Latest Entries »

O que eu quero dizer pra você

Mais um ano, obrigado.

Mais 365 dias que se passaram. Fiquei mais amigo, ganhei mais experiências, aprendi e entendi mais coisas. Vi o sol nascer com alegria e com desespero. Dormi pouco, dormi muito. Passei alguns dias acordado. Tá, foram situações que no final do processo sempre acrescentaram. Sempre!

Porém, nada supera as pessoas. Nada. Acho que nunca conheci tanta gente.

Pude olhar pessoas bem de perto, bem de longe. Me apaixonar por gente que não conhecia e entender que os condicionamentos sociais têm sua própria dinâmica – de certa forma – imutável. Entender que, por mais próximo que alguém possa estar, ainda podemos estar distantes e por mais distante que eu possa estar eu ainda posso estar perto. Por mais que eu tente entender tudo, tudo está fora do meu controle. Por mais que eu dedique uma parte do meu tempo – que não é muito – para conversar e trocar experiências com alguém, os resultados serão sempre diferentes. E como já sei, há algum tempo, às vezes você pode ter todo um bloco de realizações colocado em xeque por causa de uma escolha. Um momento em detrimento de todo o resto.

Então, se eu te olhei nos olhos, se trocamos sorrisos, se te disse um oi, você é importante pra mim. Sim. Você fez parte de um dia meu, de um minuto. Você fez algo pra mim.

Fui influenciado por você, em grande parte das vezes, positivamente. Obrigado.

Esses contatos fizeram o meu ano ter sido incrível, cheio de descobertas, risos, trabalhos e – acima de tudo – conhecimento. Ninguém pode levar isso embora, os alguéns só podem trazer e eu, como sempre, opto por manter.

Agora, eu tenho um pedacinho seu que faz parte de mim. E isso faz com que eu chegue nesse novo ano mais completo, mais consciente das minhas limitações e das minhas vontades. Entendo que – como eu já desconfiava – conhecer pessoas está entre as coisas que mais gosto de fazer. Mesmo que seja por um minuto, por uma conversa rápida, por um sorriso, por uma piscada distante.

E assim, como eu gosto de pessoas eu também gosto de agradecer. Então, OBRIGADO. Espero que possamos nos ver nos próximos 365 dias que estão chegando e, mesmo sabendo que as influencias são diferentes, que eu possa ter adicionado alguma coisa boa ao seu dia, assim como você adicionou ao meu.

Não te desejo nada. Só agradeço e faço um pedido: Seja legal com as pessoas. Todas elas.

;)

Encontrar almas que andam em sincronia, mesmo em tempos anacrônicos. Enxergar nos olhos de cada um os segredos que você esconde de si mesmo. Conectar-se verdadeiramente à medida que a sua proteção social desaparece e te obriga a enfrentar seus conceitos mais arraigados. Tudo isso para que seja possível tornar-se uma pessoa melhor e, consequentemente, alguém realmente capaz de se expressar por meio da sua arte. A escolha mais prazerosa e complexa realizada pelos corajosos.

Sentir os cheiros, os choros, os abraços, os corações pulsando em uníssono… Enfim, ver o nós sendo eu, o você olhando, o todo emocionado. Cada um aproveitando a experiência do seu jeito. Sem dúvida, as portas dos sentidos ficaram abertas por esse período mágico de tempo e, assim, a busca de cada um ficou ainda mais latente, mais forte, realmente à mostra.

Toda essa mistura de gente, sentidos e almas é perfeita pra colocar cada um de nós em um estado de sensibilidade que explícita não só a vontade de fazer arte, mas também de entender e dividir cada um desses momentos únicos que juntos formam a vida.

Por isso, OBRIGADO a cada um que olhou o outro nos olhos, que abraçou, que chorou, que dividiu a sua experiência. Obrigado por tirar a máscara, por comemorar suas falhas, por aprender, por dizer como se sente e sonhar. Sonhar em conjunto. Sim, foi isso que fizemos. Sonhamos, por esse período, com objetivos parecidos e ganhamos – com esse intercâmbio de sensações – mais de 60 motivos para continuarmos essa busca prazerosa, risonha e (ao mesmo tempo) assustadora.

Obrigado a cada um de vocês que fizeram parte da minha vida nesses dias. Obrigado ao Instituto Stanislavsky por, como sempre, conseguir reunir um número impressionante de pessoas incríveis (alunos, professores e equipe), comprometidas com seus sonhos e dispostas a compartilhar isso.

