Eu não estava pronto
Março 30, 2007
Já fazia tempo que algo havia passado. Eu queria ter sido melhor, ter me entregado mais. Mas o meu excesso de proteção me transformou em uma pedra. Que se afundou na lama da decisão ou da indecisão. Me fechei, mas não percebi, e quando passou da hora eu já havia perdido. Estava afundado na minha redoma de proteção. As coisas tomam rumos diversos em nossas histórias e, muitas vezes, decisões precisam ser tomadas para que a falta de atenção não se transforme em uma ferida ainda maior.
O que eu mais queria era você feliz, mas acho que isso não pôde ser feito. Queria todo o meu tempo em sua função, mas a minha reserva te deixou na mão. E mesmo tentando preservar algo; para que uma atitude não afete os anos de busca pela melhor maneira de fazer, dizer e ser as coisas; isso sempre acaba acontecendo.
Sempre vi as outras pessoas e me perguntava:
- Como elas conseguem fazer isso?
Mas agora eu sei.
Não entendo se tudo isso um dia vai passar ou se o meu arrependimento pode fazer valer a pena a confusão que causei em você e ainda causo em mim. Pois as minhas idéias não estão claras, mas a dor é forte, espero que a morte não doa tanto como isso, pois eu não sei se algo feito com tamanha covardia e estupidez, um dia pára de doer em quem fez e sabe que fez.
Que as coisas melhorem para todos, mas eu vou conviver com isso por muito tempo. A dor, a cor, a flor, o amor. O tempo. Falando em mão: As mãos unidas simbolizam algo, as mãos separadas também. Estou sentindo algo que há muito não sentia, na verdade nunca senti nada tão forte e tão destruidor. Eu queria não machucar ninguém, mas isso sempre é impossível, por isso acho que me machuquei e te machuquei mais ainda. Desculpe. Eu não estava preparado. Desculpe eu não sabia o que fazer e agora não sei o que quero. Sinto algo complexo. Perdi minha referência e sei que não posso sequer te ajudar a sair dessa. Pois estamos separados por tanto espaço que as minhas palavras lhe chegam com outros significados e os meus sentimentos passam por tantos filtros que não têm a mesma intensidade do começo. Não quero ser só mais uma lembrança boa. O medo me fez ser assim e espero que possa superar algo tão complexo e tão estranho quanto isso. Um sentimento nobre jamais desaparece e pode até ficar maior. Desculpe por ser tão tolo e covarde. Desculpe por ser eu mesmo. Imaturo e tão protetor que perde a referência do que pode ser melhor e dissolve algo que pareceu, um dia, tão sólido com apenas um digitar de palavras.
Tristeza não tem fim; felicidade SIM
Março 28, 2007
Tudo corre tão rápido, a distância corroe os sentimentos, mas mesmo assim eles continuam fortes.
Será que aquele ditado que diz, só damos valor as coisas que perdemos; é real?
Eu não quis me tornar uma pedra, eu não quis me fechar, mas por não me conhecer direito desperdicei vários bons momentos por acreditar que eu sabia o que estava fazendo.
Serei sincero, eu quis e ainda quero te fazer feliz, mas tenho lutado contra coisas que nunca aconteceram antes e a distância. Ser distante, ser fechado são coisas que eu não quis que acontecessem, mas agora aprendi que eu não tenho todo o domínio sobre mim mesmo.
Quero aprender e melhorar.
Nunca fiquei desse jeito em toda a minha vida, mas agora vou esperar pra ver, esperar não da forma tradicional, pois na verdade eu não quero que os meus sentimentos cicatrizem, eu os quero abertos para me fazerem pensar.
Perdoe-me por ser egoísta com os sentimentos, com os sentidos e com a vida.
Eu nunca iria ver isso se coisas diferentes do meu cotidiano não acontecessem.
Querer mais do que eu te dei sempre será um peso pra mim, pois eu sempre quis te dar o meu melhor, mas as minhas reservas me transformaram no que eu não queria ser.
Um homem normal.
Me desculpe.
Agora é agora.
Beck – Already Dead
Março 18, 2007
Time wears away All the pleasures of the day
All the treasures you could hold
Days turn to sand Losing strength in every hand
They can’t hold you anymore Already dead to me now‘
Coz it feels like I’m watching something die
Love looks awayIn the harsh light of the day
On the edge of nothing more
Days fade to blackIn the light of what they lack
Nothing’s measured by what it needs
Already dead to me now
‘Coz it feels like I’m watching something dyin’
De vagar e sempre
Março 18, 2007
Ando de vagar poucas vezes por ano, e quando faço isso percebo que a correria mata pouco a pouco os meus sentidos.
