Fazer é a solução?
Junho 28, 2007
O que será de mim quando as respostas já não me alcançarem? Porque a dúvida corroe o que de melhor temos, a certeza? Eu queria ser forte o suficiente para voar, mas sem deixar a terra. As escolhas que fazemos nem sempre são as mais óbvias ou as que nos faria felizes agora. Mas sim pensando em algo que foi e que será. Será que eu ainda tenho que aprender o que eu sou? Adoro fazer perguntas a mim mesmo, pois se você não me entende, eu também não tenho bola de cristal.
Ser eu não é tão simples, entrar de cabeça pode parecer simples, mas as pedras estão no fundo e nunca sabemos como elas nos encontrarão. Sei que tudo poderia ser simples, um impulso, um choro, uma desculpa e uma vela. Essa última foi só pra rimar. Porque será que a vida dos outros nos inspiram tanto, ou porque nossa vida não vira uma novela na qual o dramaturgo somos nós mesmos. Já que o comando das atitudes e das vontades nos daria, talvez, mais sapiência. Seja o que Deus quiser. Eu já entreguei minhas vontades e meu futuro a ele, pois o futuro a Deus pertence.
Voar, voar e tocar o céu. Ficar na terra e tocar o seu. Isso parece até bonito, mas é puta especulação de um medroso que diz, mas não faz.
Eu me conheço?
Junho 21, 2007
Estou em uma safra criativa. Dois textos em um pouco mais de 12 horas é muito pra mim, hehe. Mas é que os meus fantasmas estão de volta. Eu vivo me descobrindo e me redescobrindo de novo. Quem sou eu afinal? O que eu quero? Como serão meus objetivos mais estranhos dentro do mundo que não me pertence? Então surge a pergunta; você brincou consigo mesmo? Eu acho que sim.
Mas essas “brincadeiras” me deixam marcas, profundas, que me fazem aprender um pouco mais sobre as minhas vontades. Porém nem sempre o certo é o que dá mais vontade de fazer. Às vezes o errado é mais tentador, está dentro de você e, nessa brincadeira toda, você nem percebeu.
Tenho medo de mim. Porque? Por eu acreditar realmente no meu senso critico, de lealdade e de entrega. Será que faço parte de algum delivery? Acho que não. Só entro com muita vontade em qualquer atividade que tenho vontade de dar continuidade. Mas e quando isso não pode acontecer?
Então sinto o gosto amargo do beijo do destino que teima em me prender dentro dos meus conceitos invisíveis, mas que se quebrados podem me cegar ou me machucar mais do que qualquer coisa na minha vida. É estranho escrever desse jeito duas vezes. Mas simplesmente as palavras brotam dos meus dedos e a vontade de deixá-las guardadas se torna cada vez mais incontrolável.
Quero me entender, mas isso parece tão distante. Quero estar mais perto de mim, mas isso parece quase impossível. Quando acreditamos que as possibilidades não podem ser tentadas ficamos presos aos nossos pés e deixamos de lado a nossa vaidade de tentar para apostar no certo. Eu nunca fui de me render a regras, mas dessa vez eu sei que formo a exceção enquanto minha cabeça dominar minhas vontades.
Complexo não?
O sentido da vida
Junho 21, 2007
Porque às vezes é tão difícil de entender o que temos dentro da gente?
As coisas acontecem de repente e quando enxergamos; a situação está delineada e fora do nosso controle. Queria eu entender o porquê de um abraço afável ser retribuído somente com uma linha.
Talvez eu esteja fazendo tempestade em copo d’água, mas e daí quem se importa?Os sentimentos são realmente complexos, a amizade é ainda mais complicada. Pois muitas vezes não temos domínio sobre o que acontece com essa proximidade.
É tudo tão obtuso que nem as palavras são capazes de simbolizar o medo que passa por minhas mãos enquanto penso no futuro da minha memória.
Ser alguém pode não significar nada, só depende do ângulo de vista, já que estar ou não, não é relativo, mas sim real.
Sejamos honestos conosco, a vontade é algo acima das portas da esperança e às vezes um ”não olhar” significa muito para quem procura se interpretar. Eu às vezes não entendo as pessoas, pois elas não se entendem e querem entender os outros. Mas se soubessem juntar peças o jogo já teria acabado.
Agora vocês irão perguntar:
- Por que escrever isso?
Isso é um jogo mental, o qual as palavras que formam sentido são expostas para todos que queiram ler. Para mostrar que a beleza de Platão ainda vale, mesmo com todas as armas do mercantilismo pessoal exacerbado acontecendo todos os dias na minha cabeça.
Sejamos inteligentes e incógnitas indecifráveis, pois essa é minha intenção.
Nxzero, eu?
