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Se alguma vez você já se sentiu assim, peça desculpas e continue lutando.

Há algum tempo as sextas estão sem brilho e a força para fazer com elas tenham cor é desproporcional ao meu tamanho como ser.

Sentir vontade de pedir desculpas por ser o mais forte é sinal de que você está perdido. Logo, você tem certeza de que você é imperfeito e de que as tentativas de fechar um espaço pelo qual você não tem controle, nem assinou a criação, não estão sendo bem sucedidas, arroz com feijão.

Antes, era possível ver unidade, hoje é possível ver cabeças pensando em um espaço ocupado por matéria.

Antes, o sonho era a força motriz de tudo. Ter um sonho era o bacana. Hoje o sonho é empecilho, é peso, é chuva em inverno úmido.

Mas pra quem?

Se um sonho te leva até um lugar novo, ele é o motivo de você estar vivo. Se os objetivos estão claros pra você, porque deixar que – de repente – eles fiquem enfumaçados com a vida que os cerca. Muita gente não sabe com o que sonhar. Muita gente se perdeu do sonho para se auto formatar. Muitas pessoas nem começaram a sonhar por causa das coisas que não viram, mas que outras pessoas viram. Deixaram que o ar fosse o condutor e não a matéria que conseguem criar.

Sonhar não é fácil, mas lembre-se que – na maioria das vezes – as decisões mais difíceis são as melhores. Você precisa pensar mais para fazê-las, você precisa sentir o peso delas pra dar o passo. E assim, valorizar o que chega, torna-se ainda mais bonito e completo, sempre.

Por isso eu preciso reafirmar: Nunca deixe que seu sonho se torne um fardo. Um dia você vai acordar com a sensação de que tudo está perdido, mas daqui a pouco você recupera o caminho, a força e encontra elementos, pessoas e situações que irão valorizar as suas escolhas, as coisas que você fez com um aperto no coração, para chegar no agora. Nada, nem ninguém pode te fazer desvalorizar ou se esquecer disso.

Não se abandone, seja justo com você mesmo, pois colher o que você plantou será questão de tempo. Não muito, de verdade.

Sabotar o que se sente, não é uma opção. Então encare a vida e não deixe as coisas boas passarem, quanto mais escasso – nesse momento – mais atenção essas coisas boas merecem. Mais detalhes você será capaz de ver. Se está ruim, vai melhorar. Nós sabemos disso, sempre é assim. A vida é assim. Mas para que isso aconteça, precisamos dar o primeiro passo nem que tenhamos que ficar mais próximos do precipício das emoções que nos arrastam para um novo lugar, uma nova perspectiva.

O sonho não é, não pode ser um peso. Ele é a soma das experiências que você escolheu viver para trilhar o seu caminho, único, exclusivo, diferente.

Desculpe por ser eu mesmo, por perder oportunidades, por deixar pessoas pra trás; enfim, por sonhar.

O peso do tempo

Mais luzes na cidade. As pessoas riem para a sexta. É dia de festa, de encontros e reencontros.

Eu passo pelos lugares e só sinto o peso do tempo, do destino e das escolhas. Eu optei por sonhar e fui esmagado por isso. Diariamente eu sinto meu sonho sobre os ombros, tornando-se algo tão juvenil que “me sinto” morrer de dentro pra fora.

O peso é tamanho que eu não pareço mais original. É o peso de ser adulto, de saber que alguém está cobrando uma posição a qual você não pode assumir, de ver que a minha perspectiva há alguns anos não chegou… É pesado, sim. Mas não saber e não ter como dividir é o que massacra. O gosto do fel depois do mel é ainda mais amargo. É como se o desalento fosse duas vezes proporcional a sensação que se tem da felicidade.

Reclamar não muda nada, eu sei. Mas existem sextas-feiras para ficarem na mente e existem sextas-feiras que você simplesmente precisa esquecer, deixar passar ou deixar que ela passe por você, te olhe pelo retrovisor e não ria de volta, simplesmente te esqueça. Simplesmente anule as sensações que ela já causou na sua vida.