Fico pensando no ritmo das pessoas e vendo o espaço.
- O que eu fiz para não entender isso?
Situações, ações e reações.
Escondendo opostos quais, talvez, tenham reciprocidade alternada.
Escrevendo essas linhas eu percebi que escrever de forma complexa é esconder sentimentos/vontades, as quais você ainda não tem certeza ou, ainda, tem certeza de mais para afirmar para todos.
De repente aconteceu e eu estava ali assistindo e eu me perguntando:
- Será ?
A vida passa rápido porque nós vivemos apressados, entre outras coisas.Temos tantas vontades que passamos a trabalhar por elas, mas deixamos de lado nosso tempo agora.
Ver… Sentir… Respirar.
Quando eu ando de vagar eu sinto os meus pensamentos, é uma pena que eu quase já não tenha sentimentos.
Pois todos foram levados pela pressa dos meus dias, pelas vontades dos meus objetivos.
Já não agüento mais escrever sobre o tempo, a pressa, os dias. Mas isso me inspira todos os dias, pois a reflexão e a tristeza que carregam minhas esperanças acontecem quando eu estou sentando na porta da minha casa e consigo ver o pôr do sol no inverno. No entanto isso acontece de uma a duas vezes por ano. E sempre me dá vontade de escrever, por isso escrevo. Para refletir por mim e tentar fazer vocês refletirem.
Pra finalizar, eu percebi essa semana que o lugar que eu ando mais de vagar é no mercado, por que será? Ao menos eu penso enquanto engordo.
Abraço.
Fluxo de Consciência – I
Março 11, 2007
Às vezes as pessoas dizem: - O Kbelo tá tão diferente, não parece mais o mesmo do começo.
E eu fico pensando: - Por que será que isso acontece com a gente?
Não digo no quesito intelectual das coisas, quantas palavras eu sei agora, como eu escrevo ou o que escrevo. Acredito que as principais mudanças que tive foram comportamentais e emocionais – acho que isso é visível.
Fico pensando em como é doloroso o caminho da descoberta.
Acredito que isso acontece, pois durante esse percurso esquizofrênico descobrimos que as pessoas são capazes de complicar a vida mais do que esta já é por natureza.
Sempre lembro de quando era criança e tudo se resolvia com um “juntar de dedinhos”, a conversa era mais fácil e os sentimentos quase sempre explícitos, mas hoje o que parece tão simples se complica por si mesmo.
Então pensando cegamente nisso conclui que não conseguiria viver muito tempo com pessoas complicadas, isso é; diariamente.
Só de pensar, isso agride a minha carne, o meu ser, a minha alma.
Mas quando faço esse diagnóstico lembro que eu também complico coisas simples, guardo coisas que só teria que falar, ou faço coisas que simplesmente poderia deixar de fazer. Falar sempre é mais fácil.
Porém, o que mais me agride é a complicação emocional, as pessoas têm direito de não saber o que sentem, mas acho que devem guardar isso até que mature. As pessoas bem resolvidas são maturadas pela vida e por isso sabem a hora certa de fazer ou não, de dizer ou não e por isso na maioria das vezes só pensam, até o momento que julgam certo.
Claro que é importante expor os sentimentos e comportamentos, mas para tudo é necessário um certo equilíbrio e não diferente quando vamos apresentar essas questões para alguém, pois às vezes pode rolar um arrependimento ou desistência na última hora e não queremos ser cobrados por algo que apenas pensamos.
Sejamos francos, quando temos que arcar com as complicações de outras pessoas tudo fica mais traumatizante, pois você já tem as suas complicações.
Tudo que a gente mais quer é ser feliz, mas quando menos imaginamos tomamos uma rasteira das nossas crenças e objetivos e então nos percebemos caídos e perdidos sem rumo e sem saber o que queremos.
E tudo culmina em um início que parece muito simples, mas depois se torna difícil. Pois é muito complicado acreditar que podemos passar por cima de coisas que acreditaríamos que jamais deixaríamos pra trás por causa de idéias e ideais, muitas vezes, não condizentes com o que realmente temos em mente.
Tudo perto, mas distante. A vontade latente diz mais do que a nossa reação perante os fatos do dia-a-dia. Mas quem sou eu para ficar lançando questões sobre tudo e todos?
As perguntas brotam em minha cabeça diariamente e mesmo assim não sei responde-las não sei se vale a pena inovar sempre, deixar de lado o que já não parece tão importante e partir para uma nova vontade.
Mas isso depende de mim, pois como dizem existem os pensamentos que só nós conhecemos então não adianta tentarmos expandi-los, pois assim perderão a pureza da improvisação dos nossos afazeres. Sejamos sensatos; cada um opina por si mesmo.