Que o olhar desses dias permaneça em nossas mentes, que as lágrimas sirvam de estímulo, que os risos e os pulsares dos corações sejam a recompensa e que as lembranças tornem-se locomotiva para os próximos passos.

 

Agora eu sinto cada um de vocês.

 

Obrigado, mais uma vez, obrigado. Sempre.

Diferenças que não existem

Eis que, de repente, surge. Algo que já passou, foi… Eis que eu olho diferente, que sinto diferente. Sim, o “que não sente” o “que não demonstra”, pois sabe onde isso vai parar. Era pra não estar aqui, mas está. Era pra não ser, mas tem sido.

Encontrar o desencontro de algo que já estava para trás parece algo sazonal. As épocas do ano e as vontades repetem-se como se não existisse mais local seguro para esconder os sentidos. É tudo tão bobo, essa história já foi contada e todos sabem como termina. Da forma como começou…

Platonizando momentos que poderiam ser interessantes, mas que nunca fogem da velha cartilha que todos nós destrinchamos um dia. No final da temporada o que vale é o título. E por mais que tentem me convencer de que os valores são diferentes e nobres, nada demonstra ir além do exposto – além da carne -. Já sabia ele que seria assim, que tudo é assim, que ele é assim… Mas esperar é algo que o faz feliz, que o motiva, pois a grande chance pode estar bem perto.

Na verdade, não está. Mas ninguém avisou ao principal órgão do corpo que ele não é tão esperto quanto imagina. Nada de braçada, mas sempre para no mesmo lugar.

Ela, a saudade…

E de repente ela surge sorrateira, rasga meus olhos enquanto o sol ainda não nasceu. Coloca em meus braços o calor que já não está tão próximo e me lembra do que já passou. É como um momento no qual a mistura entre o novo e o velho causa apenas admiração, dobra o peso sobre o meu pescoço e transforma tudo em algo desconhecido.

A busca pelo conforto parece infinita e lutar contra algo que surge de “assalto” não parece uma boa ideia. Tudo bem, assim serei eu buscando pela sobrevivência de mais um dia, de mais uma fase. Já deveria ter me acostumado com isso, mas adaptar-se ao corriqueiro é algo que não garante força, apenas acomodação.

Quem diria, só a saudade para trazer tudo isso em uma manhã chuvosa de janeiro. Para estremecer meu corpo inteiro e não me deixar, sequer, pensar em fevereiro. Saudade que vem e vai, como os barcos no mar. Que trepida além da palavra, mais rápida que o meu coração, mais ágil que as minhas mãos…

Saudade, cheia de artimanhas para lembrar-me do que não está tão perto. Da ida e da volta, dos porquês. Sim, saudade!

Me abrace, mas não me deixe ficar com frio. Não me dê explicações precipitadas… Apenas mantenha viva a vontade de permanecer no caminho e com os olhos abertos. Como tudo tem um motivo, que você seja o motivo mais escuro dos meus dias mais claros.

É no meio da noite que gostaríamos de nos tornar pedras. É no meio da noite que as coisas fazem sentido. No meio da noite… É quando o sol não ilumina nossos rostos que somos capazes de entender o que realmente faz falta.

Endurecer de dentro pra fora e fazer com que as situações escorram à nossa volta, assim como a água desvia das pedras. Simplesmente deixar. Mas não é isso que faz do viver algo interessante. A busca por um momento que parece impossível está, inevitavelmente, atrelada a vontade de conquistarmos algo.

Mas quando é possível entender um pouco do que ficou para trás, o brilho nos olhos ao final do dia demandam muito mais do que um belo sorriso. É mais do que estar ligado a algo. É saber que àquele algo foi feito pra você, que aquele alguém foi feito pra você.

Tudo chega ao ponto de compreensão. Uns levam mais tempo para entender, outros pegam de primeira. Mas, e se o final do caminho for simplesmente entendê-lo, correr em direção do fim será menos prazeroso?

Que assim seja, entendi as possibilidades e agora as quero muito próximas, mesmo que o final da trilha seja a chegada.

Período que se encerra. Um ciclo que passa. Um ano cheio de novidades, aprendizado e experiência. Então, quando chegamos ao final da jornada fica mais fácil perceber o que realmente foi importante durante essa fase e, enfim, notar o que deveria ter estado presente durante esses dias tão importantes.

