A dualidade que me intriga
Agosto 21, 2007
Eu estou perdendo a fé nos outros. Isso deveria ser uma pergunta, mas talvez se torne uma certeza. É estranho quando duvidamos do que leva uma pessoa a fazer certas coisas. “Usar a agenda em detrimento de uma vida”. Eu fico pensando: E se fosse eu?
Eu quase morri de amor nesse período todo, me cobri com um véu de drama e agora sinto como se nada tivesse acontecido. As coisas ocorrem absurdamente rápidas e me deixam desnorteado. Eu queria compreender mais e não julgar, mas como? Se meus preceitos já estão contaminados por essa sociedade hipócrita que tenta arrumar motivo pra tudo.
Eu quero salvar vidas, incluindo a minha. Mas minha capa de invisibilidade está rasgada e não sei se posso recuperá-la do último incidente.
Eu perdi a fé nas pessoas, mas o que isso tem a ver com o meu desenvolvimento e a minha vontade de compreender o que move os outros?
São conceitos tão diferentes que me incomodam, mas eu não posso falar o porquê? Tudo parece vidro. Que deveria ser transparente, mas é fumê. E eu querendo ver por entre essa escuridão que separa as suas idéias das que eu acho comuns. Eu quero entender a todos, mas cada dia fica mais difícil. São as minhas manias aparecendo e as idéias dos outros desaparecendo.
Assim como as faixas a sacudirem com o vento sou eu, que busca entender o motivo de tantas coisas por meio do meu limitado pensamento.
Enquanto meus dedos congelam, mostrando o frio da minha alma eu me inquiro à respeito de tudo e descubro que sou fraco, frágil entre outras coisas. Mas não entendo o que te movimenta nessa direção. Era pra ser normal. Porém, acho que faltou apoio quando você precisou. E agora você acredita nessas coisas tão distantes e faz delas suas verdades mesmo que, de maneira alguma, pareçam.
No entanto, quem sou eu para julgar alguém. Eu só queria entender e passar por sobre as minhas barreiras. Eu não quero virar um velho ranzinza, mas o fato de não fazer parte dos “dois lados”, me deixa em uma situação desconfortável para criticar o que eu “não entendo” e acho muitas vezes superficialíssimo.
PS: Free your mind, não me interprete, mas entenda de acordo com o que você precisa.
O medo de pessoas
Agosto 11, 2007
Hoje é véspera do dia dos pais. Grande coisa… Eu não sou muito ligado a essas datas comemorativas, mas dessa vez resolvi comprar algo para o meu bom e velho pai. Alguém que eu e meu irmão juntamente com a minha mãe realmente admiramos, hehe. Mas meus amigos, digo que fazer compras, que é uma das coisas que eu mais gosto, mesmo não tendo dinheiro, tem me deixado cada vez mais “deprimido”, pois as pessoas se tornam fúteis como suas compras.
Vejo risos falsos nos rostos dos ricos de minha cidade e imagino que essa imagem deve se repetir em milhares de faces ao redor do mundo. Tudo porque o comércio mundial resolveu que esse dia será o dia de dar presentes para o seu pai. Eu sei que o meu pai não ficaria ressentido caso não ganhasse um presente, mas sim um abraço. Mas mesmo assim encarei os sorrisos falsos de amigos falsos nos corredores de um shopping em polvorosa para cumprir com a minha meta.
Queria uma camisa gola pólo com bolso, mas por incrível que pareça a maioria das empresas já não produzem coisas assim. Tudo pelo estilo “sequinho” que surgiu com esse corte mais próximo das laterais do corpo. Vixi!!! Continuei procurando e quando achei vi que teria que pagar dez reais a mais em uma camisa só porque tinha bolso. Então depois de pensar desisti e voltei à primeira loja.
Comprei a bendita. Mas ao sair do shopping; encontro um fim de tarde cinza e os meus sentimentos afloram como rosas que desabrocham com os primeiros raios de sol da primavera. O medo fica latente na minha cabeça. Meu Deus, eu faço parte de toda essa coisa falsa e sem vergonha que as pessoas chamam de datas comemorativas. E estou cada dia mais surpreso com a minha reação quando vou à lugares com muitas pessoas. Dificilmente eu percebo algo real. Parece tudo de plástico.
Culpa dessa etiqueta babaca da “boa educação” que não é espontânea e logo é falso. Mas as pessoas estão me deixando preocupado. Então penso, e quando voltar para o campo de batalha?, para as baladas?, e para as vidas das vidas? Tenho medo de ser alguém como eles, mas bem, vê-los já é uma vantagem. Agora falta me moldar malhavelmente para não enrijecer na posição que me dá arrepios de medo.
Hoje estava ouvindo um cara chamado Paolo Nutini. Recomendo. A voz do cara me emocionou só em um trecho do comercial que ouvi com a música dele. A músioca boa CD, na minha opinião é: Last Request. Ouçam e me contem o que acham. Tem tudo a ver com o que senti enquanto escrevia esse post. Sem contar o link na página para um blog ótimo com um texto ótimo.
Reflexões sobre o tempo
Agosto 3, 2007
O tempo é um intervalo de ocupação na dormencia da vida.É o delimitador dos bons e maus momentos, da vida e das experiências.
É o que nos deixa mais velhos e talvez mais sábios.
A morte que se aproxima a cada segundo.
Rápido quando se vive com pressa.
De vagar onde temos momentos para esperar.
Momentos delimitados. A cerca das nossas vidas. O calcanhar das nossas histórias que viabiliza o pensar no que é ganhá-lo e perdê-lo.
Espelho da idade.
Nossa vida contada e marcada pelo indicador de memórias passadas e sonhos futuros. Tempo é só tempo para uns, mas vida para outros. Ganhar ou perder; matar ou morrer.
Hoje algo rápido e rasteiro. Concebido, também, rápido e rasteiro.