Um dia, foi bacana. Hoje você é só mais aquele cara que a sexta esqueceu e que arca com todo o peso das decisões difíceis sozinho. Sozinho, não por escolha própria, mas porque precisa arcar com as decisões que tomou quando as sextas eram felizes e pareciam reais, tão reais que conseguia tocar. Só isso.

A janela de mim

Olho pela janela e vejo outra, acesa. Iluminada. A noite é tão escura que não tenho as estrelas como referência, tenho o piscar das torres. O som dos carros e caminhões, andares abaixo, também são companheiros. Mas o que me faz pensar é a música que sai dos fones. Não me compreendo já tem um tempo, estou feliz, mas a melancolia teima em estar comigo. Teima em me acompanhar, em mostrar sua face diante dos meus dias cheios de sol e pessoas ensolaradas.

É inverno, eu sei… Talvez por isso sou preenchido por melancolia todas as noites que estou sozinho. Parece que não me conheço mais como um ser único, com uma realidade própria e autônoma. É tudo tão novo e intenso… A torre apagou, já é meia-noite… Tudo bem, eu não sei se quero dormir, se vou dormir. Sei que quero continuar sonhando. Talvez eu esteja me boicotando por querer a realidade tão próxima quando ela não deveria tocar meus pés. Eu posso voar, mas me mantenho amarrado por algum motivo que eu mesmo criei em algum momento atrás de mim. Minha sombra move-se comigo e, talvez, por isso, não vejo a luz claramente. Talvez por isso meus olhos não têm a visão completa do que está acontecendo agora… Quem pode pensar nisso, quem vai me dizer algo, quem vai escrever sobre isso senão eu?

Tá, me entender nunca foi fácil, eu me faço parecer simples, mas complicado sou até os fios de cabelo. Tem tanta coisa por dentro que eu não sei pra onde olhar… Só passa e passo. São tantas borboletas, borbulhas, arrepios, sons ao pé do ouvido… Pra onde eu vou? Não sei, mas também não quero descobrir, ainda. Não ainda.

O que eu quero dizer pra você

Mais um ano, obrigado.

Mais 365 dias que se passaram. Fiquei mais amigo, ganhei mais experiências, aprendi e entendi mais coisas. Vi o sol nascer com alegria e com desespero. Dormi pouco, dormi muito. Passei alguns dias acordado. Tá, foram situações que no final do processo sempre acrescentaram. Sempre!

Porém, nada supera as pessoas. Nada. Acho que nunca conheci tanta gente.

Pude olhar pessoas bem de perto, bem de longe. Me apaixonar por gente que não conhecia e entender que os condicionamentos sociais têm sua própria dinâmica – de certa forma – imutável. Entender que, por mais próximo que alguém possa estar, ainda podemos estar distantes e por mais distante que eu possa estar eu ainda posso estar perto. Por mais que eu tente entender tudo, tudo está fora do meu controle. Por mais que eu dedique uma parte do meu tempo – que não é muito – para conversar e trocar experiências com alguém, os resultados serão sempre diferentes. E como já sei, há algum tempo, às vezes você pode ter todo um bloco de realizações colocado em xeque por causa de uma escolha. Um momento em detrimento de todo o resto.

Então, se eu te olhei nos olhos, se trocamos sorrisos, se te disse um oi, você é importante pra mim. Sim. Você fez parte de um dia meu, de um minuto. Você fez algo pra mim.

Fui influenciado por você, em grande parte das vezes, positivamente. Obrigado.

Esses contatos fizeram o meu ano ter sido incrível, cheio de descobertas, risos, trabalhos e – acima de tudo – conhecimento. Ninguém pode levar isso embora, os alguéns só podem trazer e eu, como sempre, opto por manter.

Agora, eu tenho um pedacinho seu que faz parte de mim. E isso faz com que eu chegue nesse novo ano mais completo, mais consciente das minhas limitações e das minhas vontades. Entendo que – como eu já desconfiava – conhecer pessoas está entre as coisas que mais gosto de fazer. Mesmo que seja por um minuto, por uma conversa rápida, por um sorriso, por uma piscada distante.

E assim, como eu gosto de pessoas eu também gosto de agradecer. Então, OBRIGADO. Espero que possamos nos ver nos próximos 365 dias que estão chegando e, mesmo sabendo que as influencias são diferentes, que eu possa ter adicionado alguma coisa boa ao seu dia, assim como você adicionou ao meu.

