O poder que o poder tem sobre as mulheres
Setembro 23, 2008
Após uma janela de vidro, logo na entrada do andar, existe um corredor à direita. Depois de passar a porta que dá acesso a essa sala encontra-se, quase que imediatamente, outra. Essa segunda porta, de Eucatex – divisória simples, branca com os detalhes laterais em preto, dá acesso à sala de um homem com aproximadamente 26 anos. Um pouco fora de forma, barba por fazer, ombros largos, cabelos pretos com um leve topete realizado com a ajuda de um redemoinho que se encontra bem no limite entre a testa e o início do couro cabeludo.
Usava uma camisa pólo rosa, da Lacoste, calça jeans despojada. Tem um certo estilo, nada demais se não fosse o chefe do escritório.
Essa era a descrição do meu chefe no dia em que ouvi uma conversa que me fez pensar em como as coisas são estranhas. Após uma menina nova aparecer no escritório e dizer para uma amiga, em comum, que tinha achado o chefe do local um gato; eu comecei a imaginar o que poderia ser isso.
Bem, eu não fiquei tão assustado no primeiro momento, pois isso pode ser uma reação normal para uma mulher. Achar um homem bonito. No entanto o que me deixou estupefato foi à confissão dessa amiga, em comum, afirmando que; caso não fosse casada também daria em cima do dono do maior posto da empresa.
Então eu comecei a me questionar, o que ele tem que eu não tenho?
Não que eu quisesse alguma dessas minas, mas foi uma situação muito diferente da que eu imaginava. Tem tanta gente disponível, solteira e livre por aí e por que o demasiado interesse em uma pessoa que já tem o seu par?
Depois dessa indagação conversei com a minha namorada, completamente indignado, por ter chegado a conclusão que a mulherada gosta é do poder. Talvez se ele não fosse chefe essa atração toda não rolaria, já que a moça – casada – me confessou que provavelmente o fato deste ter um cargo de destaque possa ser o motivo principal para a super atração da mulherada.
Então depois dessa conversa, indignada por mais uma descoberta sobre o universo feminino, sobre essa atitude das mulheres, eu comecei a pensar no caso dos homens também. Os homens se interessam por mulheres bonitas e inteligentes.
As bonitas servem para deleitar a carne e as inteligentes para criar uma família e bater um papo no fim de noite. Isso no senso comum, do qual eu acredito não fazer parte. Na verdade os homens têm, na maioria das vezes, suas conquistas amorosas como troféus que devem ser exibidos para todos. Por isso a necessidade das mulheres bonitas e burras.
E enquanto a maioria dos homens tem essa mentalidade as mulheres se mostram completamente dominadas pelo poder da posição e da grana. Porém minha namorada clareou a minha mente, tentando explicar por outro viés o porquê desse interesse.
- As mulheres procuram segurança e essa segurança pode ser dada pelo cargo, pela grana ou pelos bens que os homens têm. Isso deve vir do instinto tanto feminino quanto masculino.
Eu fiquei ainda mais assustado e assim eu entendi por que elas caem tão fácil naquelas histórias que os homens inventam para ter mais de uma mulher. Na verdade parece que elas desejam ser enganadas devido a essa sensação de segurança financeira. Isso me estarreceu. Mas abriu uma nova porta sobre o que a maioria das mulheres procuram em um homem, antes do senso de humor ou da inteligência. Claro que nem todas são assim, mas com certeza uma parcela bem significativa representa essa idéia com muito afinco.
Casamento… convenção ou necessidade
Setembro 9, 2008
Desde moleque eu me questiono se o casamento é uma coisa boa ou só algo que colocaram na nossa cabeça.
Se a função do casamento era fazer com que o homem e a mulher se unissem para perpetuar a espécie, hoje já não é. Atualmente para ter um filho não existe a necessidade de se casar - na verdade nunca houve essa necessidade, mas hoje muito menos -, nem juntar – como diz o popular –. Muitas pessoas têm condições de sustentar filhos por conta própria sem a necessidade de uma “instituição familiar” convencional. O que torna a vida bem mais simples e interessante.
Não quero generalizar, mas nos últimos tempos tenho ficado abismado com os modelos de relacionamento que me aparecem. O meu namoro parece mais com um casamento do que os que eu presencio por aqui. Falta respeito entre homem e mulher, intransigência, ordens, falta de preocupação com o sentimento do outro. Isso assusta.
Parece que o fator morar junto acaba com tudo de bom que um relacionamento constrói para duas pessoas. É praticamente impossível entender algumas atitudes esdrúxulas e imbecis em relação a um dos “membros” do relacionamento. As pessoas deixam de cuidar delas e querem que o outro assuma tudo, isso sem manifestar nenhum sinal de gratidão. Com certeza, sintomas como esses no início de um namoro são inadmissíveis. Então, por que não manter o relacionamento como um eterno namoro? Não me parece tão difícil.
E pensando nisso, acho que esses são alguns dos motivos que fazem algumas famílias nascerem prontas para acabar. As pessoas tendem a insistir no erro. Não deixam de lado e partem para algo novo que possa dar uma nova cara para ambos. É incrível que em alguns casos a história de que o filho irá revitalizar o casamento parece ainda resistir. E isso é colocar a ponta do pé no buraco, pois os dois serão unidos para sempre por alguém que nem tem noção do está realmente acontecendo.