Um ano no qual pude enfatizar as conquistas, conhecer novos amigos, manter os antigos – não tão próximos como gostaria -. Enfim, chegar a um dos lugares que eu sempre tive como meta. E aí, refletindo sobre o que aconteceu nesse período, só agora eu fui capaz de sentir a perda. Algo que passou e eu vi, mas que me afetou só agora. Basicamente; hoje eu sinto a passagem de dois anos de uma só vez…

E aí mora o que há de mais belo nas coisas: Não ter, amplifica o nosso poder de julgamento. Se foi ruim, não sobram dúvidas. Mas se foi bom, a mente e o corpo conseguem – enfim – mensurar todos os momentos, risos e situações que fizeram do todo algo especial.

Sim, odeio me referir a coisas boas no pretérito. No entanto, percebo o quanto ter isso nítido em minha cabeça me garante ainda mais propulsão em busca do que eu quero. E como fica fácil saber quem queremos ao nosso lado para os bons e maus momentos, não é verdade? Simples e sem mistérios.

Por isso, só peço que em 2013 eu seja capaz de manter meu foco ainda mais específico e que as coisas boas retornem ainda mais potencializadas, pois é disso que vivemos. Que as tristezas e as perdas sirvam para garantir sabedoria e discernimento. Que cada um de nós seja realmente capaz de entender o porquê das nossas ações e como isso nos afeta.

Que a minha busca particular não me afaste do meu encontro maior, do que importa no final das contas. Que os sonhos não sejam fator de distância, mas sim de encontro.

Que isso possa ser verdade para todos que escolhem algo ilógico para viver e ainda sim continuam acreditando.

Os números de 2012

Eu gosto muito desse resumo. Por isso divido com os leitores. Até 2013.

 

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 2.300 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 4 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

A lógica em não entender o que se sente

Então, hoje ele reinterpretou palavras. Que hoje, foi capaz de rever caminhos. Que hoje, gritou pensamentos mudos…

Era algo esperado, mas nem todos estão preparados para acreditar no que passou. Passou, pois parecia ser o melhor. Passou, pois a mente comandou. Passou, pois ele não entendeu até o derradeiro dia.

Foi-se o momento de vãs interpretações. Chegou a hora de crescer e entender que além do controle de um Vulcano, ter a base terráquea para fazer as coisas acontecerem sem previsão, é essencial.

Ele caminhou, ligado. Nunca pensou estar sozinho, mas poderia estar. Não entendeu os porquês da vida, mas entendeu um porquê que não poderia ser alterado. Mas como escolher dois caminhos ao mesmo tempo? Como alcançar dois objetivos distintos, cada um em um ponto? E viu que era isso o que mais queria. Era isso que desejava. Mas abrir mão era necessário.

Era complexo. As decisões cerebrais não mais serviam. Tudo parecia certo, mas sabia ele que não. Parecia fácil, até compreender que o mais difícil ele havia deixado passar. Entendeu depois o quão importante tudo aquilo era, em todos os seus momentos. E por isso permanecia. Nunca deixou transparecer, nem mesmo buscou compreender a sensação que os números causavam nos outros. Tudo parecia bem. Parecia…

Entender… Será sempre a melhor opção? Quando você tem o melhor, o resto é só o resto. Simples e lógico. E a lógica fazia com que o escondido ficasse ainda mais nítido, pois não havia saída, somente entrada.

Entrada em algo que não poderia ter terminado, mas que caminha por estradas distintas até o próximo cruzamento. Que pode duplicar ou transformar tudo em caminhos nos quais nem o pedágio será capaz de fazer com que os buracos sejam menos danosos para quem está no percurso.

Enfim, eu não sei quando a ficha irá realmente cair. Não sei.

Conclui essa semana um pedaço de algo que eu não sabia – não tinha ideia – de quando começaria. Mas que me fez sair de casa, deixar lugares e pessoas que amo, para chegar – para alcançar -. Estou muito feliz, muito feliz, muito feliz.

Mas hoje eu tenho a necessidade de demonstrar um pouco do meu sentimento, uma constatação do que esses dias mudaram em minha vida. A primeira, enfim, agora consigo me ver e me chamar de ator. Graças a essa experiência mágica que trouxe novos horizontes para a minha visão artística e para a minha forma de fazer e perceber a arte. Encerrei essa semana meu primeiro ano de estudos no Instituto Stanislavsky. Lugar acolhedor e repleto de pessoas com vontade de fazer e ensinar arte.

Quando penso que passei, praticamente, 10 meses desfrutando de um conhecimento ímpar, que enfim tenho segurança para abrir um roteiro e ir até o fim dele para buscar o meu melhor, fico emocionado. Encontrei um tesouro! Mas sabe o que é mais legal? Nesse percurso eu tive a sorte de compartilhar meus dias com pessoas especiais, que eu sinto vontade de abraçar quando vejo. E que eu sinto falta quando não estão perto. Pessoas que também buscam uma nova forma de se expressar artisticamente. E isso é incrível!

