Feliz com duas horas

Dezembro 13, 2007

Vendo meu pai feliz e cantando ontem à noite, eu pensei como gosto da minha vida!

Como eu tenho tantas pessoas boas ao meu redor, tantas coisas boas, tantas oportunidades boas. Adoro pensar assim e dormir com essa sensação. Abraçar o meu travesseiro como se fosse um amigo e pensar nas coisas que já fiz e nas atividades que as pessoas que estão perto de mim fazem para que as nossas vidas possam ser sempre algo interessante.

Mesmo com o reggae dominando vários lugares, as pessoas bebendo todas “por esporte” e vontade própria, degradando as suas vidas e suas saúdes por gosto. Eu sou feliz porque eu faço o que eu gosto. Estou trilhando novos caminhos e me sentindo à vontade com isso. Esse texto está com cara de confissão, mas é sempre bom exaltar as coisas boas que acontecem com a gente.

Sempre escrevo sobre o que me aflige, mas hoje senti uma brisa nova correndo sobre a minha vida, minha alma, e a vontade de espalhar esse sentimento tomou conta de mim. Mesmo quando olhei para o pôr do sol de uma segunda-feira, fiquei maravilhado, e andei de vagar como há tempo não fazia.

Após esse choque eu comecei a analisar a superficialidade dos seres que andavam nas ruas em busca dos presentes para uma data que contamina a nossa percepção. Incrível essas coisas. Mas depois disso fui pra casa e conversei com o meu irmão, com o meu pai e com a minha mãe.

Momentos como esse que tornam meus dias únicos e especiais, pela compreensão das palavras que falamos uns aos outros. Por isso eu acredito que a felicidade depende do que nós queremos pra nós, focar em nossas vontades desde que sejam boas. Sei lá. Esse texto não tem muito a ver com o que eu tenho escrito ultimamente. 

Porém ver o meu pai feliz me deu uma dose ainda maior de vontade de viver a minha vida sem as preocupações que afligem tanta gente. Quero crescer, mas fazendo as coisas de maneira que eu me sinta feliz e possa fazer as pessoas a minha volta mais felizes que eu.

 “Amar a vida com ela vem”.  Dona Tita – 100 anos, sobre o segredo da longevidade.

“Veio até mim/ Quem deixou me olhar assim? Não pediu minha permissão. Não pude evitar, tirou meu ar, fiquei sem chão. Menina bonita, menina bonita aí (…). É tudo que eu posso lhe adiantar. O que é um beijo se eu posso ter o seu olhar? Cai na dança; cai. Vem pra roda da malemolência”. Céu – Malemolência.

Quero experimentar algo novo! Que nunca senti.Um sabor diferente de tudo que já vivi.

Já descobri o que é e onde está.

Mas ao mesmo tempo em que quero; não pretendo me arriscar.

É tudo tão insólito, sinais de fumaça no meio de um incêndio, baldes d´água jogados ao mar… A vaidade que despeja sobre mim a vontade de deixar pra lá. A vontade de saber o que será sem nem mesmo tentar.

Me arriscar pra que?  Por que eu quero.  Só quem se arrisca experimenta e entende o que realmente é.

Sentir, passar, perder… A vida é feita de experimentar, mas deve ser muito melhor quando o sabor já está na boca. Sabor que deve escorrer, tocar a pele, estremecer o cerne do corpo.

Deixar o tempo passar, de vagar, mentalmente… para aproveitar a sensação. Como o sorvete que escorre pela mão e a gente vai pegando com a língua, com pressa; para não sujar a roupa, mas sentindo o sabor enquanto passa gela os nossos sentidos.

Gela o calor do corpo.

Experimentar, hummmmmm.

  

P.S. Que música foda essa da Céu. Manda muito bem e ainda me inspira a escrever esses textos “diferentes”. É isso, de volta ao batente.

Nossa, quanto tempo. Meu blog já fez dois anos – 22 de outubro – , há mais de um mês, eu estou terminando a faculdade – e até por isso que fiquei tanto tempo sem escrever – , mas agora estou de volta. Agradeço a todos que passaram por aqui nesse tempo. Que queriam ler um pouco do que eu gosto de escrever. Valeu mesmo.

“(…) They say those when/ the way is come. The Sky can wait for the light of the sun. So how could you look me in my eyes and not see what; what I fell inside

Tell me how could you don´t  to fact than I; I love youI love you. Don´t you ever think like that? Don’t you ever never do that?(…) I need you, I need you, I need you…” Alicia Keys – I need you.

Esse é o som que eu mais tenho ouvido, Alicia Keys com a música “I need you”. Como algumas composições conseguem mexer com a gente, né? Ouvi esse som e fiquei louco com as batidas, depois parei para pensar na letra e percebi que as coisas são realmente engraçadas. Os artistas muitas vezes conseguem dizer o que a gente sente. E acredito que por isso são artistas.

Pela facilidade de colocar no papel os sentimentos deles e fazer com que possamos entender um pouco mais os nossos. Loucura fazer parte dessa sociedade do minuto precioso. Depois de alguns meses na correria, só agora eu pude – realmente – ouvir uma música e prestar atenção no que ela significa pra mim.  

É muito bom sentir-me revigorado de volta as atividades que eu mais gosto. Conversa informal com os amigos, reuniões longas e proveitosas com um bom papo. Relembrar as boas coisas da vida. Trabalhar sem me preocupar com o que eu irei fazer depois. É triste passar de fase, deixar várias caminhadas para traz, mas é a vida. É o curso natural das coisas. Engraçado começar com uma música de amor não percebido e partir para fases da vida, mas quem foi que disse que amar não é uma fase?

É sempre estranho como as peças se juntam e nos deixam ainda mais confuso, mais perdido.  A vontade passa a ser maior do que o nosso cérebro pode suportar e daí, o que fazer agora? Sei lá. Conter os instintos que nos perseguem até o momento do total controle. Se é que isso é possível antes do “desafio da carne” vencer os nossos conceitos sobre quase tudo. Interessante refletir depois de tanto tempo, acho que fiquei meio perdido, mas já estou me encontrando.

O importante são as palavras que saem para expressar o que sentimos de maneira cotidiana e eficaz.  O resto guardamos para que um dia possamos mostra a nós mesmos  o que realmente somos.  

 

P.S. Fazia tempo que eu não começava com uma epigafre. Espero que gostem. Obrigado Liloca pelo presente. Assim que tiver tempo, com certeza, lhe retribuo. Beijos.