Junho 8, 2007

Porque começar com esse titulo?
Caras eu confesso, fui ao um show do Nxzero, mas porque eu confessaria isso aqui na net?
Faço isso, sempre acontecem coisas engraçadas nesses lugares e dessa vez eu me senti o palhaço, hehe.
Os caras mandam muito bem ao vivo, tem uma vibe muito boa e eu que já gostava do trabalho fiquei ainda mais impressionado com a manha da banda. Tocando no palco sem
nenhum erro audível. Muito bom mesmo.
Porém o que me fez pensar se eu estava no lugar certo foi o público que estava ao meu redor.
Só meninas e meninos, que ao contrário do que a galera pensa, não emos, mas com cara de, no máximo, 15 anos.
As pessoas mais velhas que estavam lá haviam levado seus filhos para curtir o show. O mais loco de tudo, é que haviam crianças com menos de 10 anos por lá também, sentadinhos
ouvindo Sugar Kane e esperando pelo Nxzero. Senti-me no show da Xuxa.
E pra piorar, achei dois amigos lá, da mesma idade que eu, no entanto eles também haviam levado suas primas para ver o show.
Realmente eu fiquei com a pulga atrás da orelha, pois quase ninguém da minha idade, nem mesmo as mulheres, parecem curtir o som e as letras que eles fazem, enquanto eu deliro geral, gritando e cantando.
Tentei descobrir o que me levou a gostar dos caras – eu já ousso My Chemical Romance, Fall Out Boy, entre outras bandas bem antes dessa onda Emo – acho que são as influências sonoras deles. Mas o pior de tudo foi que eu não pude perguntar para a banda o que eles acham de fazer tanto sucesso com a criançada.
Bem, no final foi legal ter ido até lá e ver que estava deslocado, mas não chateado de estar no lugar. Havia alguns Emos perdidos, mas nada de mais e o show foi interessante.
Agora entra aquela parada:
Como é bom quebrarmos nossos preconceitos, já que no começo eu fiz de tudo para não gostar da banda, mas agora a coisa ficou mais forte do que eu.
Não chego a ser um super fã, mas, realmente, me descobri um entusiasta do som dos caras.
A triste uniformidade dos seres
Junho 1, 2007
É estranho como as coisas mudam de um dia para o outro, não? Então, ontem eu não tinha nada para falar, mas é só ir para a faculdade que as coisas aparecem, hehe.
Não é estranho estar na faculdade de jornalismo, uma das categorias profissionais que devem instigar a não “cordeirização”, e terminar o curso com grande parte da sala seguindo regras arcaicas por medo de perder um diploma que práticamente já está conquistado?
Quando eu começo a pensar nessas coisas vejo como somos fracos.
Quem me conhece sabe que eu não sou de brigar, prefiro ficar quieto ouvindo, duvidando cerebralmente, do que armar uma boa discussão. Mas tem coisas que nem eu me conformo.
Essa parada de colação de grau, todo mundo parecendo o que não é. Você passa quatro anos marcando toca na sala de aula e de repente está pronto para sair e ser jornalista só porque alguém que você nunca viu na vida, no nosso caso o reitor ou o filho dele, vai lhe “conceder o grau”, isso só pode ser brincadeira.
Além disso, você deve ir vestido da forma que eles querem, no cabresto, nada pode ser falado ou feito além do que eles previamente autorizaram. Meu, vocês não sabem o quanto eu fico loco com isso.
Esses dias o médico disse que eu sou ansioso, mas na verdade eu acho que carrego raiva interna. E coisas como ser igual a todos, por medo, me deixam psicóticos.
Aí fica fácil notar porque o Brasil é esse país lixo. Nós temos universitários acostumados com as regras mais arcaicas e que já consideram a luta perdida antes mesmo de começar.
Eu tenho alguns planos para a colação de grau e acredito que terei apoio jurídico e isso chega a me dar taque cardia de tão emocionado. Mas o pior de tudo: Isso ainda é só começo e com certeza as coisas irão piorar ainda mais.
Eu já estou perdendo o tesão de ir pra facul, devido a todo esse tempo em um mesmo lugar entre outras coisas, aí quando podemos ver o sol vem alguém e coloca o compensado na minha cabeça. É muita putaria.
Torço para que mais algumas pessoas, além do Claudemir, tentem fazer a diferença. Márcia pode ficar tranqüila não vou tocar o terror para prejudicar ninguém.
Galera isso me indigna. Se todos os alunos tivessem a vontade de fazer diferente eu queria ver quem iria nos parar, pois eles não deixar uma sala inteira sem colar grau, mas a dissidência da diferença ainda é minoria.
Por isso o brasilsão velho vai ficar estagnado, pois quem quer mais sabe que tem que procurar fora. Treta total.