo de vida e a conversa. Outra coisa que me assusta aqui é como as pessoas fumam. Vocês não imaginam o que é ver
80% de pessoas fumando em uma faculdade. Cara isso é assustador. Acho que as pessoas que moram aqui são influenciados
pelos argentinos. Mas isso já é outra história.

Segunda agora começam as aulas na UFSC e como estou próximo ao campus vou lá dar uma olhada no que rola. Vai ser interessante.
Sei que ainda estou devendo o tema que foi mais votado, mas como eu esqueci de apurar os votos, o resultado vai
demorar um pouco mais.

Amanhã, se eu conseguir eu escrevo as novidades principais da semana e as futuras notícias que irão permear os próximos dias.
Detalhe, que eu tenho um texto no estilo dos antigos, que são os mais lidos, no entanto hoje não estou afim de olhar para o papel
e digitar para vocês. Se tudo der certo amanhã as coisas vêm.

Eu sei que isso parece enrolação, mas é só para gerar uma expectativa na galera que acompanha essas peripécias da vida. Fui.

Depois de tanto tempo sem escrever realmente o que rola por aqui. Aqui vou eu.

Essa semana foi insana. Trabalhei de terça à sexta das 10 da manhã até às 22h30, correria total. Msa valeu a pena.
Ainda bem!
Caras, estou na casa do Diego – o brother que me recepcionou aqui em Floripa – e é muito louco estar convivendo com paulistas.
Além do Diego, tem o Walter do Paraná e o Celso – que também é paulista – . É muito louco ouvir gírias como “da hora” entre outras que
mostram o estilo paulista de ser. Pra quem não sabe eu sou paulista. Nasci no interior do estado, mas como isso já faz muito tempo
eu já nem lembrava mais das minhas raízes. É muito bom encontrar e me reinterar sobre isso.

Fui em duas universidades diferentes para fazer o meu trabalho, hoje ainda fui à uma feira. Muitas atividades, muita gente, e muita saliva.
nunca pensei que o meu desejo de falar com pessoas pudesse ser multiplicado por tantas vezes.

Agora já estou me preparando para as mudanças, pois já viram que depois que eu vim pra cá cada dia é uma cosa diferente.
Depois de ter sido muito bem recebido pelo Diego aqui na casa dele, surgiu uma proposta de rachar uma aluguel com outro amigo
de trabalho o Jucér. Acredito que até já falei dele aqui no blog. Domingo vamos procurar uma casa legal e até quarta acho que
já estaremos hospedados.

Uma outra coisa que faz tempo que eu queria contar aqui pra galera são as músicas que eu tenho ouvido nessa viagem. Madona em
em primeiro lugar. Nunca ouvi tanto, mas só o último CD. O novo do Hot Hot Heat e o novo do Hot Cheap. Ambos estão muito bons.
São os principais, isso tem animado muito as minhas longas caminhadas por essa ilha gigante.

Bem, tenho que deixar registrado aqui a minha gratidão com o Diego. Um paulista gente boa que acolheu um cara estranho em sua casa e ainda
me arranjou emprego. Sempre serei grato a essas pessoas que mesmo com a imagem que é passada do mundo ainda acreditam na bondade
das outras. E tenho certeza que todos os meus amigos dizem a mesma coisa. Obrigado.

Galera hoje eu vou ter que encerrar, vou ver se amanhã escrevo as coisas que prometi. Por que segunda-feira vai ser nervoso de novo. Abraço.
E espero que vocês continuem lendo.

P.S. Um abraço especial para o Tigo que deixou um super comentário. Diga-se que eu ri bastante quando a moça me disse que o nome
dela era Macarena e da outra era Pia. Mas é a vida.Sem contar que Lost tá cada dia mais foda, meu Deus!!! Eu estou pirando.