O nada que me conquista

Setembro 28, 2007

 Eu queria mais. Mas não tive coragem de pedir. Queria te abraçar mais vezes, mas não soube como, fiquei com medo de demonstrar o quer realmente sinto. Sei lá. Sempre quis mais, mas nunca pensei que desejaria ter algo multiplicado. O medo de perder algo que se tem, nos faz pensar tanto e avaliar de uma maneira tão profunda que não conseguimos nem ao menos ter certeza do que queremos. Faz parte de mim pensar de mais e dizer, faça as coisas por gostar, não pense muito. Mas na vida real nem tudo é assim.

Quero compreender o que me aflige, isso não é estranho. Quero ser eu mesmo e ter mais coisas juntas. Serei eu ganancioso? Tudo é grande e estranho; sejamos nós perdidos ou não. Se conseguir, um dia eu conto pra você o que é tudo isso, pois nem eu mesmo sei. Acho tudo tão complicado, mas estou preparado para o nada. N-A-D-A, acho que é a palavra da vez. 

O nada pode ser tudo ou vice-versa só depende de nós. Que estranho como pensamentos podem se encaixar, já que isso estava escrito antes que eu lesse o que você pensa. Eu queria mais, mas o nada já me parece bom. Como estava conversando com a minha mãe. – O mundo não é dos tímidos. Aí eu me pergunto; eu sou tímido? Sei lá.  

Como se fosse uma folha no meu caminho, em pleno outono

O frio me fez querer abraçar-te e sentir o seu calor

Simples, mas seu. Vontade grande de deixar as minhas vontades dominarem

Mas eu não vivo só de vontades. Vivo de desejos e atualmente meu desejo é me deixar levar

Só desejar poderia ser a minha prisão pra sempre, porém às vezes eu externo

Como se tudo fosse vento, a natureza externa suas vontades pelo vento

E eu? Pelo pensamento que me coroe. Só e simplesmente. Vontade de ter e não perder

Saber e poder. Eu quero, mas a dúvida do não é sempre maior do que eu

O pensamento e Ben Harper

Setembro 21, 2007

 Que medo de ser eu mesmo. Estou aqui ouvindo a música nova do novo CD do Ben Harper; esse é mais um cara que me faz pensar. Queria sair voando por aí e encontrar novas pessoas. Reencontrar velhos amigos e conversar. Sei lá, as incertezas se tornaram as únicas certezas. Enquanto isso Ben Harper desliza suas notas pelo violão e eu me perco mais ainda.

Caras que emoção em ouvir essa música. Música que mexe com os meus sentimentos, mas, ao mesmo tempo, me deixa sem palavras para expressá-los.  Eu não entendo nada do que passa pela minha cabeça agora. Só tenho vontade de contar histórias simples e sorrir com elas. Parar de pensar e deixar com que as coisas aconteçam daqui pra frente.

Esse sentimento vai passar quando eu voltar a pensar nos meus afazeres da faculdade, mas como é bom sentir essa sensação de frio no estomago ouvindo pela primeira vez uma boa música.

Parece uma surpresa. Sei lá. Me sinto triste e feliz ao mesmo tempo. Quero abraçar todos, mas até pra isso tem me faltado coragem. Depois eu explico melhor essa coisa toda. Acordes básicos com sonoridade bluzera, pois blues era a música triste dos negros americanos. Mas como é bom ouvir isso. Saudades… Alegria… Vontades… 

Nossa até queria fazer uma coisa que penso há muito tempo, mas deixa pra lá seriam coisa de mais para enfrentar. Enquanto eu penso ao menos guardo pra mim. A luz retornou depois do momento perdido; perdido; perdido; perdido…

Quase me esqueci do nome da música – Paris Sunrise #7 – CD Lifeline – Ben Harper.

Vale a pena ouvir.

Luto que me consome

Setembro 19, 2007

Eu descobri que sou um bom ator. Eu estava consumido por uma dor muito grande – e por um medo também -, mas fui fazer o que tinha que fazer e guardei um sentimento triste dentro de mim.

 Um amigo morreu. Gente boa. Como algum autor já disse:

- Os bons morrem cedo. Infelizmente.

Caras eu fiquei com medo, pois era uma pessoa boa, um cara trabalhador e estudioso. Que se preocupava com as pessoas, tinha 20 anos e estava procurando melhorar de vida. Meu, acredito, muito parecido comigo. Morreu. Mataram por engano. Isso me deixa triste. Não devia nada para ninguém. Assim como eu vivo preocupado em ter um bom relacionamento com todos e fazer o bem para os outros.

 Não consigo nem ao menos pensar em um culpado. Esse negócio me dá calafrios.

Eu não enxergo a culpa. Será da sociedade, dos políticos, do sistema? Eu fico pensando no que posso fazer para fugir disso.

 Só queria desabafar, pois não sei o que fazer. Penso sempre que a violência está cada dia mais próxima de mim. As pessoas boas pagando pelas ruins. Sei lá. Eu sempre digo que:

- Sabemos que estamos ficando velhos quando nossos amigos começam a se casar ou a morrer. Mas isso vale para morte natural, não essas barbáries que acontecem na nossa vida.

 Enquanto pessoas boas perdem suas vidas pelas ruas os senhores feudais dizem que estão cansados. O que eu vou fazer a respeito?

Vou levar a minha vida da mesma forma. Não agüento mais procurar alguma coisa para eximir a minha e a sua culpa. Só quero fazer a minha parte e alcançar a sua cabeça. Te fazer pensar, nem que seja por cinco minutos que “os bons vão primeiro”.