Não te desejo nada. Só agradeço e faço um pedido: Seja legal com as pessoas. Todas elas.

;)

Encontrar almas que andam em sincronia, mesmo em tempos anacrônicos. Enxergar nos olhos de cada um os segredos que você esconde de si mesmo. Conectar-se verdadeiramente à medida que a sua proteção social desaparece e te obriga a enfrentar seus conceitos mais arraigados. Tudo isso para que seja possível tornar-se uma pessoa melhor e, consequentemente, alguém realmente capaz de se expressar por meio da sua arte. A escolha mais prazerosa e complexa realizada pelos corajosos.

Sentir os cheiros, os choros, os abraços, os corações pulsando em uníssono… Enfim, ver o nós sendo eu, o você olhando, o todo emocionado. Cada um aproveitando a experiência do seu jeito. Sem dúvida, as portas dos sentidos ficaram abertas por esse período mágico de tempo e, assim, a busca de cada um ficou ainda mais latente, mais forte, realmente à mostra.

Toda essa mistura de gente, sentidos e almas é perfeita pra colocar cada um de nós em um estado de sensibilidade que explícita não só a vontade de fazer arte, mas também de entender e dividir cada um desses momentos únicos que juntos formam a vida.

Por isso, OBRIGADO a cada um que olhou o outro nos olhos, que abraçou, que chorou, que dividiu a sua experiência. Obrigado por tirar a máscara, por comemorar suas falhas, por aprender, por dizer como se sente e sonhar. Sonhar em conjunto. Sim, foi isso que fizemos. Sonhamos, por esse período, com objetivos parecidos e ganhamos – com esse intercâmbio de sensações – mais de 60 motivos para continuarmos essa busca prazerosa, risonha e (ao mesmo tempo) assustadora.

Obrigado a cada um de vocês que fizeram parte da minha vida nesses dias. Obrigado ao Instituto Stanislavsky por, como sempre, conseguir reunir um número impressionante de pessoas incríveis (alunos, professores e equipe), comprometidas com seus sonhos e dispostas a compartilhar isso.

Que o olhar desses dias permaneça em nossas mentes, que as lágrimas sirvam de estímulo, que os risos e os pulsares dos corações sejam a recompensa e que as lembranças tornem-se locomotiva para os próximos passos.

 

Agora eu sinto cada um de vocês.

 

Obrigado, mais uma vez, obrigado. Sempre.

Diferenças que não existem

Eis que, de repente, surge. Algo que já passou, foi… Eis que eu olho diferente, que sinto diferente. Sim, o “que não sente” o “que não demonstra”, pois sabe onde isso vai parar. Era pra não estar aqui, mas está. Era pra não ser, mas tem sido.

Encontrar o desencontro de algo que já estava para trás parece algo sazonal. As épocas do ano e as vontades repetem-se como se não existisse mais local seguro para esconder os sentidos. É tudo tão bobo, essa história já foi contada e todos sabem como termina. Da forma como começou…

Platonizando momentos que poderiam ser interessantes, mas que nunca fogem da velha cartilha que todos nós destrinchamos um dia. No final da temporada o que vale é o título. E por mais que tentem me convencer de que os valores são diferentes e nobres, nada demonstra ir além do exposto – além da carne -. Já sabia ele que seria assim, que tudo é assim, que ele é assim… Mas esperar é algo que o faz feliz, que o motiva, pois a grande chance pode estar bem perto.

Na verdade, não está. Mas ninguém avisou ao principal órgão do corpo que ele não é tão esperto quanto imagina. Nada de braçada, mas sempre para no mesmo lugar.

Ela, a saudade…

E de repente ela surge sorrateira, rasga meus olhos enquanto o sol ainda não nasceu. Coloca em meus braços o calor que já não está tão próximo e me lembra do que já passou. É como um momento no qual a mistura entre o novo e o velho causa apenas admiração, dobra o peso sobre o meu pescoço e transforma tudo em algo desconhecido.

