Enfim, eu não sei quando a ficha irá realmente cair. Não sei.
Conclui essa semana um pedaço de algo que eu não sabia – não tinha ideia – de quando começaria. Mas que me fez sair de casa, deixar lugares e pessoas que amo, para chegar – para alcançar -. Estou muito feliz, muito feliz, muito feliz.
Mas hoje eu tenho a necessidade de demonstrar um pouco do meu sentimento, uma constatação do que esses dias mudaram em minha vida. A primeira, enfim, agora consigo me ver e me chamar de ator. Graças a essa experiência mágica que trouxe novos horizontes para a minha visão artística e para a minha forma de fazer e perceber a arte. Encerrei essa semana meu primeiro ano de estudos no Instituto Stanislavsky. Lugar acolhedor e repleto de pessoas com vontade de fazer e ensinar arte.
Quando penso que passei, praticamente, 10 meses desfrutando de um conhecimento ímpar, que enfim tenho segurança para abrir um roteiro e ir até o fim dele para buscar o meu melhor, fico emocionado. Encontrei um tesouro! Mas sabe o que é mais legal? Nesse percurso eu tive a sorte de compartilhar meus dias com pessoas especiais, que eu sinto vontade de abraçar quando vejo. E que eu sinto falta quando não estão perto. Pessoas que também buscam uma nova forma de se expressar artisticamente. E isso é incrível!
Sou um cara de sorte, sim. Sempre estou no lugar certo e na hora certa. Mas dessa vez, é tudo tão especial que as palavras que eu escolhi talvez não sejam capazes de demonstrar o que sinto. Um ano da experiência mais enriquecedora da minha vida. Um ano no qual vi, senti e vivi todos os tipos de sensações. Um ano permeado pela magia de um conhecimento que sempre busquei.
Momentos reais no qual dividi aprendizados, tarefas, dificuldades e alegrias com pessoas de idades tão diferentes, mas que se uniram para alcançar um propósito tão belo que era suficiente para mudar o ar do lugar onde nos encontramos. “Só de olhar para o rosto de cada um eu era capaz de sentir a atmosfera se transformar”.
E olha, esse é só o meio do caminho. Tenho dentro de mim um misto de missão cumprida com a plena consciência de que os caminhos de agora estão ainda mais amplos. Tudo isso em conjunto com a constatação de que tenho que me dedicar ainda mais. Muito mais.
Estou cercado de pessoas realizadoras, que buscam algo, assim como eu, e que colocaram seus sonhos e desejos no plano real. Um conceito que só pode existir em um lugar mágico. Unir pessoas de uma maneira tão única que te faz pensar e acreditar que tudo tem o seu tempo. Tudo acontece na hora certa. Nada pode ser acelerado.
E talvez essa seja uma das sensações mais loucas da minha vida. Eu achei o que eu queria e os meus passos me levam na direção que eu sempre busquei. Eu estou feliz, pois tenho dentro de mim um pedaço de cada pessoa que dividiu esses momentos comigo. Estou feliz, pois quem acreditou em mim continua a acreditar. Eu carrego um pedaço de cada um de vocês comigo. E é disso que o IS é feito, pessoas que amam o que fazem e que doam um pedacinho delas para fazer parte dos outros.
Estou feliz, pois faço parte desse grupo que tanto correu atrás para alcançar esse momento. A ficha ainda não caiu, eu não sinto que ficarei um tempo sem conversar com todos vocês, mas que assim seja. Para que o reencontro possa ser ainda mais especial.
Sendo assim, não posso deixar de agradecer publicamente meus pais, que tanto lutam pra que eu possa continuar correndo atrás desse sonho. Meu irmão. A Lu e o pai dela que me ajudaram no momento mais crucial para que eu pudesse estar aqui. E por fim, toda a equipe do Instituto Stanislavsky por criar algo tão único e por conseguir unir pessoas tão especiais sob uma mesma ideia: Fazer arte com amor. Obrigado e até daqui a pouco.
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