 Que Deus nos abençoe. Abraço a todos e que fé em Deus. Só um desabafo, pois eu escrevo meus sentimentos melhor do que falo.

Que o Dê esteja em um lugar melhor do que esse mundo cão.

Engraçado como viajar faz bem e mal ao mesmo tempo. Você tem um contato mais estreito com pessoas e isso é sempre bom. Conhecer pessoas. Mas, no entanto, ao mesmo tempo em que estar longe de casa é ótimo, voltar é deprimente.

Eu não tenho motivo nenhum para gostar da cidade onde moro, claro; com exceções  dos meus amigos e da minha família.

É engraçado escrever sobre isso agora, pois enquanto curtia a visão nublada de Santos e dois amigos saltavam de paraglider eu ouvi duas tiazonas conversando e uma disse:

- Meu filho falou pra mim que quem faz o lugar onde moramos somos nós mesmos.

Eu pensava assim quando morava na minha cidade anterior, mas lá eu não tinha que trabalhar e nem me preocupar com política ou oportunidades, pois eu só tinha 11 anos. Agora quando eu olho para minha atual cidade sou tomado por um sentimento de desespero. Políticos babacas, pessoas egocêntricas, cidade perdida e oportunidades quase nulas.

 Então fico pensando se a depressão de voltar de uma viagem vale a pena?

Às vezes ficar enfiado no fim do mundo pode ser bom, pois eu não terei parâmetros para comparar; ao menos. E nem vou ficar triste com as oportunidades que não tenho por habitar o cu do mundo.

Sem contar que é difícil deixar de ter contato com tantas pessoas legais que passam, com você, por uma imersão em outros lugares e ao voltar para casa – também – tem que dar continuidade aos seus afazeres. Isso é chato!!! Medo de voltar de viagem e perder laços, descobrir o lugar onde moro, o estudo.

O desgaste da volta, muitas vezes, invalida a sensação de estar lá. Mas isso só se nós deixarmos. E olha que eu quase me entreguei.

Você também tem essa sensação? Tristeza de retorno? 

Abraços.

A simplicidade que me atrai

Setembro 5, 2007

Eu tenho humor instável e eu acabei de descobrir. Estou enjoado de tudo. Estou aqui forçado. Queria deixar pra trás  e, talvez, começar de novo depois. Em um novo lugar.

 Não tenho medo; agora, quero só correr sem rumo em busca de aprender.

Desligar o meu cérebro do que eu acho importante. Perceber que é uma farsa. Que coisa mais perdida. Eu estou perdido!!!

Queria ser complexo e reluzir. Você não precisa me entender, só me escute, me xingue e me mande embora. Eu quero acordar!!! Mas quem vai me acordar?

Ninguém tem coragem. Ninguém está acordado. Eu deixei minhas vontades me dominarem. Cansei [que movimento babaca e hipócrita]. Eu quero ser burro. Não me entender, não te entender. Preocupar-me pra que?

Quero ler as revistas de fofoca, o Pequeno Príncipe e os livros de colorir para depois dormir. Montar meu próprio reino pra me divertir. Ninguém está preparado. Desconstruir a minha fala e não entender mais nada. Grunhir para compreender o que os animais falam, falar musicalmente com voz de soprano “soprando” seu ouvido. Me acorde que eu te acordo, mas não me deixe cair na sua fragilidade.

Isso me assombra. Estou morto para os meus preceitos e não quero ouvir os seus. Os sonhos são realidades paralelas que me fazem desistir de tudo. Sonhar pra que?  Para te dar o gosto do nada. Assim como meu cérebro deve ser; sem nada.“Tenho vergonha de ser homem”* e me entender como tal. 

*Primo Levy

Covardia juvenil

Setembro 3, 2007

Sentir você por perto todo dia foi bom; na verdade foi ótimo!!!!!
O sol que reflete a sua pele dourada; seja qual for a estação do ano. Mesmo que não tenha sol.

Sentir seu perfume, que me convida a pensar em tantas coisas mais que eu, mesmo não sendo o meu preferido. Hum… o cheiro… Que domina do meu nariz a ponta dos pés. Mas é tudo tão complexo. Eu pareço um idiota tentando decifrar o que pode estar acontecendo. Achei intricado demais, diferente, mudado. E nem tive coragem de falar. Como em todas às vezes. Minhas manhas e artimanhas você já conhece.

E eu nem sei mais quem você é. Parecia ter voltado ao normal, aos velhos tempos, mas eu percebi que não basta só o cheiro e os arrepios, pois eu te entendo ainda menos do que quando não podia entender nada. Difícil né? Sei lá, acho que nós não somos os mesmos de pouco tempo atrás apesar de em mim persistir a sensação de que algo pode existir dentro; acho que isso não é espelho.

Hum… Talvez quando eu tiver uns 30 anos eu compreenda o que me fez ser tão enigmático
Sempre quis tudo claro, mas pelos meus “atos” nada se tornará visível. A não ser que alguém mostre o que eu quero.

Acredito que será difícil, pois nem eu consigo mostrar de maneira nítida. A não ser que as coisas estejam às claras, e eu acho que a última chance de conseguir isso se foi quando descansamos da mesma coisa, não adianta me empurrar que eu não vou fugir da minha covardia.

30 anos, a resposta, mas sem possibilidade de conquistar a chance que eu deixei passar.