A busca pelo conforto parece infinita e lutar contra algo que surge de “assalto” não parece uma boa ideia. Tudo bem, assim serei eu buscando pela sobrevivência de mais um dia, de mais uma fase. Já deveria ter me acostumado com isso, mas adaptar-se ao corriqueiro é algo que não garante força, apenas acomodação.

Quem diria, só a saudade para trazer tudo isso em uma manhã chuvosa de janeiro. Para estremecer meu corpo inteiro e não me deixar, sequer, pensar em fevereiro. Saudade que vem e vai, como os barcos no mar. Que trepida além da palavra, mais rápida que o meu coração, mais ágil que as minhas mãos…

Saudade, cheia de artimanhas para lembrar-me do que não está tão perto. Da ida e da volta, dos porquês. Sim, saudade!

Me abrace, mas não me deixe ficar com frio. Não me dê explicações precipitadas… Apenas mantenha viva a vontade de permanecer no caminho e com os olhos abertos. Como tudo tem um motivo, que você seja o motivo mais escuro dos meus dias mais claros.

É no meio da noite que gostaríamos de nos tornar pedras. É no meio da noite que as coisas fazem sentido. No meio da noite… É quando o sol não ilumina nossos rostos que somos capazes de entender o que realmente faz falta.

Endurecer de dentro pra fora e fazer com que as situações escorram à nossa volta, assim como a água desvia das pedras. Simplesmente deixar. Mas não é isso que faz do viver algo interessante. A busca por um momento que parece impossível está, inevitavelmente, atrelada a vontade de conquistarmos algo.

Mas quando é possível entender um pouco do que ficou para trás, o brilho nos olhos ao final do dia demandam muito mais do que um belo sorriso. É mais do que estar ligado a algo. É saber que àquele algo foi feito pra você, que aquele alguém foi feito pra você.

Tudo chega ao ponto de compreensão. Uns levam mais tempo para entender, outros pegam de primeira. Mas, e se o final do caminho for simplesmente entendê-lo, correr em direção do fim será menos prazeroso?

Que assim seja, entendi as possibilidades e agora as quero muito próximas, mesmo que o final da trilha seja a chegada.

Período que se encerra. Um ciclo que passa. Um ano cheio de novidades, aprendizado e experiência. Então, quando chegamos ao final da jornada fica mais fácil perceber o que realmente foi importante durante essa fase e, enfim, notar o que deveria ter estado presente durante esses dias tão importantes.

Um ano no qual pude enfatizar as conquistas, conhecer novos amigos, manter os antigos – não tão próximos como gostaria -. Enfim, chegar a um dos lugares que eu sempre tive como meta. E aí, refletindo sobre o que aconteceu nesse período, só agora eu fui capaz de sentir a perda. Algo que passou e eu vi, mas que me afetou só agora. Basicamente; hoje eu sinto a passagem de dois anos de uma só vez…

E aí mora o que há de mais belo nas coisas: Não ter, amplifica o nosso poder de julgamento. Se foi ruim, não sobram dúvidas. Mas se foi bom, a mente e o corpo conseguem – enfim – mensurar todos os momentos, risos e situações que fizeram do todo algo especial.

Sim, odeio me referir a coisas boas no pretérito. No entanto, percebo o quanto ter isso nítido em minha cabeça me garante ainda mais propulsão em busca do que eu quero. E como fica fácil saber quem queremos ao nosso lado para os bons e maus momentos, não é verdade? Simples e sem mistérios.

Por isso, só peço que em 2013 eu seja capaz de manter meu foco ainda mais específico e que as coisas boas retornem ainda mais potencializadas, pois é disso que vivemos. Que as tristezas e as perdas sirvam para garantir sabedoria e discernimento. Que cada um de nós seja realmente capaz de entender o porquê das nossas ações e como isso nos afeta.

Que a minha busca particular não me afaste do meu encontro maior, do que importa no final das contas. Que os sonhos não sejam fator de distância, mas sim de encontro.

Que isso possa ser verdade para todos que escolhem algo ilógico para viver e ainda sim continuam acreditando.

Os números de 2012

Eu gosto muito desse resumo. Por isso divido com os leitores. Até 2013.

 

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 2.300 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 4 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

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