Eu nem sei por que estou escrevendo sobre isso hoje, mas é que olhar a relação de outras pessoas tem me incomodado de uma maneira sobre-humana. Todos acreditam que um relacionamento deve consistir de entender, fazer concessões, conversar. Mas eu só vejo ordens e coisas do gênero. O carinho sendo retribuído com brados de arrogância e soberba, o sentimento sendo substituído pelo exagero das sensações da carne. Até pareço alguém religioso falando assim.
Queria só fazer com que os outros enxergassem pelos meus olhos.
Use a sua mulher, mas com moderação
Setembro 2, 2008
Massa esse título, não? O pior que sempre que eu começo um texto com um título polêmico eu explico na entrada. Bom, hoje vocês poderão entender o que quiser.
É louco como as mulheres muitas vezes enxergam coisas que não existem. Esses dias enquanto conversava com uma colega de trabalho perguntei o porquê dela não deixar o maridão dela ver a Playboy.
Depois de alguns minutos enrolando ela me disse que não gosta que ele veja, pois ela se sente usada. Sem contar que ele pode ficar comparando ela com a “outra”.
- É quase uma traição.
Aí eu com todo o meu lado advogado dos homens intercedi pelo pobre rapaz. Perguntei o que o marido dela poderia fazer com uma mulher de papel? Qual seria a chance dele encontrar essa mulher e traí-la? No início ela concordou. Eu emendei, você deve se preocupar com as que estão perto, pois mesmo você não deixando ele olhar a Playboy, você acha que ele faz o que quando vai a praia? Ele fecha os olhos sob os óculos escuros? Enquanto você não está olhando; ele está.
Ela sorriu e mais uma vez concordou comigo, mas no final não mudou nada, ela continua pensando que se o marido dela vê a Playboy, no momento do “amor” ele vai pensar na menina da revista. Então eu entrei em ação mais uma vez, expliquei que nesse momento a única coisa que o cara pensa é na pessoa que está com ele, é claro que existem exceções, mas se o homem está com uma mulher – na maioria das vezes – não é só pelo corpo, mas sim pelo papo, pela inteligência, pois do que adianta uma mulher linda, mas idiota? Só os playboys gostam de mulheres gostosas e burras.
Não que todas as gostosas sejam burras. Mas como eu e um amigo conversamos na faculdade, é praticamente impossível encontrar as duas qualidades em uma mesma pessoa. Perdoem as ofendidas. A mulher pode ser bonita e inteligente, mas dificilmente será gostosa. Os homens que lerem esse texto irão entender o que eu estou falando. Eu até acredito que o fator que gera esse antagonismo entre beleza e inteligência vem da nossa sociedade machista, hehe.
As moças gostosas jogam o charme para encantar os homens babacas mais velhos, enquanto as bonitinhas têm que suar muito pra provar que podem mais. Sempre mais.
Voltando ao tema que inspirou esse texto, existe mais um outro caso que eu descobri de ciúmes mortal por ver/ler a Playboy. Abraham é casado com Stone. Os dois tem uma vida boa se dão muito bem, mas falou em Playboy o problema rola. No começo eu achava meio exagerado – como toda mulher que belisca o marido em frente ao stand de assinatura quando ele aponta a Playboy -, mas fui dar uma pesquisada para entender o assunto.
Da mesma forma que eu conversei com a minha colega de trabalho eu também conversei com a Stone, e então ela justificou o seu ódio mortal pelo marido olhar a Playboy.
Os dois têm um acordo. Incrível não? Ela me contou que uma vez ela elogiou um ator da TV e o carinha ficou super bicudo – atitude meio infantil, mas é a vida – percebendo isso, e ela sabendo que também não curtia que ele visse a danada da Playboy resolveu selar um acordo de “fidelidade”. Forçando um homem médio a não ver a Playboy… Impossível.
E isso se comprova diariamente, pois deu brecha a Playboy está na mão da galera. O que mais eu posso dizer. Enquanto a mulher se esforça para levar o relacionamento adiante, o homem com seu comportamento possessivo infantilóide infringe uma regra que ele mesmo criou com o seu ato mediante a um simples comentário de:
- Nossa, como esse cara está bonito.
Relacionamento difícil esse, eu acho. Ser possessivo demais acarreta em puladas de cerca, essa é a minha opinião. Ainda sobre isso, não é louco o que homem e mulher conversam separados?
Enquanto a mulher fala estritamente de assuntos profissionais, melhorar o salário, conquistar mais coisas. O homem só fala; que menina bonita, se desse mole já era. Conversas sem pé nem cabeça. Isso torna os relacionamentos algo tão complicado e mostra por que temos tantas lésbicas no mercado. Ao menos, eu acho, elas podem confiar umas nas outras.
As coisas com confiança fluem de maneira tão mais branda e normal, pois qualquer um sabe que o homem tem uma tendência muito forte a assistir filmes pornô, ver/ler revista de mulher pelada. Enquanto as mulheres praticamente não pendem – tanto – para esse lado. E por isso quando se faz um acordo desse jeito quem perde é a mulher. Mas mais uma vez; é a vida.
Por isso use a sua mulher com moderação, pois uma hora ou outra cair do cavalo é a coisa mais leve que pode acontecer com você.