Acabo de assistir Grind House – Death Proof e, enfim, entendi porque o “Tarantela” é fodão. Ele recriou a estética dos filmes de terror da década de oitenta, misturando um ator tiozão – Kurt Russel – e atrizes novas. Colocou tudo com temas atuais, nada de recriação de cenários que lembrassem a década de oitenta, uma trilha sonora misturada – mas como sempre com o forte em músicas dos sessenta e setenta -, mas o que mais chama a atenção são os diálogos escritos sob medida para dar uma dose de sarcasmo e comédia a película.

Primeiro, de onde ele tirou aquela Zoe, meu eu acho que me apaixonei pelo estilo dela. Talvez por que ela não estava interpretando ninguém. Por isso ela deve ter se sentido muito à vontade no set. Decidi que o sotaque neozelandês é o que eu quero falar, achei aquilo o auge da coca litro.

Kurt Russel está impagável em seu papel do mal. Não sei de onde vem tanta inventividade desse diretor, mas é incrível como ele consegue deixar um filme de quase duas horas, com ação que não corresponde a dois quintos, tão interessante e vibrante. É claro que demora um pouco até entender o que ele quer passar com a história, mas depois que o mote foi passado, tudo fica perfeito.

Um detalhe importante é que Quentin Tarantino, dessa vez, não abusou da violência como em outros filmes. Ele conseguiu dar a algumas cenas uma crueza muito boa – como quando a perna de uma das meninas voa pela janela do carro, ou o carro derrapa sobre o rosto de uma delas -, mas deixou a maior parte do filme com diálogos rápidos e informais. O que deu o tom de originalidade a mistura do filme.

Uma dica – que eu não preciso dar, mas vale lembrar – filme para se assistir legendado. As sacadas, os sotaques; tudo enriquece cada personagem. Se a pessoa não for acostumada a assistir filme com legendas treine um pouco, pois as conversas estão em uma velocidade super acelerada. Ou seja, normal para a moçada americana.

Quanto aos detalhes técnicos, Tarantino inseriu uns cortes um pouco estranhos, mas que depois dos primeiros cinco minutos é fácil acompanhar. Isso também deve ser para relembrar a estética oitentista. A fotografia é interessante, a idéia do filme é diferente e mostra que, mesmo com as críticas que e o diretor sofreu por patrocinar um filme como o Albergue, Tarantino conseguiu manter a mente aberta a experimentar coisas que só ele pode fazer.

Eu não tenho nada mais para destacar de momento, só digo:

- Assistam esse filme, pois é, com certeza, um filme empolgante pelos diálogos naturais, pela história – até certo ponto -  surreal e por ter uma parte rodado em Austin, onde anualmente acontece um dos grandes festivais americanos de rock.

Um detalhe importante, eu escrevi esse texto imediatamente após assistir o filme, por isso toda essa empolgação.

Uma resposta para “Tarantino – o cara dos diálogos coloquiais – Death Proof”

  1. Tigotigo disse

    Kbeloooo!!!!

    Quanto tempo nao passo por aqui! heheh
    Pow, death proof!
    Faz tempo que quero ver.. sua critica me deu um animo a mais, porque estava com muito medo de que fosse uma merda como os dois albergues…

    Quando tiver oportunidade, verei, com ctza!
    Ontem assisti um documentario que me fez lembrar voce.. Porque era meio nesse estilo. Se chama SICK.. É sobre um cara que tem, desde que nasceu, uma doenca que enche os pulmoes dele de catarro.. entao ele estah em constante tratamento..

    E ele foi crescendo e se tornou um supermasoquista… Gosta da dor e faz de tudoooo.. tipo.. muito escroto MESMO.. e o documentario vai seguindo até a morte dele… bem freak!

    Nao é taoooooo forte… mas bem nojento..
    E ver ele martelando um prego na cabeca do proprio pinto eh no minimo perturbador.. pelo menos pra nós, que temos um. haiudhfuia

    Bom.. vou indo nessa, kbelo!
    Espero que esteja td bem ae em SC!
    Aqui estah otimo.. vc ia adorar esse lugar!
    Tudo mto barato.. ateh vejo voce vesgo na rua Tiquina, que eh uma rua soh de DVDs piratas… a 1,70 cada um.. e tem TUDO! hehehhee

    bom.. um abracao! e uma xibatada!
    saudades!!!

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