Diário de viagem Florianópolis – Quinta parte episódio dois
Janeiro 17, 2008
Vamos lá. Depois de voltar de Campeche fedendo um suor louco, com uma mala de seis quilos nas costas o desanimo bateu geral. Pensei várias vezes em voltar. A grana tá ficando curta e as coisas não são tão fáceis quanto parecem. Uma pena. Mas o melhor ainda estava por vir.
De manhã, antes de toda a correria do dia eu fui à lan house para ver se tinha alguma novidade a respeito de trampo, pois até então eu não tinha trocado o meu celular do Paraná por um da ilha. Acessando uns sites e procurando algum lugar para dormir, achei um albergue barato, vintão, mas não marquei o endereço. Então se a noite fosse pra lá precisaria pagar a lan de novo.
Bem, cheguei de Campeche e fui á um albergue que um guardinha me indicou na terça-feira. Cheguei lá e descobri que se tratava de um abrigo para moradores de rua. Será que eu tava tão ruim assim? Pensei então que não seria uma má idéia. Um lugar para dormir de graça, com comida e banho de graça. Sentei lá e fiquei esperando, devia ser 18h quando cheguei. Esperei pro um bom tempo e até que alguém chegou lá e me disse para esperar lá na frente, pois só abriria 19h30. Lá fui eu esperar. O mais louco de ficar em lugares assim são as pessoas que você conhece. Não demorou muito chegou um tiozão que contou uma história:
- Vim a pé do Rio Grande até Criciúma. Lá eu ganhei uma passagem pra cá. Tô procurando um amigo aqui para me dar um emprego.
Interessante. Conversamos por vários minutos até outro guri chegar e contar que tinha perdido a mochila, que estava com uma muda de roupa só, mas que iria só jantar ali e depois ia curtir o ensaio do bloco de carnaval. Bem, ele tinha dormido um dia antes em um hospital. Uma camaradagem que conseguiu com a galera.
A conversa tava boa. Fiquei conversando com os caras, aquele papo de sempre, eu vou procurar um trampo e talz. O moleque que perdeu a bolsa era muito papudo, mexia com todo mundo na rua e isso e incomodava. Mas eu tinha que esperar. Depois de um tempo, já eram 20h uma mulher nos avisou que o albergue não iria abrir aquela noite. Que merda. Perdi meu lugar para dormir e comer de graça. Agora teria que procurar outra coisa. Lembram da Lan house? Continua no próximo post…
P.S. Vocês não sabem o que eu vou fazer hoje. Será uma surpresa. Depois eu conto, agora eu tô sem tempo.