Sou um cara de sorte, sim. Sempre estou no lugar certo e na hora certa. Mas dessa vez, é tudo tão especial que as palavras que eu escolhi talvez não sejam capazes de demonstrar o que sinto. Um ano da experiência mais enriquecedora da minha vida. Um ano no qual vi, senti e vivi todos os tipos de sensações. Um ano permeado pela magia de um conhecimento que sempre busquei.

Momentos reais no qual dividi aprendizados, tarefas, dificuldades e alegrias com pessoas de idades tão diferentes, mas que se uniram para alcançar um propósito tão belo que era suficiente para mudar o ar do lugar onde nos encontramos. “Só de olhar para o rosto de cada um eu era capaz de sentir a atmosfera se transformar”.

E olha, esse é só o meio do caminho. Tenho dentro de mim um misto de missão cumprida com a plena consciência de que os caminhos de agora estão ainda mais amplos. Tudo isso em conjunto com a constatação de que tenho que me dedicar ainda mais. Muito mais.

Estou cercado de pessoas realizadoras, que buscam algo, assim como eu, e que colocaram seus sonhos e desejos no plano real. Um conceito que só pode existir em um lugar mágico. Unir pessoas de uma maneira tão única que te faz pensar e acreditar que tudo tem o seu tempo. Tudo acontece na hora certa. Nada pode ser acelerado.

E talvez essa seja uma das sensações mais loucas da minha vida. Eu achei o que eu queria e os meus passos me levam na direção que eu sempre busquei. Eu estou feliz, pois tenho dentro de mim um pedaço de cada pessoa que dividiu esses momentos comigo. Estou feliz, pois quem acreditou em mim continua a acreditar. Eu carrego um pedaço de cada um de vocês comigo. E é disso que o IS é feito, pessoas que amam o que fazem e que doam um pedacinho delas para fazer parte dos outros.

Estou feliz, pois faço parte desse grupo que tanto correu atrás para alcançar esse momento. A ficha ainda não caiu, eu não sinto que ficarei um tempo sem conversar com todos vocês, mas que assim seja. Para que o reencontro possa ser ainda mais especial.

Sendo assim, não posso deixar de agradecer publicamente meus pais, que tanto lutam pra que eu possa continuar correndo atrás desse sonho. Meu irmão. A Lu e o pai dela que me ajudaram no momento mais crucial para que eu pudesse estar aqui. E por fim, toda a equipe do Instituto Stanislavsky por criar algo tão único e por conseguir unir pessoas tão especiais sob uma mesma ideia: Fazer arte com amor. Obrigado e até daqui a pouco.

Só…

Manhã de um dia qualquer. Acordou e sentiu o gelo no estômago. Estava feliz, emburrado, triste? Perdido talvez… Passou por uma fase de iluminação e, de repente, ao olhar para os lados viu-se preso em si mesmo. Era uma solidão diferente. Não estava sozinho, mas ninguém estava com ele.

Era o fim? Um caminho escolhido a dedo, com as inseguranças latentes em cada olhar. Com palavras que significavam frases, mas não causavam nenhum tipo de reação na plateia. Plateia, ha… Ele riu.
Um vento gelado entrava pela janela do seu computador. Era idiota para pensar no que ver e como ver. Era estúpido deixar de acreditar agora. Era falta de coragem encarar a vida como se não houvesse saída. E quem disse que tinha saída, mostrou onde ela está?

Olhar para os lados, refletir sobre as perdas e ganhos. Mas a vida não seria mais interessante se as vitórias surgissem e mantivessem a sua áurea cobrindo as cabeças? Bem, ele sentou, olhou para o céu cinza e descobriu que era uma fase. Não adianta, sempre será assim. Períodos os quais tudo estará no alto, cheio de cores e outros em que todas as cores serão variações de cinza. Cinza?

Demora, mas vem. Dizem que é uma fase, vai passar.
Mas querer as cores todos os dias poderia ser tê-las todos os dias. O desejo poderia ser algo que se materializa na frente de quem quer muito. Não o que ele deseja, mas o ato de desejar… Ao menos para poder senti-lo mais próximo, com coração batendo em síncope, formando uma sinfonia de realização.

Tá bom, cada um acredita no que acha mais conveniente. Tava cansado de ficar com os olhos abertos. Fechou os olhos e deixou que a vida passasse pra ver onde iria parar. E então, já era noite novamente, mas ele continuava só.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.034 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: