A canseira do nada

Novembro 4, 2007

É estranho quando estamos em outro lugar e podemos analisar o local onde vivemos.

Eu já estava sentindo isso há algum tempo, mas nesses últimos dias ficou mais latente. Sabe quando as pessoas discutem coisas que não acrescentam nada na vida prática?

Ou somente para mostrar que o academicismo idiotizado prevalece perante a opinião de quem está interessado em conversar coisas simples?

Eu não agüento mais discussões superficiais sobre temas inteiramente imbecis que de nada adiantam aos simples mortais como eu. Eu estou realmente interessado em deixar essas coisas de lado. E sabe o que é pior; é que as pessoas responsáveis por esses “papos” cabeçudos não percebem o quão chatos podem ser.

 Às vezes eu me pergunto, será que eu não estou preparado para conversar sobre isso? Mas questionando pessoas que realmente me estimulam eu descobri que esse sentimento é comum a quem procura novas fronteiras para o que pensa.

Eu estou realmente me sentindo deslocado em meio a tantos pensamentos sem base, só por pensar, palavras sem base e coisas desse tipo. Discussões que não irão nos levar a lugar nenhum, mas as pessoas insistem nisso.

Eu realmente estou chateado em descobrir esse monte de baboseira sendo dita no meu último ano da faculdade. Seja como for, eu já estou me preparando para o pior, pois após esse primeiro passo vários outros estágios estão por vir para me deixar ainda mais “desconcertado”.

Eu gostaria de olhar nesses momentos e dizer: E daí? Isso não me interessa, mas sabe quando a convivência é importante? Além de me chamarem de burro ou ignorante posso perder pessoas importantes para a minha vida. Mas eu sempre tive esse tipo de pensamento em relação a essas histórias cabeçudas que contam.

“Eu sei tudo, isso não está certo, essa escola já está ultrapassada”, meu Deus, quem somos nós para julgarmos as coisas? Nem eu nem quem emite opinião, como folhas ao chão no outono, lemos metade do que devemos ler para entender o quão complexo são as coisas. E mesmo assim, todos querem impor suas opiniões e sabedoria superficiais para os outros como se fossem verdades latentes e sem outra argumentação possível.

Sejamos sensatos e abramos nossos olhos e ouvidos para as outras possibilidades. O errado, na maioria das vezes, é certo. A visão deturpada pela família nem sempre é a certa e os argumentos mais concretos podem ser desmanchados como um castelo de cartas em frente ao ventilador.

Essas coisas me deixam desestimulado de discutir. Vou dormir e acordar só quando estiverem dispostos a ouvir tudo o que pode acontecer.